Ibovespa Futuro tem leve queda, com China, Copom e blue chips no radar

Após forte alta na sessão da véspera, contrato futuro sinaliza um pregão de leve correção; Copom optou por elevar Selic em 0,25 p.p., enquanto Petrobras, Oi e Vale chamam a atenção no cenário corporativo

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SÃO PAULO – Após o benchmark da bolsa ter zerado as perdas e passado para o campo positivo no ano, o Ibovespa Futuro registra leve queda na sessão desta quinta-feira (3), em um leve movimento de correção. Às 09h06 (horário de Brasília), o contrato futuro com vencimento em abril registra queda de 0,14%, a 51.680 pontos.

Por aqui, destaque para a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de elevar a Selic em 0,25 ponto percentual, para 11% ao ano, conforme esperado pelo mercado. Contudo, o destaque fica para o comunicado após a reunião, que suprimiu o trecho em que a autoridade afirmava estar “dando prosseguimento ao processo de ajuste da taxa básica de juros” – numa sinalização de que o ciclo de aperto está próximo de se encerrar.

O noticiário corporativo também está agitado, com destaque mais uma vez para a Petrobras (PETR3;PETR4), em meio à assembleia da companhia, eleição de conselheiros e novas investigações. 

A Oi (OIBR4) também chama a atenção. A fixação do preço por ação na oferta de ações da companhia acontecerá dia 28 de abril, com o fim da coleta das intenções dos investidores no processo de “bookbuilding”. No dia seguinte, a CVM (Comissão de Valores Mobiliários) vai conceder do registro da oferta global. Os papéis serão negociados na BM&FBovespa a partir de 5 de maio, conforme aviso ao mercado publicado hoje. 

Já a Vale (VALE3;VALE5) maior produtora de minério de ferro do mundo, disse esperar que os preços de minério de ferro fiquem entre US$ 100 e US$ 125 por tonelada nos próximos um a dois anos. O presidente da mineradora, Murilo Ferreira, também afirmou que a companhia não estava interessada em buscar aquisições. 

Europa e Ásia em rumos opostos
Os principais mercados mundiais iniciaram o pregão desta quinta-feira (3) em direções opostas. Os índices asiáticos encerraram a sessão em alta após o governo chinês anunciar novas medidas de estímulos à economia do país. Além disso, investidores seguiram o dia otimistas com o fechamento das bolsas norte-americanas e com dados econômicos dos EUA acima da estimativa do mercado. Já na Europa, apesar de bons dados também, os índices do continente seguem o dia alternando entre ganhos e perdas, seguindo o movimento após a decisão do BCE (Banco Central Europeu).

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O Conselho de Estado chinês anunciou que irá aumentar os investimentos em ferrovias e moradia, além de oferecer incentivos fiscais para pequenas empresas. Apesar disso, analistas de mercado esperavam que o governo da China anunciasse maiores medidas de política monetária. 

As ações asiáticas seguiram o fechamento positivo do S&P, benchmark dos EUA,. Dados econômicos da maior potencia mundial, mostraram que as encomendas às fábricas subiram para 1,6%, maior nível desde setembro do ano passado animaram os investidores. Destaque ainda para os dados de emprego, que mostrou que empresas privadas contrataram 191 mil trabalhadores em março. 

Com isso, o Nikkei, benchmark japonês, encerrou o pregão desta quinta-feira com alta de 0,8% a15,07 mil pontos, em sua segunda sessão consecutiva de alta. Já o índice de Shangai Composto foi a exceção do pregão e encerrou em queda de 0,79%, enquanto o Hang Seng fechou com alta de 0,1%.

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Na Europa, o PMI (Índice de Gerentes de Compra) ficou em 53,1 em março, sinalizando um crescimento na zona do euro pelo nono mês consecutivo. Já as vendas no varejo subiram 0,4% em relação ao mês anterior, ficando acima das estimativas do mercado. Os índices animaram as ações no inicio do pregão, mas elas continuam alternando entre ganhos e perdas.

Destaque ainda para o BCE, que deixou sua principal taxa de juros inalterada na mínima histórica de 0,25% nesta quinta-feira, apesar da forte desaceleração da inflação na zona do euro. A decisão de manter as taxas era esperada, embora pequena minoria dos economistas consultados pela Reuters esperasse um corte.

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Lara Rizério
Mercados | Economia | Onde Investir

Editora de mercados do InfoMoney, cobre temas que vão desde o mercado de ações ao ambiente econômico nacional e internacional, além de ficar bem de olho nos desdobramentos políticos e em seus efeitos para os investidores.