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Ibovespa Futuro sobe seguindo exterior; prévia do PIB e manutenção da desoneração da folha no radar

Mercados seguem ajustando apostas de cortes de juros

Felipe Moreira

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O Ibovespa Futuro opera em alta nesta sexta-feira (19), seguindo exterior. Os principais mercados internacionais seguem se ajustando em alta nesta manhã, ainda que os rendimentos das Treasuries de longo prazo hesitem em cair, depois dos indicadores americanos melhores que o esperado e a fala do presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, que reiterou a visão de que os juros só devem ser cortados no terceiro trimestre.

Os investidores ainda repercutem dados sobre a atividade econômica brasileira e o anúncio da manutenção da desoneração da folha, enquanto no exterior o mercado continua a reavaliar suas apostas sobre quando os bancos centrais começarão a cortar os juros.

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) interrompeu uma sequência de três meses de retração e ficou praticamente estável, com variação de 0,01% em novembro, abaixo da expectativa em pesquisa da Reuters de alta de 0,10% no mês.

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O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse nesta sexta-feira (19) que a desoneração da folha de pagamento valerá e a medida provisória será revogada.

Às 9h13, (horário de Brasília) o índice futuro com vencimento em fevereiro operava com alta de 0,54%, aos 128.750 pontos.

Em Wall Street, índices futuros dos EUA operavam em alta, com os investidores buscando aproveitar os fortes ganhos liderados pela ações de tecnologia vistos na sessão anterior. Os investidores também estarão atentos à leitura das vendas de casas usadas em dezembro e dados preliminares sobre o sentimento do consumidor. Na véspera, o Congresso aprovou um projeto de lei para evitar uma paralisação parcial do governo. Esta medida provisória mantém o governo federal financiado até março.

Nesta manhã, o Dow Jones Futuro subia 0,34%, S&P Futuro avançava 0,48% e Nasdaq Futuro registrava alta de 0,79%.

Dólar e mercado externo

O dólar comercial operava com baixa de 0,44%, cotado a R$ 4,909 na compra e R$ 4,910 na venda. Já o dólar futuro (DOLFUT) caía 0,30%, indo aos 4.922 pontos. Enquanto isso, DXY, índice que mede a força do dólar perante à uma cesta de moedas, opera com baixa de 0,20%, a 103,33 pontos.

No mercado de juros, os contratos recuavam nesta manhã de quinta-feira. O DIF25 -0,01 pp, a 10,09%; DIF26, -0,01 pp, a 9,75%; a DIF27, -0,02 pp, a 9,90%; DIF28, -0,02 pp, a 10,16%; DIF29 -0,03 pp, a 10,33%.

As bolsas europeias operam majoritariamente em alta na manhã desta sexta-feira, ampliando ganhos do pregão anterior, mas o saldo da semana tende a ser negativo em meio a incertezas sobre a perspectiva dos juros globais. Nos últimos dias, comentários de autoridades do Banco Central Europeu (BCE) esfriaram expectativas de um possível corte de juros na zona de euro ainda neste semestre. Já a presidente do BCE, Christine Lagarde, sinalizou que a primeira redução provavelmente virá durante o verão europeu.

Já os mercados asiáticos fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com ações de chips ainda beneficiadas por resultados e projeções da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co (TSMC), a maior empresa do mundo no ramo. Liderando os ganhos na região, o índice Taiex subiu 2,63% em Taiwan, a 17.681,52 pontos, com salto de 6,46% da TSMC, que ontem divulgou lucro trimestral maior do que o esperado e projetou forte avanço na receita deste ano, impulsionando empresas do setor na Ásia, assim como nos EUA e na Europa.

Os preços do petróleo operam com alta após abertura negativa, à medida que as tensões geopolíticas e as interrupções na produção de petróleo dos EUA devido a uma onda de frio foram contrabalançadas por preocupações com o lento crescimento da demanda na China.