Ibovespa Futuro sobe com impasse nos EUA já “precificado”

Senado e Congresso norte-americanos não chegam a acordo; mercados recuaram forte na véspera

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SÃO PAULO – Após forte rali de queda, o Ibovespa Futuro volta a respirar, seguindo a tendência dos mercados mundiais. Apesar do fechamento de alguns serviços nos EUA, causado pela falta de acordo entre o Congresso e o Senado sobre o novo orçamento federal, os mercados apresentam alta, após terem recuado na véspera, já precificando o impasse. Às 9h10 (horário de Brasília), os contratos com vencimento em outubro avançavam 0,41%, a 52.130 pontos.

Por aqui, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – semanal) avançou 0,30% na última semana de setembro, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas). Com o resultado o índice acumula alta de 3,63% no ano e de 5,29% nos últimos 12 meses. Às 10h será apresentado o PMI (Purchase Manager’s Index) brasileiro.

Nos EUA, o impasse sobre o orçamento para o ano fiscal que se inicia nesta terça-feira continua. O Senado e o Congresso norte-americanos não chegaram a um acordo até ontem, o que leva alguns setores do governo a não funcionarem nesta terça. Essa é a primeira vez em 17 anos que o governo enfrenta essa baixa nos serviços.

Agora, os dois lados precisam chegar a um acordo sobre o aumento no teto da dívida norte-americana para evitar que o governo fique sem recursos em 17 de outubro, data estipulada pelo secretário do Tesouro, Jack Lew, como limite para um novo teto.

Ainda por lá, às 11h será divulgado o ISM Index, indicador que mostra o nível de atividade industrial dos EUA. No mesmo horário, o Departamento de Comércio norte-americano mostra os gastos com construção no país.

PMIs
O PMI (Purchase Manager’s Index) oficial chinês mostrou leve aumento, para 51,1 em setembro, mostrando mesmo comportamento que o indicador industrial compilado pelo HSBC registrou no período. Apesar do aumento em relação ao mês anterior, o PMI ficou abaixo do esperado pelo mercado, de 51,6.

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Já o PMI industrial da zona do euro registrou 51,1 em setembro, mesmo valor visto na prévia do indicador, apesar do recuo visto em países como Itália (50,8) e Espanha (50,7). Enquanto o resultado não decepcionou completamente o mercado, na Inglaterra o recuo do PMI derruba o índice acionário FTSE 100 nesta manhã.

Ásia e Europa em alta
Na Ásia, o benchmark japonês registrou alta de 0,20%, após chegar a subir mais de 1% durante o pregão com a notícia de que o primeiro-ministro, Shinzo Abe, decidiu aumentar as taxas sobre venda no país no próximo ano, de 5% para 8%. Por lá, as bolsas se mantiveram no território positivo, uma vez que a paralisação parcial nos EUA já era esperada por parte do mercado.No entanto, o impasse sobre o orçamento norte-americano pesou sobre os índices asiáticos, que amenizaram os ganhos antes do encerramento da sessão.

Já na Europa, após fortes quedas na véspera em meio às tensões com relação aos EUA, os principais índices operam em alta. Na Itália, a crise política continua, com o primeiro-ministro, Enrico Letta, tentando manter a coalizão que governa o país após cinco ministros ligados à Silvio Berlusconi renunciarem no final de semana.