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Ibovespa Futuro sobe com repercussão à aprovação do novo marco fiscal e com atenção aos BRICS

Texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)
B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (23), véspera do início do simpósio em Jackson Hole, com investidores repercutindo a aprovação do novo arcabouço fiscal na última terça-feira (22). O texto agora segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A reunião do BRICS em Johanesburgo também segue no radar dos investidores. O presidente Lula disse hoje que uma moeda comum para transações comerciais entre os países do grupo reduziria as vulnerabilidades dessas nações.

Ainda na seara política, está prevista para hoje a votação do projeto do Carf na CAE do Senado e da Medida Provisória do salário mínimo e da correção da tabela do Imposto de Renda na Câmara.

Às 9h13 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em outubro operava com alta de 0,25%, a 118.625 pontos.

Em Wall Street, os índices futuros operam com alta, com atenções voltadas para os resultados trimestrais da Nvidia, fabricante de chips da Califórnia, após o fechamento dos mercados.

Agentes do mercado estão ansiosos para ver como ela se comporta em relação às altas expectativas de Wall Street após um primeiro trimestre estelar. Vale lembrar que as ações da Nvidia subiram mais de 200% este ano com o burburinho sobre seus usos na inteligência artificial.

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Nesta manhã, Dow Jones Futuro avançava 0,16%, S&P Futuro tinha alta 0,19% e Nasdaq Futuro operava com valorização de 0,15%.

Dólar

O dólar comercial opera com baixa de 0,18%, cotado a R$ 4,931 na compra e R$ 4,932, dando continuidade ao movimento de baixa registrada na sessão passada. Já o dólar futuro para setembro recuava 0,09%, equivalente a R$ 4,940.

No mercado de juros, os contratos futuros operam com baixa, à medida que houve interrupção nos aumentos dos rendimentos (yields) dos títulos do Tesouro americano e com repercussão da aprovação do arcabouço fiscal. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com baixa de 0,01 pp , a 12,41%; DIF25, -0,04 pp, a 10,48%; DIF26, -0,05 pp, a 10,09%; DIF27, -0,08 pp, a 10,28%; DIF28, -0,08 pp, a 10,58%; DIF29 -0,08 pp, a 10,80%.

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Exterior

Os mercados europeus operam mistos, com a atenção voltada para resultados e comentários do banco central nos EUA, enquanto investidores digerem dados de atividade econômica da região.

As ações de seguros e de alimentos e bebidas lideraram os ganhos, ambas com alta de 1%. As ações do setor automotivo caíram 0,25% após a divulgação de números fracos do PMI da Alemanha, que mostraram uma desaceleração profunda na produção industrial e uma queda na atividade empresarial.

Já o euro opera com baixa em relação a moedas, incluindo o dólar americano e o iene japonês, uma vez que os PMI também ficaram bem abaixo das expectativas para a zona euro, tendo em vista que a atividade serviços entrou em declínio.

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Ásia-Pacífico

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam mistos nesta quarta-feira, enquanto investidores avaliavam as pesquisas sobre a atividade empresarial privada da Austrália e do Japão, bem como os números da inflação de Singapura.

Na Austrália, o S&P/ASX 200, subiu 0,38%, revertendo as perdas anteriores para fechar em 7.148,4 em seu terceiro dia consecutivo de ganhos. A atividade empresarial da Austrália contraiu-se ao ritmo mais rápido em 19 meses, de acordo com o Juno Bank, com o seu índice composto de gestores de compras a atingir os 47,1 em agosto.

O Nikkei 225, do Japão, também fechou em território positivo. O país registrou uma expansão mais rápida na sua atividade empresarial, com o PMI de Agosto a 54,3, em comparação com 53,8 de Julho.

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No entanto, o Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,41% para terminar em 2.505,5 pontos.

Já o índice Hang Seng, de Hong Kong, subiu 0,31%, enquanto os mercados da China continental estavam em território negativo, com o índice de referência Shanghai Composite caindo 1,34%.

As cotações do petróleo caem pressionadas por temores de que as taxas de juros dos Estados Unidos permaneçam elevadas por mais tempo e o crescimento econômico possa desacelerar ainda mais na China.

Os preços do minério de ferro na China subiram forte novamente na sessão de hoje, refletindo a melhora da expectativas para a demanda da commodity na segunda maior economia do mundo.