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Ibovespa Futuro tem leve queda com realização antes de Copom; dólar sobe

Índice opera próximo do zero a zero apesar de vetores positivos no exterior; informação de plano de investimento da Petrobras e IPO da Par Corretora ficam no radar

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em leve queda nesta quarta-feira (3), depois de subir forte na última sessão. O cenário corporativo continua forte com informações de que a Petrobras (PETR3; PETR4apresentará plano de negócios 2015-2019 ao Conselho de Administração no próximo dia 23 de junho. Lá fora as bolsas sobem antes de indicadores dos Estados Unidos, com as tensões sobre a dívida grega temporariamente pesando menos na Europa em meio a declarações de ministros de que acordo do país com seus credores sairá. 

Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho operava com leve baixa de 0,15%, a 54.395 pontos, enquanto o dólar futuro para julho subia 0,32%, a R$ 3,171. No mercado de juros futuros, os contratos de DI para janeiro de 2017 subiam 0,05 ponto percentual, a 13,58%. Em dia de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária), o mercado espera uma elevação das taxas de juros em 0,5 ponto percentual, para 13,75% diante da inflação resiliente e da depreciação cambial.

No caso da Petrobras, o mercado espera que haja uma redução do plano de investimentos de US$ 206,8 bilhões em cinco anos para algo em torno de US$ 136 bilhões no novo plano de negócios. A estatal já anunciou investimentos de US$ 29 bilhões em 2015. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociadas no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,67%, a US$ 8,98. 

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Quem também continua no noticiário é a Par Corretora, protagonista do primeiro IPO (Oferta Pública Inicial, na sigla em inglês) de 2015, que foi precificada acima da faixa indicada inicialmente pelos coordenadores, resultado surpreendente da primeira estreia na bolsa brasileira em cerca de oito meses. A oferta da corretora de seguros, que tem a Caixa Seguros Holding e a GP Investments entre os principais acionistas, saiu a R$ 12,33 por papel, acima da faixa indicativa fixada inicialmente pelos coordenadores da operação, de R$ 11,25 a 11,60 cada. A oferta teve apenas da venda secundária (de ações detidas pelos atuais sócios da companhia) e movimentou 48.888.890 papéis, num montante financeiro de R$ 602,8 milhões.

Bolsas mundiais
No Japão, o índice Nikkei registrou perdas de 0,3%, fechando a 20.473 pontos, enquanto, na Austrália, o pregão marcou 0,9% de queda para o S&P/ASX, aos 5.583 pontos. Em Xangai, o índice SSEC registrou oscilação negativa de 0,01%, a 4.909 pontos. Já os mercados em Singapura e Hong Kong fecharam em alta, na contramão da tendência oriental do dia.

O rendimento dos Treasuries dos EUA saltaram para máximas de duas semanas depois que o yield dos títulos alemães dispararam impulsionados por dados mais fortes que o esperado sobre a inflação na zona do euro. Os preços ao consumidor subiram 0,3% na comparação anual em maio, superando projeções de uma alta de 0,2%.

Rendimentos mais altos em bônus tendem a impactar a atração de investimentos em ações em relação a bônus, como visto no mês passado durante a venda generalizada nos mercados de dívida.

Drama grego no radar europeu
As preocupações sobre a capacidade da Grécia em honrar suas dívidas pesou sobre o crescimento econômico da zona do Euro, conforme apontou o Markit nesta quarta. O Índice Gerente de Compras Composto para a região caiu para 53,6 em maio, ante 53,9 em abril, com desaceleração em novos negócios, recuando para os mais baixos patamares em três meses. As incertezas sobre o futuro grego está agindo como uma espécie de freio para o desenvolvimento econômico do continente, que também sofre com as persistentes taxas de desemprego elevadas.

No velho continente, o dia é de ganhos para os principais índices acionários à espera de novos dados sobre o mercado de trabalho. Às 8h45 (horário de Brasília), o FTSE 100 acumulava ganhos de 0,33%, a 6.951 pontos, enquanto o alemão DAX subia 1,02%, a 11.444 pontos. 

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