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Ibovespa Futuro vira para alta antes do sino de abertura e contraria bolsas mundiais

Índice vai na contramão das bolsas internacionais em mais um dia de preocupação com os gregos que se soma à espera pela reunião do Fomc nos EUA

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro virou para alta e agora sinaliza para uma abertura positiva da Bolsa. O índice contraria o movimento das bolsas internacionais, que caem com temores de um default da Grécia. Por aqui, a expectativa é pela sanção ou veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à emenda que flexibiliza o fator previdenciário e faz parte da Medida Provisória 664. Dilma tem até amanhã para isso. Os investidores ainda repercutem os dados de moradia nos Estados Unidos neste que também é o primeiro dia de reunião do Fomc (Federal Open Market Comittee). 

Às 9h52 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para junho subia 0,20%, a 53.380 pontos. Vale lembrar que amanhã é o vencimento deste contrato. Enquanto isso, o dólar futuro para julho recua 0,54%, a R$ 3,126. No mercado de juros futuros o DI para janeiro de 2017 cai 8 pontos-base, a 13,99%, ao passo que o DI para janeiro de 2020 sobe 5 p.bs., a 12,95%. 

O mercado ainda repercute o indicador de vendas do varejo aqui no Brasil, que foi divulgado às 9h. O indicador caiu 0,4% em abril ante o mês anterior e de 3,5% na comparação anual. A mediana das expectativas segundo pesquisa Bloomberg era de uma expansão de 0,7% na base mensal e de 1,8% na anual.  

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No cenário doméstico ainda fica no radar o impasse do Planalto na votação que revisa a política de desoneração da folha de pagamentos, que está marcada para amanhã no Plenário da Câmara, mas que pode ser adiada, impedindo que o governo vire de uma vez esta página do ajuste fiscal e se concentre na agenda positiva com vistas à retomada do crescimento, lembra a equipe de análise da XP Investimentos em relatório ao mercado.

Do lado corporativo mais uma vez, o noticiário da Petrobras (PETR3;PETR4) segue agitado. Em destaque, a estatal estuda dividir sua subsidiária de gás e energia, a Gaspetro, em duas empresas para colocá-las à venda, segundo a Agência Estado. A estratégia faz parte do plano da empresa de vender ativos para reforçar o caixa e reduzir o endividamento. Segundo fontes ouvidas pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, de um lado estaria todo o negócio de comercialização de gás, que inclui participações em distribuidoras e gasodutos de transporte do combustível. Do outro, as usinas térmicas.

As negociações, intermediadas pelo banco Itaú BBA, estão avançadas. A empresa mais cotada para fechar negócio é a japonesa Mitsui Gás e Energia, interessada na área de distribuição. Ela já é sócia da Petrobras em oito distribuidoras e é alvo de investigação da Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) caíam 0,41%, a US$ 9,06.

Grécia e Fomc
As bolsas mundiais operam em queda pela terceira vez consecutiva nesta terça-feira (16) enquanto investidores ficam atentos ao desenrolar das negociações da Grécia com os seus credores internacionais. Depois do fracasso das conversas no fim de semana, Michael Fuchs, vice-chairman do partido União Democrata-Cristã (UDC) da chanceler alemã, Angela Merkel, disse que os gregos têm que decidir se vão continuar ou sair da zona do euro.

Por outro lado, o líder do partido de centro da Grécia, To Potami, pediu nesta terça-feira que o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, feche um acordo com os credores do país e afirmou que seu partido está pronto para apoiar no Parlamento qualquer decisão que mantenha a Grécia na zona do euro. Stavros Theodorakis afirmou que Tsipras disse a ele que Atenas pode quebrar um impasse nas negociações com seus credores, desde que os credores também recuem.

Os mercados acionários mundiais têm sentido o impacto do colapso das conversas entre Atenas e seus credores no final de semana, com a Grécia tendo apenas duas semanas antes que tenha de pagar 1,6 bilhão de euros ao Fundo Monetário Internacional (FMI). A confiança piorou ainda mais na segunda-feira uma vez que ambos os lados endureceram suas posturas.

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As bolsas europeias recuam entre 0,5% e 1,2%. Além da questão da Grécia, os investidores ainda esperam pela decisão do Fomc (Federal Open Market Comittee), que deve trazer definições mais claras acerca de uma elevação dos juros nos Estados Unidos este ano. Junto com os mercados europeus, as bolsas asiáticas fecharam em queda refletindo também estes dois drivers macro.

“A dupla Fomc e a Grécia continuam a criar nervosismo. Será um tema diário pelo próximo mês; no caso do Fed, pelos próximos três a quatro meses”, escreveu o estrategista de mercado da IG Evan Lucas. Com a reunião dos ministros das Finanças da zona do euro sobre a questão grega não acontecendo até quinta-feira, a atenção passou à política monetária dos EUA.

Às 9h30 foram divulgados os indicadores de número de casas que começaram a ser construídas nos EUA e de autorizações para a construção de imóveis no país. O primeiro ficou em 1,036 milhão em maio, ante 1,165 milhão em abril e contra expectativas do mercado de que fossem iniciadas as construções de 1,1 milhão de novas casas. Já o segundo ficou em 1,275 milhão em maio, ante 1,14 milhão em abril e contra previsões de 1,1 milhão de novas permissões. 

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.