Abertura

Ibovespa Futuro sobe com expectativa de mensagem mais ‘dovish’ do Fed hoje; dólar cai a R$ 5,12

Pré-market tem ganhos diante do noticiário internacional

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em leve alta com expectativas por uma mensagem mais dovish (a favor de relaxamento monetário) na decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) que sai hoje à tarde. Já o pacote trilionário de estímulos anunciado esta semana pelos Republicanos segue em impasse no Congresso.

Apesar das notícias sobre o avanço nos testes para uma vacina contra a Covid-19, o aumento dos casos de contaminação preocupa os investidores, que temem um abalo no ritmo de recuperação da economia global.

No Brasil, o governo tenta encontrar uma forma de financiar suas promessas e espera enviar no próximo mês para o Congresso Nacional a proposta de criação de um imposto, aos moldes da CPMF, para financiar a desoneração da folha de pagamentos e a atualização do Bolsa Família, que passaria a se chamar Renda Brasil.

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Às 09h13 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para agosto tinha alta de 0,68% a 104.610 pontos.

Enquanto isso, o dólar comercial cai 0,57% a R$ 5,125 na compra e a R$ 5,128 na venda. Já o dólar futuro para agosto tem queda de 0,38% a R$ 5,130.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 registra perdas de dois pontos-base a 2,70%, o DI para janeiro de 2023 tem desvalorização de três pontos-base a 3,75% e o DI para janeiro de 2025 recua três pontos-base a 5,32%.

Novos marcos

O plano para o novo mercado de gás deve ser votado nos próximos dias pela Câmara dos Deputados e ajudar a destravar investimentos na ordem de R$ 43 bilhões, segundo cálculo do governo divulgados pelo jornal “O Estado de São Paulo”.

O plano seria necessário para garantir o “choque de energia barata” prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, no início de sua gestão.

O plano prevê o acesso das empresas privadas à infraestrutura de escoamento e transporte de gás natural, entre outros itens.

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O Palácio do Planalto também vai propor ao Congresso Nacional reduzir de 30 para 20 anos a novação de contrato sem licitação na lei do saneamento, segundo reportagem do jornal “Folha de São Paulo”. O projeto de lei seria uma tentativa de evitar a derrubada de um dos vetos feitos por Jair Bolsonaro (sem partido) ao novo marco legal do setor.

O marco legal, como aprovado pelo Congresso, previa a renovação do contrato, sem licitação, por mais 30 anos, mas foi vetado pelo presidente Jair Bolsonaro, junto com outros dez dispositivos.

Nova CPMF

O governo vai enviar em agosto uma proposta ao Congresso Nacional para a criação de um imposto digital que terá uma base de incidência maior que a antiga CPMF, segundo reportagem do jornal “O Estado de São Paulo”

Esse imposto, com alíquota de 0,2%, tem potencial de arrecadação de R$ 120 bilhões e viabilizaria a desoneração da folha de salários das empresas, financiar o programa social que vai substituir o Bolsa Família e aumentar a faixa de isenção do Imposto de Renda.

Radar corporativo

A empresa de meios de pagamento Cielo registrou no segundo trimestre do ano um prejuízo líquido de R$ 75,2 milhões, ante lucro de R$ 428,5 milhões entre abril e junho de 2019.

A receita líquida da empresa, na comparação anual, caiu 12,5%, para R$ 2,4 bilhões. O Ebitda somou R$ 236 milhões, redução de 69,7% ano a ano.

O resultado decorre dos efeitos econômicos da pandemia da Covid-19, embora a empresa venha de trimestres consecutivos de queda do lucro devido ao aumento da concorrência. A empresa informou que vai ajustar a sua estrutura de custos e capital para enfrentar um cenário de forte queda dos resultados.

Já a CSN apresentou lucro líquido de R$ 446 milhões, ante prejuízo de R$ 1,3 bilhão em igual período de 2019. Os preços mais elevados do aço contribuíram para esse resultado.

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A alavancagem da empresa, que é a relação entre dívida líquida e Ebitda, subiu para 5,17 vezes (no primeiro trimestre, era de 4,78 vezes). A companhia afirmou que vai reduzir a alavancagem para 3,75 vezes até o final do ano e a 3 vezes até o final de 2021, mas não detalhou como irá chegar a esse resultado.

E a Minerva registrou lucro líquido de R$ 253,4 milhões no segundo trimestre. Em igual período do ano passado, teve prejuízo de R$ 113,3 milhões.

O Ebitda atingiu R$ 590,2 milhões, crescimento de 2% no comparativo anual e margem Ebitda chegou a 13,4%.

No setor bancário, o Santander registrou um lucro líquido gerencial de R$ 2,136 bilhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 44,6% em relação ao primeiro trimestre.

A carteira de crédito ampliada do banco chegou a R$ 463,4 bilhões, alta de 0,7% na comparação com o primeiro trimestre. A inadimplência recuou 0,6 ponto percentual, para 3%.

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