Pré-mercado

Ibovespa futuro tem baixa, em dia de pouca liquidez por conta de feriado nos EUA

Índice opera descolado da tendência internacional, com alta de juros e queda do minério

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa futuro registra queda nesta segunda-feira (17), em baixa de 0,40% às 9h13 (horário de Brasília), indo aos 107.530 pontos. O índice opera descolado das principais bolsas internacionais em dia marcado por uma baixa liquidez, com as bolsas americanas fechadas por conta do feriado de Martin Luther King.

Na Ásia e na Europa, os índices tiveram leve tendência positiva, puxados pela divulgação de dados da China, com o produto interno bruto (PIB) do gigante asiático crescendo 1,6% no último trimestre, ante consenso de 1,1%, e 8,1% em 2021.

“Dados econômicos da China foram mistos: a produção industrial aumentou, mas as vendas no varejo ficaram abaixo das expectativas”, comenta a XP Investimentos, em seu morning call. Além disso, há quem destaque também que o PIB, apesar de ter avançado, trouxe tendência de desaceleração.

Com a incerteza, as notícias de que o Banco do Povo da China (PBoC, o banco central do país) cortou o juros para empréstimos de médio prazo de 2,95% para 2,85% e de que injetou US$ 31 bilhões em seu sistema financeiro, buscando evitar uma desaceleração econômica, ajudou a impulsionar levemente os índices.

O minério, apesar do incentivo à economia chinês, fechou em queda de 1,84%, indo a US$ 125,65, em Qingdao, e de 2,35%, US$ 111,06, em Dalian. Recuando “O mercado reage mal a mais incertezas oriundas do mercado imobiliário do país”, explica a XP. A tentativa de controlar a poluição por conta das Olímpiadas de Inverno também trazem incertezas para a produção siderúrgica do gigante asiático.

O índice Nikkei, do Japão, fechou em alta de 0,74% e o Shangai, da China Continental, avançou 0,58%. HSI, de Hong Kong, e Kospi, da Coréia do Sul, porém, recuaram, fechando em queda de, respectivamente, 0,68% e 1,09%.

Na Europa, o DAX, da Alemanha, opera por volta das 9h avançando 0,34%. O FTSE, do Reino Unido, avança 0,61% e o CAC 40, da França, 0,73%. O STOXX 600, de toda a Zona do Euro, sobe 0,52%.

Ainda no Velho Continente, investidores continuam monitorando a pressão pela renúncia do primeiro ministro britânico, Boris Johnson, por conta de sua presença em festas realizadas no período mais tenso do lockdown contra a covid-19, em maio de 2020. As tensões entre Ucrânia e Rússia também permanecem no radar.

No Brasil, IBC-Br vem em linha com consenso

No mercado interno, investidores repercutem a publicação do IBC-Br pelo Banco Central. Considerado “a prévia PIB”, o índice avançou 0,69% em novembro, ante consenso de 0,65%.

Além disso, a divulgação do Boletim Focus também é discutida, apesar de ter trazido poucas mudanças na comparação com a última semana: a projeção para o IPCA de 2022 saiu de 5,03% para 5,09 e para o PIB de 0,28% para 0,29%.

Há o impacto também do IGP-10, publicado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV), que trouxe alta de 1,79% em janeiro, ante consenso de 1,60%.

Por fim, investidores monitoram as ameaças de greve do funcionalismo público federal, o que é visto como pressão ao fiscal do país, uma vez que não há margem para a alta dos salários no orçamento deste ano. Há uma paralisação da elite prevista para amanhã.

A curva de juros, com isso, sobe em bloco. Os rendimentos do contrato de juros DI com vencimento em janeiro de 2023 tem alta de três pontos-base, para 11,98%. O com vencimento em janeiro de 2025 sobe quatro pontos, para 11,30%. O para janeiro de 2029 avança cinco pontos-base, para 11,30%.

O dólar comercial tem alta de 0,12%, a R$ 5,519 na compra e a R$ 5,520 na venda.

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