Abertura

Ibovespa Futuro acelera alta após dado dos EUA superar expectativas; dólar e DIs caem

Mercado registra um dia positivo após a queda de 1,1% no índice à vista na véspera

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro registra alta nesta sexta-feira (1), com os investidores animados pelos dados positivos da indústria chinesa e pelo número bem acima do esperado do Relatório de Emprego dos Estados Unidos.

Às 9h41 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para dezembro tinha alta de 0,77% a 108.415 pontos. O dólar futuro para dezembro cai 0,72% a R$ 3,994.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 recua quatro pontos-base a 4,46% e o DI para janeiro de 2023 tem baixa de cinco pontos-base a 5,36%.

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Em outubro, os Estados Unidos criaram 128 mil novas vagas de emprego, segundo dados divulgados pelo Departamento do Trabalho nesta sexta. O resultado veio bem acima da mediana das projeções dos economistas consultados pela Bloomberg, que esperavam um acréscimo de 85 mil empregos em razão do impacto da greve de funcionários da GM. Em setembro, a criação de empregos foi de 136 mil.

Já a taxa de desemprego em setembro subiu de 3,5% para 3,6%, em linha com as projeções dos economistas. O ganho médio salarial por hora subiu 0,2%, ante expectativa de alta de 0,3% no comparativo mensal.

Na China, o Índice Gerentes de Compras (PMI na sigla em inglês) industrial da Caixin/Markit de outubro chegou a 51,7 pontos – e não só superou as expectativas como ficou acima do índice de setembro, de 51,4. O índice Caixin mede um mix de pequenas e médias empresas, enquanto o PMI – divulgado na véspera, que chegou a 49,3, indicando contração – pesquisa grandes companhias e estatais chinesas.

Por aqui, a produção industrial apurada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) cresceu 0,3% em setembro frente a agosto, quase três vezes menos que a expectativa mediana dos economistas do consenso Bloomberg, que esperavam alta de 0,9% de avanço.

No entanto, essa foi a segunda taxa positiva seguida, com acumulo de 1,5% nesse período. Na comparação com setembro de 2018 (série sem ajuste sazonal), houve alta de 1,1%, interrompendo, assim, três meses de resultados negativos consecutivos: junho (-5,9%), julho (-2,5%) e agosto (-2,1%).

Guerra comercial e estímulos

A maior preocupação dos investidores segue sendo o desenrolar das conversas entre China e EUA para o fechamento da fase um do acordo comercial – após Pequim lançar dúvidas sobre a capacidade de Washington em fechar os termos de longo prazo. Ainda se aguarda pelo anúncio da data e local, onde os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, enfim, devem assinar os termos iniciais do acordo.

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Ainda na esfera das negociações, segundo a CNBC, americanos e europeus mantiveram as primeiras discussões sobre o processo na OMC, referente à disputa Boeing/Airbus. Na safra de resultados corporativos, saem os balanços de Exxon Mobil, Chevron, Alibaba e AIG.

O Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) ampliou empréstimos no mês passado por meio de um instrumento destinado a apoiar investimentos em projetos de infraestrutura, em meio à tendência de desaceleração da economia doméstica.

O PBoC informou nesta sexta-feira que liberou em outubro 75 bilhões de yuans (US$ 10,66 bilhões) líquidos através de sua linha de crédito suplementar, voltado para três bancos estatais que ajudam a implementar políticas com foco em projetos de infraestrutura. O montante líquido de setembro foi bem menor, somando 24,6 bilhões de yuans.

Noticiário Corporativo

A Petrobras confirmou ontem à noite, por meio de sua assessoria de imprensa, o corte de 3% no preço do diesel nas refinarias. A estatal também afirmou que o preço do diesel marítimo será reduzido em 3,1% na refinarias. Os novos valores passam a valer a partir de amanhã, 1º de novembro, quando as informações serão disponibilizadas no site da companhia.

Em continuidade à divulgação de resultados desta safra, a Suzano registrou um prejuízo líquido de R$ 3,46 bilhões no terceiro trimestre deste ano. Um ano antes, ela havia obtido lucro de R$ 1,02 bilhão. A receita líquida da companhia ficou em R$ 6,6 bilhões, um tombo de 33% sobre o registrado no mesmo período de 2018.

A varejista Hering registrou lucro líquido de R$ 64,1 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 22,3% maior do que o registrado um ano antes (R$ 52,4 milhões). A receita líquida da companhia teve um crescimento bem menor, de 0,8% na comparação anual, totalizando R$ 388,47 milhões.

A empresa de saneamento Copasa reportou lucro líquido de R$ 193,3 milhões no terceiro trimestre deste ano. O valor é 53% maior do que o registrado um ano antes (R$ 126,3 milhões). A construtora Direcional, por sua vez, obteve lucro líquido de R$ 25,95 milhões no terceiro trimestre deste ano, revertendo o prejuízo de R$ 83,8 milhões registrado no mesmo período de 2018.

Entre os destaques, o Itaú acertou a compra de 100% do capital da Zup, com valor base de R$ 575 milhões. Já a Klabin estrutura financiamentos para Puma II com BID&IFC, enquanto a Equatorial emite R$ 1 bilhão em debêntures a 106,00% do CDI.

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