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Ibovespa Futuro sobe com força do exterior apesar de IPCA acima do esperado

Índice abre em forte alta em meio a menores tensões na Grécia e melhora na economia da zona do euro; dólar cai 0,5%, a R$ 3,105

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (10) apesar da divulgação do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo) de maio, que registrou uma alta de 0,74%, chegando a 8,47% no acumulado de 12 meses, vindo acima do esperado pela mediana dos analistas. Lá fora, as bolsas mundiais e os futuros dos índices norte-americanos sobem com diminuição nas tensões da Grécia e sinais de recuperação da economia da zona do euro. 

Às 9h23 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para este mês subia 0,93%, a 53.515 pontos, enquanto o dólar futuro para julho caía 0,50%, a R$ 3,105. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 sobe 0,11 ponto percentual, a 13,68%, ao mesmo tempo em que o DI para janeiro de 2020 sobe 0,09 ponto percentual, a 12,71%. Amanhã será divulgada a ata da última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que decidiu pela elevação da taxa Selic em 0,5 ponto percentual, de 13,25% ao ano para 13,75% ao ano. 

Notícia de que o Brasil pode sofrer um rebaixamento no seu rating soberano em julho, de acordo com informações do colunista Cristiano Romero, do Valor Econômico, também fica no radar dos investidores. Do lado político, a Câmara dos Deputados pode iniciar a votação do Projeto de Lei 863, que trata da desoneração da folha de pagamentos, um dos pilares do programa de ajuste fiscal do governo. 

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Do lado corporativo, o noticiário segue movimentado nesta quarta-feira (10). Em destaque, está a entrevista de dois procuradores federais da Operação Lava Jato em Curitiba, que afirmaram ver a Petrobras (PETR3PETR4) como vítima e dizem que seria difícil considerar a empresa como autora do esquema multibilionário de propina.  Carlos Lima e Deltan Dallagnol são, respectivamente, o estrategista e o coordenador de um grupo de 9 procuradores federais que formam a força-tarefa da Lava Jato. 

“A Petrobras é vítima pois o caixa dela foi lesado, arca com toda a propina. A gente não encontrou nenhuma evidência de que existia um conluio”, disse Dallagnol. O Ministério Público Federal quer que a empreiteira OAS indenize a Petrobras em R$ 211,8 milhões, segundo informações do jornal O Estado de S. Paulo. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,88%, a US$ 9,13. 

Europa se recupera
Depois das recentes quedas, as bolsas europeias têm pregão de recuperação nesta quarta-feira (10) mesmo com a continuidade do impasse envolvendo a Grécia e seus credores internacionais. 

No noticiário do velho continente, a dívida grega continua ocupando as manchetes. Apesar do ligeiro otimismo dos investidores evidenciado no mercado acionário, as expectativas e demandas de ambas as partes envolvidas nas negociações não se mostram satisfeitas com as opções propostas.

Uma reunião programada entre lideranças alemãs, francesas e gregas deverá acontecer ainda nesta quarta e deverá discutir os planos apresentados pelas autoridades da Grécia para desobstruir novos financiamentos. À agência de notícias Reuters, oficiais da União Europeia disseram que a proposta ficou aquém das exigências dos credores.

Além disso, na Alemanha, dados recentes macroeconômicos ampliam as expectativas do mercado de que a inflação deverá subir nos próximos meses, em mais um sinal de leve recuperação. Este poderia ser um indício de que a política de afrouxamento monetário do Banco Central Europeu estaria surtindo efeitos, ao menos na confiança dos consumidores.

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Mercado asiático
O índice MSCI que reúne as ações da região Ásia-Pacífico exceto Japão se recuperou de mínimas de três meses nesta quarta-feira, embora a sombra de custos mais altos de empréstimos nos Estados Unidos e receios sobre a aparente falta de progresso nas conversas entre Grécia e seus credores tenha minado a confiança.

O índice japonês Nikkei foi na direção oposta e recuou 0,3% para mínimas de três semanas.

“Agentes do mercado estão reduzindo posições de risco por cautela sobre maior volatilidade nos mercados de taxa de juros”, disse o chefe de ações e commodities globais do BNP Paribas em Tóquio, Kyoya Okazawa.

Os mercados acionários ao redor do mundo, particularmente alguns mercados emergentes dependentes de capital estrangeiro, têm sido impactados por expectativas crescentes de que o Federal Reserve, banco central dos EUA, começará a elevar a taxa de juros antes do final do ano.

No mercado de commodities, o barril do petróleo WTI (West Texas Intermediate) sobe 2,44%, a US$ 61,61 ao passo que o barril do Brent sobe 1,8%, a US$ 66,05.