Ibovespa Futuro sobe com dados da China impulsionando commodities; dólar desaba 1,62%

O pré-market da bolsa brasileira avança em meio à Balança Comercial da China e com expectativas por sequência de dados

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (8) com desempenho melhor que o esperado das importações chinesas em maio. Os dados chineses impulsionam commodities e os futuros dos índices norte-americanos, que seguem nas altas que registraram nos últimos dois pregões depois das sinalizações do Federal Reserve.

Às 9h14 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para junho subia 0,30%, a 50.910 pontos. Já o dólar futuro para julho tinha queda de 1,02% a R$ 3,43. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2017 cai 1 ponto-base a 13,60%, ao passo que o DI para janeiro de 2021 registra perdas de 17 pontos-base a 12,26%. 

Por aqui, o Conselho de Ética da Câmara dos Deputados não irá votar a cassação do presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) até a semana que vem e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, terá reunião com com o diretor-executivo do FMI (Fundo Monetário Internacional), Otaviano Canuto. O mercado também repercute o IPCA um pouco acima do esperado em maio e o Copom hoje à noite, que será o último presidido por Alexandre Tombini. 

No cenário político ainda saiu a notícia positiva para o governo Temer de que o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, disse ao presidente interino, Michel Temer que seu nome não aparece diretamente na Lava Jato. 

Entre as commodities, o minério de ferro spot com 62% de pureza e entrega no porto de Qingdao teve leve alta de 0,04% a US$ 52,56.

Pesquisa da CNT, Meirelles e Canuto e Cade
A CNT (Confederação Nacional do Transporte) divulga hoje às 11h, em seu site, os resultados da 131ª Pesquisa CNT/MDA. Segundo a Confederação, o levantamento traz a avaliação sobre os atuais cenários político e econômico do Brasil, mede a expectativa da população em relação a emprego, renda, saúde, educação e segurança pública, entre outros assuntos.

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Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões, com a margem de erro de 2,2 pontos percentuais e 95% de nível de confiança. Além disso, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, reúne-se com diretor-executivo do FMI, Otaviano Canuto, 10h00, com líderes empresariais no Planalto, 11h00, com presidente da Embraer Defesa, Jackson Schneider, 16h00, e com presidente do Sindipeças, Dan Ioschpe, 17h00. Michel Temer também participará do encontro com líderes empresariais. Além disso, Cade discute acordo entre Bradesco (BBDC4) e HSBC em sessão ordinária a partir das 10h00.

Copom
Sem horário definido para acabar, a decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) deve mostrar uma manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 14,25%. Para o economista-chefe do Banco ABC Brasil, Luiz Otávio de Souza Leal, sendo esta a última reunião que será presidida por Alexandre Tombini, provavelmente o comunicado será o mais lacônico possível e não será tomada uma decisão que possa impactar as reuniões seguintes. “Não é do perfil dele entregar um problema para a próxima gestão”, afirma.   

IPCA 
O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) avançou 0,78% em maio, frente à alta de 0,61% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nesta quarta-feira (8). O resultado ficou acima do esperado pelo mercado, de 0,75%, segundo compilação da Bloomberg.  No acumulado de 12 meses, o IPCA tem alta de 9,32%, bem acima do teto da meta do governo de 6,5%.No ano, a inflação oficial do país soma elevação de 4,05%

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China
O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) manteve a sua previsão para o crescimento econômico do país em 6,8% e elevou suas estimativas para a inflação ao consumidor e crescimento do investimento em ativos fixos. Impactos positivos de crescimento acelerado em imóveis e nos investimentos em infraestrutura serão amplamente compensados pelos impactos negativos da expansão da desaceleração do superávit comercial, de acordo com uma pesquisa divulgada pelo PBoC nesta quarta-feira. O banco central espera agora que o índice de preços ao consumidor, o principal indicador de inflação, registre alta de 2,4% em 2016. A estimativa no final do ano passado era de +1,7%.

Cenário externo
As bolsas europeias e asiáticas têm um dia de cautela, em meio a preocupações com o crescimento mundial e após dados econômicos chineses. As exportações chinesas em dólares continuaram a cair em maio na comparação anual, uma vez que a demanda global por produtos chineses permanece fraca. As exportações caíram 4,1% em maio, na comparação com o mesmo período do ano passado, após recuar 1,8% em abril, segundo dados da Administração Geral de Alfândegas.

O resultado das exportações, no entanto, veio melhor que estimativa média de queda de 4,6% de 16 economistas consultados pelo Wall Street Journal. Na China, Xangai teve baixa de 0,32% e Hang Seng caiu 0,14% antes do feriado no país; as bolsas ficarão fechadas por lá na quinta e na sexta-feira. Já no Japão, o Nikkei teve alta de 0,92%; a economia do Japão cresceu a uma taxa anualizada de 1,9%o no primeiro trimestre deste ano, uma revisão para cima em relação à leitura preliminar de crescimento de 1,7%, segundo dados divulgados hoje.

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Já na Europa, o DAX cai 0,52%, o FTSE sobe 0,01% e o CAC 40 tem baixa de 0,36%. Em destaque no noticiário, está ainda a revisão para a economia global feita pelo Banco Mundial; a instituição reduziu sua previsão de crescimento global em 2016 para 2,4%, ante 2,9% estimado em janeiro, devido aos baixos preços das commodities, fraca demanda nas economias avançadas, comércio tímido e fluxos de capital decrescentes.

O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.

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