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Ibovespa Futuro oscila entre leves perdas e ganhos, com investidores atentos a BCE, balanços e reta final das eleições

Investidores repercutem balanços tanto aqui quanto no exterior

B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera entre leves ganhos e perdas nos primeiros negócios desta quinta-feira (27), dando sequência as baixas registradas durante a semana. No acumulado da semana até quarta-feira, o Ibovespa à vista caiu 5,97%, repercutindo principalmente o noticiário eleitoral.

Já nesta quinta, os mercados externos também têm leve baixa, de olho na reunião do Banco Central Europeu (BCE), que elevou a taxa de juros em 0,75 ponto percentual pela segunda reunião consecutiva.

Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato para dezembro tinha baixa de 0,16%, aos 115.065 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros operam em mistos com investidores de olho nos resultados de empresas de tecnologia. Na véspera, a Meta, controladora do Facebook, divulgou números fracos e despencou no pós-mercado. A temporada de balanços americana continua com resultados da Amazon e da Apple.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,59%, S&P Futuro recuava 0,13% e Nasdaq Futuro tinha baixa de 0,65%.

No câmbio, o dólar comercial operava com queda de 0,15%, cotado a R$ 5,372 na compra e R$ 5,373 na venda. Já o dólar futuro para outubro tinha baixa de 0,19%, a R$ 5,378.

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Com relação a curva de juros, os contratos futuros recuam na pontas mais longas. O DIF23 (janeiro para 2023) opera em baixa de 0,01 pp a 13,67%; DIF25, tem alta de 0,02 ponto percentual (pp), a 11,94%; DIF27, +0,02 pp, a 11,84%; e DIF29, +0,01 pp, a 11,95%.

Na front econômico internacional, o destaque hoje são os números preliminares do PIB do terceiro trimestre dos EUA. A atividade da maior economia do mundo subiu 2,6% em termos anualizados na comparação trimestral, ante projeção de avanço de 2,4%, o que ajudou a impulsionar os mercados.

Por aqui, a taxa de desemprego no Brasil caiu para 8,7% no trimestre encerrado em setembro, um resultado dentro do esperado pelo mercado, que previa exatamente uma taxa de desocupação de 8,7% segundo o consenso Refinitiv.

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Ainda no radar, em meio a um novo capítulo de tensão na eleição para presidente, investidores nacionais digerem avaliação do Banco Central de que a inflação continua alta e balanços corporativos, incluindo da Vale.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) esteve na mira do candidato à reeleição Jair Bolsonaro (PL) mais uma vez na quarta-feira, agora envolvendo a acusação feita por sua campanha de que há irregularidades na propaganda eleitoral no rádio. As acusações de Jair Bolsonaro e a promessa de ir “às últimas consequências” para comprovar sua denúncia, aconteceram antes da divulgação nesta quinta de pesquisas AtlasIntel, Datafolha e Genial/Quaest sobre a corrida presidencial em Minas Gerais.

A apenas quatro dias do segundo turno das eleições, o ministro da Economia, Paulo Guedes, volta a falar por duas vezes –em live da Suno Research pela manhã e em palestra na Associação Comercial de São Paulo à tarde.

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Enquanto isso, investidores repercutem a decisão do BC na véspera de manter a Selic em 13,75% ao ano, ressaltando que a inflação continua alta, com reduções concentradas em uma parcela dos preços.

A agenda de resultados corporativos, por sua vez, começou com o balanço da Ambev e Gol no terceiro trimestre, e terá ainda números de ISA Cteep, Hypera, Suzano  e Vale.

Exterior

Os mercados europeus operam sem direção única, com os investidores digerindo uma série de resultados corporativos e repercutindo a decisão do BCE de elevar juros novamente.

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No front corporativo, as ações do Credit Suisse recuam mais de 14%, depois que o banco suíço divulgou um prejuízo de US$ 4,09 bilhões no 3T22, bem pior do que as estimativas de analistas.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida, com os investidores digerindo dados econômicos na região.

O PIB do terceiro trimestre da Coreia do Sul cresceu 0,3% em relação ao trimestre anterior, o crescimento mais lento desde o terceiro trimestre de 2021. Os lucros industriais da China de janeiro a setembro caíram 2,3% em comparação com um ano atrás, informou o Departamento Nacional de Estatísticas.

O Banco do Japão, por sua vez, iniciou sua reunião de dois dias sobre política monetária hoje.

Enquanto isso, os preços do minério recuam forte e engatam terceira queda consecutiva. O contrato de referência de Dalian atingiu uma baixa de oito semanas, com a queda dos lucros industriais na maior produtora de aço da China, somando-se a uma perspectiva sombria de demanda por ingredientes siderúrgicos.

Os lucros das empresas industriais da China caíram 2,3% nos primeiros nove meses de 2022 em relação ao ano anterior à medida que os freios das restrições por meio das políticas para conter a Covid-19 e uma queda no setor imobiliário diminuíram a atividade fabril.

(com Reuters)

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Felipe Moreira
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