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SÃO PAULO – Apesar da fraca agenda de indicadores, o mercado acionário brasileiro deve ter uma segunda-feira (21) agitada com o vencimento de opções sobre ações na BM&FBovespa. Há pouco, os contratos com vencimento em junho do Ibovespa Futuro subiam 0,59%, aos 54.970 pontos, em linha com o desempenho do mercado externo.
Por aqui, o volume financeiro negociado deve ser atípico por conta do exercício de opções sobre ações, enquanto a agenda econômica conta apenas com os tradicionais Boletim Focus e Balança Comercial, além da publicação da segunda leitura de maio do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado).
Comentários animadores
No ambiente internacional, o sinal positivo é sustentado por comentários do primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, que prometeu dar prioridade maior ao crescimento econômico. Na véspera, ele afirmou que o país vai colocar mais ênfase para garantir um crescimento sólido, enquanto mantém uma política fiscal proativa e uma política monetária prudente.
Em Wall Street, a indicação de que a China pode anunciar novas medidas de estímulo em breve anima os investidores em um dia sem indicadores. Por lá, está prevista apenas a publicação do Chicago Fed National Activity Index, que mede o nível da atividade econômica de Chicago.
Zona do Euro
No Velho Continente, apesar do otimismo, as preocupações com a crise da dívida soberana continuam, principalmente no que diz respeito a possível saída da Grécia do bloco do euro.
No fim de semana, os líderes do G-8 pediram para que os gregos permaneçam na Zona do Euro, enquanto pesquisas mostram uma disputa acirrada na eleição de junho entre os partidos que apoiam e se opõem às medidas de austeridade ligadas ao pacote de resgate internacional.
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Ainda por lá, o ministro espanhol de Economia, Luis De Guindos, afirmou que o PIB (Produto Interno Bruto) do país deve sofrer uma contração de cerca de 0,3% no segundo trimestre deste ano. O anúncio vem pouco dias após o governo da Espanha informar uma revisão para cima do déficit público do país em 2011, que passou de 8,51% para 8,9% do PIB.