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Ibovespa Futuro tem leve queda à espera de definição grega; Moody’s no radar

Índice acompanha mercado internacional, que aguarda por votação de medidas pelo Parlamento grego; notícias sobre visita da Moody's ao Brasil agitam cenário doméstico

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra um dia de cautela após a forte alta de ontem seguindo o cenário internacional, em meio às expectativas sobre se o Parlamento grego aceitará as condições de austeridade previstas no acordo assinado ontem com os credores. Às 9h08 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em agosto registrava queda de 0,31%, a 53.435 pontos. 

Segundo o ministro do Interior, Nikos Voutsis, o Parlamento da Grécia aprovará a legislação necessária para um novo pacote de ajuda financeira do fundo de resgate da Europa apesar de visões dissidentes de alguns deputados do partido governista. “As decisões que irão facilitar um retorno à normalidade vão acontecer”, disse Voutsis a repórteres. O primeiro-ministro, Alexis Tsipras, está em confronto com rebeldes em seu próprio partido furiosos com sua capitulação às exigências da Alemanha para um dos pacotes de austeridade mais duros já exigidos de um governo da zona do euro.

O cenário interno também é bastante movimentado, em meio à expectativa pela visita da agência de classificação de risco Moody’s ao Brasil. Segundo o jornal Valor Econômico, a equipe econômica, convencida de que rebaixamento do rating pela Moody’s é inevitável, aposta nas medidas de ajuste fiscal para impedir que downgrade venha acompanhado de viés negativo. A tarefa de convencimento não será fácil, destaca o jornal citando fontes, que atribuem situação ao cenário político que dificulta aprovação das medidas do ajuste e o baixo crescimento econômico.

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Ainda no campo econômico, pelo menos por enquanto, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, conseguiu evitar a admissão oficial de que o superávit primário de 1,13% do PIB (cerca de R$ 66,3 bilhões) prometido para este ano não será alcançado, como é voz corrente tanto entre analistas privados quanto entre membros do próprio governo. Ele bloqueou a redução imediata da meta, como defendida, entre outros, pelos ministros Nelson Barbosa (Planejamento) e Aloizio Mercadante (Casa Civil).

Chama atenção ainda a expectativa pela votação do projeto da diminuição das desonerações. “Se mudar o texto, a votação fica para agosto”, afirmou o líder do governo no Senado, senador Delcídio Amaral (PT-MS). 

O mercado também deve ficar de olho nas commodities. O minério de ferro registrou leve queda de 0,48% no porto de Qingdao, a US$ 50,06 a tonelada. Já o petróleo, após registrar queda de 2% mais cedo, diminui as quedas e têm baixa de 0,4%. O Irã e as potências mundiais conseguiram fechar, hoje em Viena, um acordo sobre o programa nuclear iraniano.

Indústria na Europa
Na Europa, destaque ainda para a produção industrial da zona do euro, que caiu em maio, de acordo com dados divulgados nesta terça-feira, contra expectativas de leve crescimento, sugerindo que a recuperação econômica da região estagnou no segundo trimestre, depois de um começo de ano bem sólido.

A agência de estatísticas da União Europeia, Eurostat, disse que a produção industrial nos 19 países que usam o euro caiu 0,4 por cento em comparação com o mês anterior, e com ganho de 1,6 por cento em comparação com o mesmo período do ano passado. Foi o terceiro mês seguido de estagnação ou retração.

Economistas consultados pela Reuters esperavam em média um aumento mensal de 0,2 por cento e um aumento anual de 1,6 por cento. A queda mensal foi mais acentuada para o setor de produção de energia, com o consumo de bens não-duráveis também em queda.

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(Com Reuters)