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Ibovespa Futuro sobe com Petrobras e espera por ajuste; ADRs da estatal disparam 4,5%

Índice se descola do pessimismo no exterior e mantém alta ajudado por resultado da petroleira

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (18) com o clima um pouco melhor após o resultado da Petrobras, que registrou um lucro líquido de R$ 5,33 bilhões no primeiro trimestre de 2015. As votações do ajuste fiscal continuam no radar depois de ontem a presidente Dilma Rousseff (PT) ter reunião sobre o contingenciamento de despesas. Lá fora, as bolsas internacionais caem com preocupações com a economia dos Estados Unidos se sobrepondo a um possível otimismo diante da menor possibilidade de um aumento dos juros por lá.  

Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 0,45%, a 58.000 pontos, enquanto o dólar futuro para o mesmo período caía 0,12%, a R$ 3,011. 

O noticiário inicia esta segunda-feira (18) agitado após resultado do primeiro trimestre da Petrobras, divulgado depois do fechamento do pregão de sexta-feira. Mais tarde, a estatal anunciou que aprovou a emissão de até R$ 3 bilhões em debêntures. Esse montante poderá ainda ser acrescida de um lote adicional de debêntures equivalentes a até 20% do inicial ofertado e/ou um lote suplementar equivalente a até 15% do inicialmente ofertado. Em teleconferência, a companhia ressaltou que poderá voltar a pagar dividendos no ano que vem se o resultado voltar a ficar positivo. Os ADRs (American Depositary Receipts) da estatal negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 4,63%, a US$ 10,60.

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Além disso, deve impactar a estatal neste pregão a alta do petróleo, que sobe 1,02% no caso do barril do WTI (West Texas Intermediate), a US$ 60,30 e 0,33% no caso do barril do Brent, a US$ 67,03. A tensão geopolítica com o avanço do Estado Islâmico no Iraque é responsável pela valorização dos preços do combustível. O EI teria conseguido tomar o controle da cidade de Ramadi, a pouco mais de 100 quilômetros de Bagdá, de acordo com informações da BBC. 

Preocupação com os EUA
A maioria dos índices acionários asiáticos fechou em queda nesta segunda-feira após indicadores econômicos fracos levantarem dúvidas sobre se a economia dos Estados Unidos tem crescido, mesmo com as ações norte-americanas em máximas recordes.

A produção industrial nos EUA caiu inesperadamente pelo quinto mês consecutivo em abril, enquanto a confiança dos consumidores recuou no começo de maio para a mínima em sete meses, segundo dados divulgados na sexta-feira. Vindo na esteira de dados fracos sobre vendas no varejo e inflação ao produtor, os relatórios alimentaram preocupações com a possibilidade de a economia norte-americana quase não estar ganhando ímpeto após registrar um decepcionante crescimento anualizado de 0,2 por cento no período de janeiro a março. Surgiram dúvidas sobre se a economia realmente cresceu no último trimestre.

“O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA provavelmente será revisado para baixo na próxima atualização para mostrar uma contração. Estimamos que a economia dos EUA teve contração de 0,9 por cento”, disse o chefe do grupo de estratégia de macroeconomia do HSBC em Tóquio, Shuji Shirota.

Apesar disso,  o presidente do Fed de Chicago, Charles Evans, disse que a autoridade monetária pode avaliar elevar os juros em junho se a economia estiver forte o suficiente. 

Evans, que em seu discurso argumentou pelo início do aumento dos juros no início de 2016, disse a repórteres que se o Fomc tiver confiança de que a inflação vai subir e que a fraqueza econômica do primeiro trimestre foi temporária, “pode-se imaginar um motivo para aumento dos juros em junho”. “Acho que iremos de reunião em reunião para tomar essa decisão”, disse Evans, que é votante neste ano, após debate em um painel. A próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) será em 16 e 17 de junho.

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Na Europa, o dia também é de perdas, com destaque também para os dados da Ásia, em meio à queda da confiança do consumidor em meio a dados que mostraram baixa nos preços de casa na China. 

A Grécia segue no radar. Políticos da Alemanha e de outros países da Europa intensificaram a pressão para que a Grécia acelere as reformas estruturais para obter ajuda financeira adicional de seus credores. “Um terceiro pacote de resgate para Atenas só é possível se as reformas forem implementadas. Nós não podemos só enviar dinheiro para lá”, afirmou o ministro da Economia da Alemanha, Sigmar Gabriel, neste domingo, em entrevista ao jornal Bild am Sonntag.

O governo grego, confrontado com a diminuição das reservas de caixa, tem estado em um impasse há meses com seus credores – o resto da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional (FMI) – sobre as condições da próxima parcela de um pacote de resgate ? 245 bilhões. A incerteza sobre se a Grécia pode declarar default da sua dívida do setor público em meados deste ano, levando potencialmente a saída do país da zona do euro, tem assustado os investidores e depositantes bancários. Além disso, no primeiro trimestre deste ano, o país entrou novamente em recessão.

(Com Reuters e Agência Estado)