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Ibovespa Futuro tem leve baixa antes de decisões sobre juros no Brasil e nos EUA

Dados de inflação ao produtor americano e de serviços no Brasil também estão no radar

Felipe Moreira

Home brokers com gráficos de ações (Crédito: Shutterstock)

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O Ibovespa Futuro opera com leve baixa nos primeiros negócios desta quarta-feira (13), antes das decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil, após divulgações de dados de inflação.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central se reúne hoje para definir a nova Selic, a taxa básica de juros da economia. A decisão será anunciada após as 18h30.

O consenso do mercado é de um corte de 0,50 ponto percentual (p.p.), conforme prometido pelo próprio Copom na última decisão. Se confirmada, essa será a quarta redução seguida na taxa Selic – que cairá ao menor patamar desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano.

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A decisão ocorre depois de dados terem mostrado na véspera que a alta acumulada do IPCA em 12 meses até novembro caiu a 4,68%. Mas também após nova rodada de pressão provenientes tanto do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, quanto do presidente Inácio Lula.

Na seara política, ficam no radar ainda a sabatina no Senado dos indicados ao STF e à PGR Flávio Dino e Paulo Gonet, além da perspectiva de votação na Comissão Mista de Orçamento (CMO) do relatório final da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Às 9h13, o índice futuro com vencimento em dezembro operava com queda de 0,07%, aos 126.440 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros dos Estados Unidos operam em alta, com investidores à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed).

Na véspera, as ações dos Estados Unidos fecharam nos maiores níveis de 2023 nesta terça-feira, depois que dados de inflação pouco alteraram as opiniões do mercado sobre quando o Federal Reserve cortará os juros, enquanto investidores aguardavam a última decisão de política monetária do ano do banco central dos EUA.

O índice de preços ao consumidor de novembro subiu 3,1% em uma base anual, em linha com estimativas de economistas consultados pela Reuters, conforme uma queda nos preços da gasolina foi ofuscada por um aumento nos aluguéis. O núcleo do índice de preços, que exclui itens voláteis como os custos de alimentos e energia, também correspondeu às expectativas e mostrou um aumento anual de 4%.

As expectativas de um corte de pelo menos 0,25 ponto percentual em março caíram de cerca de 50% para 43,7% antes dos dados, de acordo com a ferramenta FedWatch do grupo CME. O mercado está agora precificando uma chance de cerca de 78% de um corte em maio, acima dos 75% registrados na segunda-feira.

Nesta manhã, o Dow Jones Futuro subia 0,12%, S&P Futuro avançava 0,14% e Nasdaq Futuro registrava alta de 0,22%.

De volta ao cenário nacional, o volume do setor de serviços no Brasil caiu 0,6% em outubro em relação a setembro, após ter apresentado recuo de 0,3% no mês anterior, de acordo com dados da Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) divulgados nesta terça-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com o mesmo mês do ano passado, a queda foi de 0,4%%.

Dólar hoje

O dólar comercial operava com baixa de 0,10%, cotado a R$ 4,960 na compra e R$ 4,962 na venda, com investidores de olho no futuro da política monetária nacional e dos Estados Unidos.

O dólar futuro (DOLF24) para janeiro caía 0,10%, indo aos 4,963 pontos.

Enquanto isso, DXY, índice que mede a força do dólar perante à uma cesta de moedas, opera com alta de 0,07%, a 103,94 pontos.

No mercado de juros, os contratos operavam com baixa, à medida que investidores montam posições antes da decisão de juros do Copom. O DIF24 opera com baixa de 0,04 pp, a 11,69%; DIF27, -0,03 pp, a 9,98%; DIF29, -0,02 pp, a 10,44%; DIF31 -0,01 pp, a 10,73%.

Exterior

Os mercados europeus operam no terreno positivo, enquanto os investidores aguardavam a última decisão de política monetária do ano do Federal Reserve dos EUA.

O Banco Central Europeu (BCE), o Banco da Inglaterra (BoE) e o Banco Nacional Suíço são os próximos na fila, depois do Fed, para divulgação da decisão de juros na quinta-feira,

A economia do Reino Unido contraiu 0,3% em outubro, com os setores de serviços, produção e construção do país encolhendo, mostraram novos dados do Office for National Statistics na quarta-feira.

A queda mensal segue-se ao crescimento de 0,2% em setembro e é pior do que a manutenção que os economistas previam.

Ásia

Os mercados acionários da Ásia não tiveram sinal único, nesta quarta-feira, mas o sinal negativo predominou. Xangai registrou perda de mais de 1%, com ceticismo entre investidores sobre novos estímulos da China, e Seul ficou perto disso, enquanto em Tóquio houve ganho, com impulso limitado e expectativa pela decisão de mais tarde do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

A Bolsa de Xangai fechou em baixa de 1,15%, em 2.968,76 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, caiu 1,21%, a 1.930,53 pontos. O quadro piorou à tarde, após uma conferência econômica anual local terminar sem anúncio de qualquer estímulo importante para impulsionar o crescimento.

Economista-chefe do Hang Seng Bank, Dan Wang acredita que Pequim deve recorrer às medidas corriqueiras para tentar resgatar o setor imobiliário e lidar com a dívida dos governos locais, sem grandes novidades nessa frente. Hoje, ações de bebidas e alimentos puxaram as perdas, com Shanxi Xinghuacun Fen Wine Factory em queda de 3,7% e Kweichow Moutai, de 2,9%. Por outro lado, farmacêuticas e empresas ligadas ao setor médico exibiram ganho, com Chongqing Taiji Industry em alta de 4,0% e Tasly Pharmaceutical, de 1,5%.

Commodities

As cotações do petróleo operam com baixa, com os dados de inflação alimentando a ansiedade entre os investidores de que o Federal Reserve pode não estar pronto para aliviar as taxas de juros.

As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, medida que os investidores ficaram cautelosos com possíveis riscos de queda depois que o estímulo anunciado um dia antes, durante uma reunião de definição de agenda de legisladores na China, principal consumidor, ficou abaixo das expectativas.

O minério de ferro de referência de janeiro na Bolsa de Cingapura caiu 2,06 %, para US$ 133,3 a tonelada.