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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre esta segunda-feira (18) em alta de 0,57%, aos 56.120 pontos, destoando do movimento de cautela visto nos mercados internacionais, com a maior parte dos índices mundiais em leve queda em meio à resiliência dos ativos testada após a tentativa fracassada de golpe na Turquia, que eclodiu ao final da tarde de sexta-feira.
Como o noticiário sobre a tentativa de golpe na Turquia ganhou forças após às 17h, o impacto foi visto apenas no Ibovespa Futuro, já que os negócios na BM&F fecham apenas às 18h. Assim, o contrato futuro do índice com vencimento em agosto perdeu 500 pontos na última hora de negociação na sexta-feira e fechou com leve queda de 0,09%, enquanto o Ibovespa “à vista” já havia fechado em alta de 0,18%, perto da máxima do dia.
A lira turca se fortalece neste pregão, recuperando mais da metade das perdas de sexta-feira, desencadeadas pela tentativa frustrada de golpe. Isso ajuda as moedas emergentes e, por aqui, o dólar futuro opera com queda de 0,65%, aos R$ 3,275 na venda.
Já o principal índice de bolsa da Turquia fechou em queda de 4,81%. “A principal questão para os investidores agora é se haverá ou não um impacto residual no prêmio de risco de longo prazo na Turquia”, disse Tatha Ghose, analista de mercados emergentes do Commerzbank AG em Londres para a Bloomberg.
Na abertura, as ações europeias tinham alta e havia recuperação da lira turca ajudando moedas emergentes. As bolsas da Europa apagaram o avanço e só Londres sobe, após SoftBank Group, do Japão, concordar em comprar a britânica ARM Holdings por US$ 32 bilhões, com a última ação subindo 45%. Já na Ásia, o japonês Nikkei não abriu por conta de feriado, enquanto Hang Seng subiu 0,66% e Xangai caiu 0,34%, em meio às vendas de papéis imobiliários e de construção após dados mostrando que a alta dos preços de moradias desacelerou em junho.
Relatório Focus
As expectativas sobre o tamanho da recessão neste ano foram reduzidas pelos economistas consultados pelo Banco Central. Conforme aponta o relatório Focus desta semana, a mediana das projeções para o PIB (Produto Interno Bruto) de 2016 subiram de -3,30% para -3,25%, ao passo que para o ano seguinte saltaram de 1,00% para 1,10%.
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Já a inflação medida pelo IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) foi mantida em 7,26% para este ano e caiu para 5,30% no ano seguinte – 10 pontos percentuais abaixo da mediana das estimativas da semana anterior. Para a taxa básica de juros, a Selic, as expectativas foram mantidas em 13,25% para 2016 e 11% em 2017.
Datafolha
Segundo pesquisa Datafolha divulgada no sábado (16), o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está na liderança das intenções de voto para o primeiro turno da eleição presidencial de 2018. Porém, no segundo turno, ele poderia ser derrotado pela ex-senadora Marina Silva (Rede) ou pelo ministro das Relações Exteriores, José Serra (PSDB).
Em eventual segundo turno entre Lula e Marina, ela venceria o petista por 44% a 32%. Lula também seria derrotado, por 35% a 40%, se o candidato no segundo turno fosse Serra, considerando a margem de erro do levantamento, de dois pontos percentuais para mais ou para menos.
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Na simulação entre Aécio Neves (PSDB-MG) e Lula, o tucano teria 38% das intenções de voto e Lula teria 36%, mesma situação que ocorreria com Geraldo Alckmin (PSDB-SP) e Lula.
Outra pesquisa do instituto mostra que, para 50% dos brasileiros, seria melhor para o Brasil que o presidente interino Michel Temer (PMDB) continue no cargo até 2018. Apenas 32% achariam melhor que Dilma voltasse. Os 18% restantes responderam “nenhum”, preferiram uma eleição, deram outras respostas ou disseram não saber. A pesquisa foi feita entre os dias 14 e 15 de julho.
Temer possui uma taxa de aprovação similar à de Dilma antes de deixar o cargo: 14% consideram sua gestão ótima ou boa. No início de abril, 13% tinham a mesma opinião sobre o governo Dilma. Contudo, a reprovação a Temer é muito inferior se comparada a de Dilma: o peemedebista é visto como ruim ou péssimo por 31%, cerca de metade do atribuído a Dilma (65%) antes de ser afastada.
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Por fim, em uma terceira pesquisa, o Datafolha mostrou que os brasileiros estão mais otimistas sobre a economia do país. Segundo o levantamento, a expectativa sobre o futuro da economia e de sua situação pessoal atingiu o maior nível desde 2014.
O Índice Datafolha de Confiança (IDC), que calcula a expectativa econômica do entrevistado e a perspectiva sobre o país, chegou a 98 pontos em julho de 2016 – no final de 2014, era de 121 pontos. Pela metodologia do Datafolha, índices acima de 100 são considerados positivos, e abaixo disso, negativos.
Destaques da semana
Entre os eventos de destaque da semana, o mercado deve ficar de olho à reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que se reúne na terça e na quarta e deve mais uma vez manter a taxa básica de juros. Além disso, o Banco Central Europeu também realiza reunião esta semana. O mercado não espera uma mudança nas taxas ou aumento nos estímulos dentro do programa de compras de ativos dos 19 países da zona do euro conhecido como “Quantitative Easing”.
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Por fim, saindo às 9h da próxima quinta-feira, o dado de inflação oficial medido pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) deve ter um avanço de 0,51% entre 15 de junho e 15 de julho, segundo a mediana das expectativas dos economistas pesquisados pela LCA Consultores.