Abertura

Ibovespa Futuro sobe com correção e segue pré-market dos EUA após duas quedas seguidas; dólar cai a R$ 5,85

Antes da abertura, desempenho é positivo nos contratos para junho do índice

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(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quarta-feira (13) depois do índice à vista ser atingido em cheio pelo aumento na tensão política. Nesta sessão, o mercado acompanha o desempenho dos futuros dos índices dos Estados Unidos, que avançam em correção às baixas recentes.

Na Europa, o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido sofreu uma contração de 5,8% em março. As bolsas europeias registram baixas.

Hoje, o Eurostat informou que a produção industrial despencou 11,4% na União Europeia também em março na comparação anual. O Commerzbank, segundo maior banco privado alemão, reportou prejuízo líquido de 295 milhões de euros no primeiro trimestre, enquanto o ABN Amro, maior banco da Holanda, teve prejuízo líquido de 395 milhões de euros. As bolsas da Ásia fecharam de novo em direções diferentes.

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Às 09h14 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 1,6% a 78.800 pontos. Já o dólar futuro para o mesmo mês tinha queda de 0,65% a R$ 5,853. O dólar comercial, por sua vez, recua 0,26%, a R$ 5,8489 na compra e R$ 5,8506 na venda.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai sete pontos-base a 3,38%, DI para janeiro de 2023 tem queda de cinco pontos-base a 4,61% e DI para janeiro de 2025 recua seis pontos-base a 6,61%.

Entre os indicadores nacionais, as vendas no varejo caíram 1,2% em março na comparação com o mesmo mês do ano passado, revelou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em relação a fevereiro, a queda foi de 2,5%.

A expectativa mediana dos economistas do mercado financeiro compilada no consenso Bloomberg era de uma retração de 5,5% na base de comparação mensal e de 3,9% no indicador na base anual. Em fevereiro, as vendas no varejo haviam crescido 4,7%.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, fala sobre as perspectivas econômicas às 10h.

Política

De acordo com relatos de fontes ouvidas por jornais como O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo, o presidente Jair Bolsonaro pressionou o então ministro da Justiça, Sergio Moro, a trocar o comando geral da Polícia Federal (PF) e o da superintendência do Rio de Janeiro para evitar que familiares, como seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, e amigos fossem “prejudicados” por investigações em curso.

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A interferência estaria documentada no vídeo da reunião ministerial do dia 22 de abril, que foi exibida ontem ao ex-ministro, à Procuradoria Geral da República (PGR) e à Advocacia Geral da União (AGU), informam os jornais.

Na reunião, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, defendeu que fosse “todo mundo para a cadeia”, começando pelos 11 ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A ministra da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves, teria defendido a prisão de prefeitos e governadores.

Bolsonaro negou ter dito “polícia federal” e “investigação” no vídeo. Segundo o general Braga Netto (Casa Civil), o presidente se referia à troca da sua segurança pessoal no Rio de Janeiro e não à troca na PF.

Depoimentos de ministros aparentemente favoreceram o presidente, mas eventual íntegra da gravação ainda poderá gerar ruídos. STF dá 48 horas para as partes envolvidas falarem sobre fim do sigilo, segundo os jornais.

Bolsonaro se reúne nesta quarta com os ministros do STF Luis Roberto Barroso e Edson Fachin no Palácio do Planalto às 10h.

Decreto sobre serviços 

A inclusão de academias, salões de beleza e barbearias como atividades essenciais pelo governo federal gerou conflitos com os governos estaduais, parte dos quais afirmam que não seguirão o decreto – São Paulo não informou posição. O presidente Jair Bolsonaro afirmou que os governadores que não concordam podem recorrer à Justiça, informa a Folha de S. Paulo.

Já o Ministério da Saúde informou na noite de ontem que o país bateu novo recorde de mortes diárias pela Covid-19, com 881 óbitos em 24 horas – entre segunda-feira e terça-feira. Com isto, o total de mortes pela epidemia do coronavírus subiu para 12.400 no Brasil e há mais de 177 mil pessoas contaminadas.

Noticiário corporativo

A Tegma Logística reportou um lucro líquido de R$ 19,2 milhões no 1º trimestre de 2020, uma queda de 26% sobre o resultado de igual período do ano passado. A empresa, especializada no transporte de veículos, informou que as operações foram atingidas pelos efeitos da epidemia da Covid-19 no final de março.

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Já a Santos Brasil, que também atua em logística, mas principalmente portuária, teve um prejuízo de R$ 13,3 milhões no 1º trimestre deste ano. A movimentação no terminal do porto de Santos (SP) aumentou no período, mas a empresa registrou queda nos terminais de Imbituba (SC) e Vila do Conde (PA).

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(Com Bloomberg)