Abertura

Ibovespa Futuro têm leve queda com investidores à espera de acordo por estímulos nos EUA; dólar recua

Pré-market mostra perdas diante da decepção com as negociações entre democratas e republicanos

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em leve queda nesta quarta-feira (21) após a disparada de 1,9% do índice à vista na véspera. Os investidores seguem à espera por um acordo entre republicanos e democratas nos Estados Unidos para um pacote de estímulos contra os impactos econômicos do coronavírus.

Passou o dia do ultimato feito pela presidente da Câmara de Representantes, Nancy Pelosi. Contudo, segundo a CNBC, Pelosi e o secretário do Tesouro americano, Steven Mnuchin, fizeram progresso nas negociações, mas ainda há um longo caminho a percorrer. Os dois irão se reunir novamente hoje.

Pelosi afirmou na noite desta terça-feira que tem esperança de que um acordo por mais estímulos fiscais possa ser alcançado entre governo e oposição antes das eleições de 3 de novembro. A gestão do presidente Donald Trump apresentou propostas de liberar até US$ 1,9 trilhão, mas o partido Democrata quer US$ 2,2 trilhões.

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Às 09h10 (horário de Brasília), o índice futuro para dezembro tinha queda de 0,37%, aos 100.565 pontos.

O dólar futuro com vencimento em novembro registrava baixa de 0,37%, a R$ 5,588.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 opera estável a 3,24%, o DI para janeiro de 2023 continua em 4,55%, o DI para janeiro de 2025 sobe um ponto-base a 6,37% e o DI para janeiro de 2027 registra variação positiva de um ponto-base a 7,27%.

Já na Europa, o aumento de casos do coronavírus segue a pauta da vez. Em mais um sinal de alerta, o ministro da Saúde espanhol, Salvador Illa, confirmou na terça que o país estuda adotar um toque de recolher nacional.

Na semana passada, Paris voltou a adotar toque de recolher, e Londres restringiu reuniões entre pessoas que não vivem na mesma residência.

Em entrevista divulgada na terça-feira pelo canal francês LCI, a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, expressou preocupação com uma segunda onda de contaminações.

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Por aqui, o governo federal anunciou que pretende comprar vacinas desenvolvidas pelo Instituto Butantã e pela chinesa Sinovac. Havia temor de que o produto fosse relegado pelo governo por ser desenvolvido em São Paulo, estado governado por João Doria (PSDB), potencial candidato às próximas eleições presidenciais.

Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Câmara Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu a criação de um cronograma para votar cortes de gastos que viabilizem a criação de um novo programa de renda mais amplo que o Bolsa Família, sem estourar o teto de gastos.

Vacina no Brasil

Em reunião do Fórum dos Governadores na terça-feira, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, anunciou que assinou um protocolo de intenções para adquirir 46 milhões de doses da vacina contra o novo coronavírus que vem sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac.

As doses serão distribuídas como parte do Programa Nacional de Imunizações. Com a fala, Pazuello acaba com temores de que o governo Bolsonaro relegaria o produto desenvolvido no Estado de São Paulo por motivos políticos. A unidade da Federação é governada por João Doria (PSDB), que é cotado como candidato a disputar as próximas eleições presidenciais.

A estratégia do Ministério da Saúde é diversificar os tipos de vacinas disponíveis à população, disponibilizando 186 milhões de doses ainda no primeiro semestre de 2021.

Há três vacinas em análise: a da AstraZeneca, desenvolvida em parceria com a Universidade de Oxford, que no Brasil deverá ser produzida pela Fiocruz; e a vacina da Covax Facility (Instrumento de Acesso Global de Vacinas Covid-19).

Este último é um consórcio global que vem desenvolvendo 9 vacinas diferentes, a cujos resultados o Brasil terá acesso. Em 18 de outubro, o Ministério da Saúde informou que pagou R$ 830,9 milhões referentes à adesão à Covax Facility.

“Temos a expertise de todos os processos que envolvem esta logística, conquistada ao longo de 47 anos de PNI. As vacinas vão chegar aos brasileiros de todos os Estados”, disse Pazuello.

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Na quarta-feira passada (14), o Ministério da Saúde havia apresentado a secretários de saúde estaduais um cronograma de vacinação contra a Covid-19 prevendo o início da vacinação para abril de 2021.

Mas o cronograma contava apenas com a vacina da AstraZeneca, e não com a vacina desenvolvida por Butantan e Sinovac. Isso alimentou o temor por parte de secretários de Saúde estaduais e técnicos do Ministério da Saúde de que o governo federal relegaria o produto.

Ainda há, no entanto, pontos de atrito ao redor do tema. Em coletiva de imprensa na sexta-feira (16), o governador paulista João Doria afirmou que a vacinação será obrigatória no estado de São Paulo. Na segunda-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) reafirmou que pretende fazer com que o governo federal não torne a vacinação obrigatória no Brasil.

“Quem está propagando isso aí, com toda certeza, é uma pessoa que pode estar pensando em tudo, menos na saúde (..,) Essa pessoa está levando terror perante a opinião pública. Metade da população diz que não quer tomar essa vacina, esse é um direito das pessoas. O governo federal não obrigará ninguém”, disse.

Cronograma para corte de gastos

Em entrevista publicada nesta quarta-feira no jornal O Estado de S. Paulo, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) defendeu que governo e lideranças dos partidos fechem um cronograma para votar medidas de corte de gastos.

Essas medidas serviriam para dar tranquilidade fiscal ao país, e viabilizar a adoção de um programa de transferência de recursos em substituição ao Bolsa Família e ao auxílio emergencial, que vem sendo chamado provisoriamente de Renda Cidadã. Maia afirmou que o cronograma deveria ser fechado com “máxima urgência”.

Maia avalia que definir um cronograma e o alcance das medidas de corte de gastos seria uma sinalização importante para investidores.

No início da semana, ativos brasileiros tiveram ganhos após representantes do governo e do Congresso afirmarem compromisso com o teto fiscal, que restringe os gastos do governo. No final de semana, o ministro da Economia Paulo Guedes havia dito que o Brasil continuaria fazendo reformas até o fim, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, disse ser contra a prorrogação do decreto de calamidade, e afirmou que é preciso encontrar uma forma de viabilizar o Renda Cidadã dentro do teto de gastos.

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De acordo com a reportagem publicada nesta quarta pelo Estadão, Maia diz esperar que os dois turnos de votações de cortes de gastos sejam concluídas, na Câmara e no Senado, até 15 de janeiro, caso as discussões se iniciem entre o primeiro turno o segundo, em 25 de novembro. Se as discussões se iniciarem após o segundo turno, ele espera encerrar as votações no final de janeiro de 2021.

Segundo o jornal, o ministro Guedes deseja aprovar medidas de contenção de gastos o mais rápido possível, enquanto o presidente Jair Bolsonaro defende que as discussões sobre o assunto fiquem para depois das eleições municipais, cujo segundo turno está marcado para 29 de novembro.

Dentre as propostas discutidas pelo Congresso e pela equipe econômica estão extinção do abono salarial, corte nos salários e na jornada de servidores públicos, e congelamento de aposentadorias e pensões para quem ganha acima de três salários mínimos.

Radar corporativo

A Petrobras informou na terça-feira que a produção de petróleo no Brasil no terceiro trimestre cresceu 2,6% em relação ao mesmo período do ano anterior, para 2,952 milhões de barris. A alta foi de 5,6% frente ao segundo trimestre. A empresa aumenta a partir desta quarta o preço do GLP (gás liquefeito de petróleo).

A Totvs prorrogou o prazo para que a produtora de software Linx aprecie sua proposta de compra. A Linx também é disputada pela Stone.

A empresa de programas de fidelidade por meio de programas de pontos, a Dotz prepara uma oferta pública inicial de ações, segundo informações publicadas na terça-feira pelo Brazil Journal. O objetivo de levantar recursos para bancar sua estratégia digital.

O Grupo Fartura de Hortifruti, e o Grupo Uni.co, dono da rede de lojas Imaginarium, também pediram na terça o registro para realizar sua oferta inicial de ações. A empresa de móveis Estok, dona da marca Tok&Stok, também pediu o registro para realizar sua oferta inicial.

A Dasa aprovou a emissão de R$ 600 milhões em debêntures. E o Banco do Brasil anunciou na terça a recompra de 100% dos títulos de dívida perpétuos emitidos em 2009.

Ainda em destaque, depois de mais de dois meses de espera desde que as mudanças nas regras foram anunciadas, qualquer investidor brasileiro poderá investir em BDRs a partir da próxima quinta-feira (22).

Com negociação até então restrita a investidores qualificados, com ao menos R$ 1 milhão em aplicações financeiras, os certificados negociados na B3 que representem ações de empresas estrangeiras ou ETFs negociados em um “mercado reconhecido” estarão disponíveis de forma ampla, conforme comunicado divulgado pela B3. Veja mais clicando aqui. 

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