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Ibovespa Futuro sobe com exterior e dólar avança por redução nos swaps

Índice tem alta em dia de divulgação da ata do Copom com melhoria no cenário para a Grécia; Petrobras reage negativamente a redução do preço-alvo dos ADRs pelo BTG Pactual

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (11), com força das bolsas europeias por conta de melhoria no tom das negociações da Grécia ofuscando a cautela depois da forte de alta do Ibovespa ontem. Hoje foi dia de divulgação da ata do Copom (Comitê de Política Monetária), que manteve expressões da última reunião como ao dizer que os avanços obtidos no combate à inflação até agora não se mostraram suficientes e que o Banco Central permanecerá vigilante. 

Às 9h20 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para junho subia 0,58%, a 54.350 pontos. Ao mesmo tempo, o dólar futuro para julho sobe 1,27%, a R$ 3,179. O câmbio reage à decisão do Banco Central de reduzir os contratos em leilão de swaps. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 sobe 14 pontos-base para 13,87% enquanto o DI para janeiro de 2020 sobe 16 p.bs. para 13%. 

Na última sessão a Bolsa subiu em meio a notícia de que um possível fim dos juros sobre capital próprio e tributação de dividendos está distante do horizonte do Ministério da Fazenda e também de melhora no cenário para a Grécia. Hoje as bolsas mundiais e os futuros dos índices norte-americanos sobem com expectativas para as negociações do país com seus credores na zona do euro. 

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Ainda tem impacto no mercado hoje, o corte da previsão de crescimento do Brasil em 2015 e para os próximos dois anos pelo Banco Mundial. A previsão para este ano é de que a economia brasileira encolha 1,3%. Em um documento anterior, divulgado em janeiro, a instituição estimava expansão de 1% para o País. O Brasil foi o país que teve o maior corte de projeções entre as principais economias mundiais avaliadas no documento do Banco Mundial. Além do corte em 2015, a projeção para o ano que vem foi reduzida de crescimento de 2,5% previsto em janeiro para 1,1%. Para 2017, a nova estimava é de expansão de 2% no Produto Interno Bruto (PIB), ante 2,7% do documento anterior.

O noticiário corporativo aparece agitado nesta quarta-feira (11). Segundo reportagem do Valor, a Petrobras (PETR3PETR4) pode reduzir a meta de produção em seu plano de negócios de 2015 a 2019. O jornal diz, no entanto, que a previsão de apresentar o plano está mantida para a reunião do dia 26 de junho, diferentemente do que o mercado acreditava ontem depois que o diretor de Gás da Petrobras, Hugo Repsold, comentou que via “muita” dificuldade de que o plano fosse levado à aprovação na próxima reunião do conselho.   

Hoje, o BTG Pactual reduziu o preço-alvo dos ADRs (American Depositary Receipts) Petrobras de US$ 10,00 para US$ 9,00, com corte para estimativa para petróleo. Os ADRs da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) caíam 0,77%, a US$ 9,05. 

Cenário externo
As bolsas europeias viraram para alta na sessão desta quinta-feira (11), em meio às maiores expectativas de que a Grécia e os credores vão chegar a um acordo em Bruxelas. O primeiro-ministro grego afirmou depois do encontro de quarta-feira que os líderes europeus estão de acordo quanto à necessidade de encontrar uma solução viável.

A Alemanha pode estar disposta a facilitar o pagamento da última tranche do resgate financeiro à Grécia mediante o compromisso solene do Governo de Alexis Tsipras de que avançará com pelo menos uma das reformas exigidas pelos credores, adianta a agência Bloomberg.

Citando sob anonimato fontes ligadas ao Governo de Berlim, a agência diz que a Alemanha poderá defender o desembolso da última parcela de 7200 milhões de euros do programa de assistência financeira à Grécia se o Governo do Syriza aceitar lançar imediatamente uma das medidas exigidas pelas instituições credoras – que no caderno de encargos entregue a Atenas estabelece como condição para o pagamento uma reforma do sistema de pensões e da legislação laboral, além de uma revisão dos escalões do IVA, entre outras.

Ontem, a Standard & Poor’s rebaixou o rating soberano da Grécia em mais um degrau dentro do território especulativo, questionando se a dívida grega é sustentável após o governo adiar um pagamento ao Fundo Monetário Internacional (FMI).

Enquanto isso, na Ásia, o dia também foi de ganhos, com destaque para o Nikkei, que subiu 1,68%. Em destaque, estão os dados da China. 

O investimento em ativo fixo da China cresceu mais lentamente do que o esperado em maio e a uma taxa que não era vista desde 2000, embora a expansão das vendas no varejo e da produção industrial tenha se estabilizado, alimentando argumentos a favor de Pequim aumentar o suporte de política para evitar uma desaceleração mais forte.

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A produção industrial cresceu 6,1% no mês passado em comparação com o mesmo período do ano anterior, informou nesta quinta-feira a Agência Nacional de Estatísticas, ante expectativa de alta de 6% e 5,9% em abril.

As vendas no varejo da China cresceram 10,1% em maio ante igual mês do ano passado, apresentando ligeira aceleração frente ao acréscimo anual de 10,0% visto em abril, segundo dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado de maio veio em linha com a previsão de economistas consultados pelo Wall Street Journal.

Já a produção industrial da China cresceu 6,1% em maio ante igual mês do ano passado, mostrando desaceleração ante o ganho anual de 5,9% verificado em abril, segundo dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado de maio veio em linha com a previsão de 13 economistas consultados pelo Wall Street Journal.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

(Com Reuters) 

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