Abertura

Ibovespa Futuro tem leve alta seguindo bolsas da Europa antes de dado de seguro-desemprego nos EUA

Pré-market mostra leves ganhos antes de indicadores importantes na maior economia do mundo

mercado bolsa índices alta ações gráfico
(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (16) seguindo o desempenho das bolsas europeias e futuros dos Estados Unidos com diversos países reabrindo os negócios aos poucos após a quarentena imposta por conta do coronavírus. A Dinamarca começou a reabrir suas escolas na quarta-feira e o presidente americano, Donald Trump, fará uma coletiva de imprensa à tarde para falar sobre seu plano de como sair do lockdown.

Segundo a universidade John Hopkins o número de pessoas infectadas pela doença no mundo atingiu 2 milhões, com um saldo de 134 mil mortes.

No entanto, as atenções devem se focar na divulgação dos pedidos de seguro-desemprego nos EUA, que sai às 9h30 (horário de Brasília). Segundo a mediana das expectativas dos economistas compilada no consenso Bloomberg, o país deve ter registrado 5,5 milhões de pedidos de auxílio na semana passada, contra mais de 6 milhões na semana anterior.

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Às 09h16, o Ibovespa Futuro registrava leve alta de 0,13%, aos 79.600 pontos no primeiro dia de negociação do contrato do índice para junho.

Já o dólar futuro para maio tem queda de 0,11% a R$ 5,242, enquanto o dólar comercial recua 0,26%, a R$ 5,2275 na compra e R$ 5,2285 na venda.

As iniciativas de Donald Trump, presidente dos EUA, sobre coronavírus, como ordenar que governadores reabram seus estados, esbarram em limites dos poderes presidenciais. No entanto, presidente americano disse que vai revelar diretrizes para relaxar as regras de isolamento nesta quinta-feira, citando dados que mostrariam que o surto está encontrando um platô em partes do país.

É também a expectativa de relaxamento das medidas de isolamento social que faz as bolsas europeias operarem em alta. A Alemanha, maior economia da região, divulgou que os estabelecimentos comerciais de menor porte podem reabrir a partir do dia 20 de abril se implementarem medidas de higiene adequadas. Já as escolas devem voltar a funcionar em 4 de maio.

Radar político

O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem que estados e municípios podem tomar as medidas que acharem necessárias para combater o novo coronavírus, como isolamento social, fechamento do comércio e outras restrições. Com a decisão, os governadores e prefeitos também poderão definir os serviços essenciais que podem funcionar durante o período da pandemia. O ministro Gilmar Mendes disse que a Constituição de 1988 veda ao presidente “adotar política de caráter genocida”.

Já o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, deu ontem uma coletiva de imprensa e falou em caráter de despedida. Mandetta disse que Bolsonaro quer outra “posição” na Saúde que ele, baseado na ciência, não pode oferecer. Mandetta defendeu o isolamento social e disse que graças à medida, foi possível pelo menos abrandar a curva da epidemia no Brasil.

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Em entrevista à Veja, Mandetta reforçou o tom. Ao ser perguntado se não tem mais jeito de permanecer no governo, respondeu que não. “Sessenta dias tendo de medir palavras. Você conversa hoje, a pessoa entende, diz que concorda, depois muda de ideia e fala tudo diferente. Você vai, conversa, parece que está tudo acertado e, em seguida, o camarada muda o discurso de novo. Já chega, né? Já ajudamos bastante”, afirmou. Ele ainda pontuou que fica no governo até encontrarem uma pessoa para assumir seu lugar.

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tinha na noite de ontem 28.320 casos confirmados do Covid-19 e 1.736 mortos pela doença. Segundo reportagem de O Globo, três nomes estão no páreo para suceder Mandetta na Saúde: o oncologista Nélson Teich, a cardiologista Ludhmila Hajjar e o oftalmologista Claudio Lottenberg.

Já o Senado aprovou em 1º turno texto- base da PEC do orçamento de guerra, que visa facilitar o aumento de gastos pelo governo federal para enfrentar a pandemia do coronavírus e amplia a caixa de ferramentas do BC. A votação em 2º turno será sexta-feira. A PEC precisará voltar à Câmara, onde havia sido aprovada no início do mês, porque senadores alteraram texto para restringir possibilidade de o Banco Central comprar títulos privados.

Bancos preparam pacote

Os bancos preparam um pacote para os setores empresariais mais atingidos pelos efeitos da epidemia do coronavírus, informa reportagem do jornal O Estado de S. Paulo. O valor final ainda não foi fechado, mas deve ficar ao redor de R$ 50 bilhões.

Empresas de energia, companhias aéreas e a cadeia automotiva devem ser atendidas com prioridade, através de um consórcio de bancos liderado pelo BNDES e que conta com a participação do Itaú Unibanco, Banco do Brasil, Bradesco e Santander Brasil. Dois ou três bancos de menor porte devem aderir. O varejo – à exceção de supermercados e farmácias – também será contemplado. Segundo fontes, o socorro ao setor elétrico é o que está mais avançado e é estimado entre R$ 15 bilhões e R$ 18 bilhões. A indústria automotiva deverá contar com R$ 20 bilhões. O presidente do Bradesco, Octávio de Lazari, disse ontem ao Estadão que “ninguém quer ver empresa quebrar”.

Noticiário corporativo 

A Petrobras divulgou na noite de ontem seu relatório fiscal de 2019 e informou que pagou R$ 246 milhões em tributos no ano passado, um aumento de 34,91% sobre 2018. A empresa aumentou o pagamento de impostos ao governo federal, mas reduziu levemente os pagamentos aos governos estaduais e municipais. Já a construtora Tenda divulgou prévia do primeiro trimestre de 2020 e informou uma expansão de 8% nas vendas líquidas sobre o mesmo período do ano passado, para R$ 439,7 milhões. Especializada no segmento popular do programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV), a Tenda comentou que a epidemia do coronavírus prejudicou os lançamentos, principalmente no final de março.

(Com Agência Estado e Bloomberg)

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