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Ibovespa Futuro sobe com força do exterior e cenário corporativo; dólar cai

Declaração de dirigente do BCE falando sobre aumento de estímulos traz otimismo ao mercado

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta terça-feira (19) com a declaração de dirigente do BCE (Banco Central Europeu) de que a autarquia irá acelerar a compra de títulos. No cenário doméstico ficariam as votações de mais medidas do ajuste fiscal, mas as tensões do governo com o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aumentam a incerteza nesta questão. 

Às 9h09 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 0,55%, a 56.750 pontos, enquanto o dólar para o mesmo período caía 0,12%, a R$ 3,019. 

Já o noticiário corporativo aparece agitado nesta terça-feira (19). Com o fim oficial da temporada de balanços do primeiro trimestre, a Petrobras (PETR3PETR4) volta novamente para os destaques. Segundo informações da Bloomberg, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, poderá querer uma compensação de até R$ 20 bilhões da estatal, estimativa inicial pela diferença entre o valor do barril usado na cessão onerosa em 2010 e o preço do combustível quando os campos do pré-sal declarados comerciais. De acordo com uma fonte com conhecimento direto nas negociações disse à agência, o valor ainda está sendo negociado e deve ser fechado no início do ano que vem.

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Ainda hoje, a Petrobras informou que a produção total de petróleo e gás no Brasil em abril somou 2,596 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), alta de 0,8% sobre março. Segundo a estatal, a produção total de óleo e gás operada por ela no país, incluindo a das sócias, foi de 2,886 milhões de boed, volume 1,8% superior ao de um mês antes. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) caíam 0,10%, a US$ 9,68.

Índices sobem com BCE
Os índices acionários asiáticos anularam as perdas registradas no início da sessão e passaram a subir nesta terça-feira, com o salto da bolsa chinesa e o fechamento recorde em Wall Street compensando as preocupações com os problemas fiscais da Grécia. Temores de uma falência da Grécia perduravam apesar de o ministro do Trabalho do país dizer na terça-feira que Atenas vai concluir logo um acordo com seus credores que libere dinheiro a Atenas em troca de reformas.

O índice em Xangai fechou em alta nesta sessão, com investidores recebendo bem as diretrizes de 2015 de Pequim para reformas econômicas que priorizam a maior abertura dos mercados de capitais do país e a reestruturação de empresas estatais.

Na Europa, o dia é de alta, em meio aos dados corporativos e com as falas do membro do conselho executivo do BCE (Banco Central Europeu), Benoît Coeuré. Ele disse hoje que a instituição deve acelerar as compras de bônus no âmbito do programa de relaxamento quantitativo (QE, na sigla em inglês) em maio e junho, uma vez que o mercado sofre com certa falta de liquidez nos meses de verão no hemisfério norte.

Segundo o dirigente, essa liquidez reduzida é um padrão reconhecido pelo BCE ao longo dos anos no mercado de bônus. A estratégia, portanto, permitiria ao banco central manter sua média mensal de 60 bilhões em compras de ativos “podendo comprar menos durante o período de férias”.

“Se necessário for, isto será compensado por compras menores em setembro, quando a liquidez do mercado voltar ao normal”, disse.

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(Com Reuters)