Abertura

Ibovespa Futuro dispara 3% após EUA criarem 2,5 milhões de empregos em maio; dólar cai a R$ 5,03

Pré-market mostra mais um dia de ganhos em um rali que já dura seis pregões

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro dispara nesta sexta-feira (5) após dados econômicos dos Estados Unidos mostrarem uma recuperação impressionante do mercado de trabalho. O Relatório de Emprego mostrou que o país criou 2,5 milhões de postos de trabalho no mês passado, enquanto os economistas ouvidos pela Bloomberg projetavam uma queda de 7,5 milhões no número de empregos.

Além disso, a taxa de desemprego dos EUA caiu de 14,7% para 13,3%. Os economistas esperavam que ela subisse para 19% no período. O dado mostra que a recuperação em V das economias que saem das quarentenas é uma realidade e que a crise do coronavírus pode ter duração bem menor do que esperavam os especialistas.

Às 09h47 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para junho tinha alta de 3,00% a 96.610 pontos.

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Já o dólar futuro para julho opera em queda de 1,89% a R$ 5,028. O dólar comercial, por sua vez, tem baixa de 2,19%, a R$ 5,017 na compra e R$ 5,019 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 vira para alta de três pontos-base a 3,03%, o DI para janeiro de 2023 tem alta de dois pontos-base a 4,07% e o DI para janeiro de 2025 recua um ponto-base a 5,70%.

Por aqui, as manifestações pró-Democracia marcadas para domingo entram no radar dos investidores. Representantes do governo e do Distrito Federal irão se reunir para definir se a Força Nacional de Segurança Pública deve ser utilizada nos protestos que ocorrerão na Esplanada dos Ministérios.

O presidente da República, Jair Bolsonaro, pediu para que seus apoiadores não vão às ruas no fim de semana e chamou os manifestantes contra seu governo de “marginais”. Os protestos ocorrem em um momento em que o número de vítimas fatais pela Covid alcança um novo recorde, com 1.473 óbitos em 24 horas.

Protestos nos EUA

Mesmo com ameaça de mobilização do Exército, as maiores cidades americanas continuam registrando protestos nos Estados Unidos contra o racismo e a violência policial.

Teve início na quinta-feira a série de cerimônias de George Floyd, assassinado no início da semana passada pela polícia de Minneapolis.

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apesar de ter condenado a morte de Floyd, tem adotado um tom severo em relação às manifestações. Essa postura fez a associação de defesa dos direitos civis ACLU apresentar uma denúncia judicial contra o presidente, que na última segunda-feira usou a ação da polícia contra uma manifestação pacífica que ocorria em frente à Casa Branca.

Panorama corporativo

Mesmo com a escalada das mortes e contaminações pelo novo coronavírus, as empresas começam a se preparar para a reabertura de seus negócios. A brMalls informou esperar que até julho esteja com todos os seus shoppings em funcionamento.

A empresa divulgou, na noite de quinta-feira, um lucro líquido ajustado de R$ 130 milhões no primeiro trimestre, uma queda de 24% na comparação com os três primeiros meses de 2019.

Na mesma base de comparação, a receita líquida caiu 5,8%, para R$ 295,976 milhões. Já o Ebitda passou de R$ 232,512 milhões para R$ 245,812 milhões, uma alta de 5,7%.

Fora da temporada de balanços, a Centauro fixou em R$ 30 o preço de sua ação no “follow on”. Com isso, a varejista de artigos esportivos levantou R$ 900 milhões, segundo informou o jornal “Valor Econômico”.

Os recursos serão utilizados, principalmente para o pagamento da compra da operação brasileira da Nike.

Os funcionários da companhia área Gol aprovaram, na quinta-feira à noite, proposta de acordo coletivo que inclui programas voluntários de licença não remunerada, demissão voluntária (PDV), aposentadoria ou redução de salário e jornal (“part-time”), segundo a “Folha de S.Paulo”.

Caso não ocorra adesão voluntária a esses programas, a empresa pode fazer dois programas de redução compulsória de jornada e salário, que irão vigorar até 2021.

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