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Ibovespa Futuro sobe com correção e força do exterior; dólar para julho sobe a R$ 3,24

Depois de fortes quedas na semana anterior e com salto de 5% na China, índice se recupera e começa a semana em alta; plano de desinvestimento da Petrobras e fala de Levy ficam no radar

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (1) com correção após queda de 2,97% na semana passada, sendo 2,25% apenas na sexta. O mercado ganha força do exterior com a disparada da bolsa de Xangai, passado o primeiro momento de temor de que o governo chinês atue para impedir o estouro de uma bolha nos mercado financeiro do país. Por aqui, investidores ficarão atentos a indicadores macroeconômicos e à entrevista com o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, depois de encontro com o secretário americano do Tesouro. 

Às 9h21 (horário de Brasília), o contrato futuro do Ibovespa para junho subia 0,25%, a 53.050 pontos, ao passo que o dólar futuro para julho subia 0,79%, a R$ 3,238. No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2016 subia 0,05 ponto percentual, a 13,90%, enquanto o DI para janeiro de 2020 subia 0,04 p.p., a 12,46%. 

O mercado ainda fica de olho na reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que ocorrerá nesta quarta-feira. As apostas da maioria dos economistas são de uma nova elevação da taxa básica de juros em 0,5 ponto percentual, para 13,75% ao ano, diante de indicações mais hawkish (agressivas) dos últimos discursos de membros do Banco Central, como o diretor de Assuntos Econômicos, Luiz Awazu.  

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Refletiu isso o Relatório Focus, com a mediana das projeções de diversos economistas, casas de análise e instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos. A previsão da taxa Selic foi elevada de 13,75% ao ano na semana passada para 14%. No caso do PIB (Produto Interno Bruto), ela oscilou de uma retração de 1,24% para uma de 1,27%. Para o IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o medidor oficial de inflação utilizado pelo governo, as projeções são de que haja um avanço de 8,39% este ano.

No noticiário corporativo, o destaque fica com as estatais. De acordo com informações do jornal O Globo de hoje, o Banco do Brasil (BBAS3decidiu cobrar na Justiça o ex-diretor de marketing Henrique Pizzolato e o publicitário Marcos Valério o dinheiro desviado do fundo Visanet para abastecer o chamado o valerioduto, dez anos depois do mensalão. O BB deve pedir na Justiça um valor menor do que os R$ 73,8 milhões apontados pelo STF (Supremo Tribunal Federal) como sendo o total desviado da cota do banco no fundo da empresa de cartão de crédito.

Já para a Petrobras, as notícias continuam sendo sobre o plano de desinvestimento da companhia. Segundo informações do jornal Folha de S. Paulo, a Petrobras (PETR3;PETR4) pode colocar à venda parte dos campos de petróleo que possui no golfo do México, nos EUA. Os ativos da companhia estão avaliados em cerca de US$ 8 bilhões na região. A estatal teria contratado o banco BNP Paribas para conduzir o negócio, mas ainda não iniciou o processo de venda, segundo o jornal. A Petrobras diz que “não informa sobre hipotéticas negociações ou acordos”. 

Xangai dispara 5%
As bolsas europeias sobem antes de dados da economia norte-americana. Já na China, a bolsa subiu 5%, recuperando as perdas da quinta-feira, quando os investidores se encheram de temores de que o governo possa intervir no mercado para evitar uma bolha. 

Os principais índices acionários asiáticos reduziram as perdas fortes vistas no início da sessão desta segunda-feira na esteira do salto da bolsa chinesa, com investidores concentrando-se em pontos positivos de duas pesquisas sobre a atividade industrial da China. O índice japonês Nikkei conseguiu fechar com uma leve alta, marcando o 12º avanço consecutivo e a maior sequência de ganhos desde 1988.

A bolsa em Xangai saltou quase 5% com agentes do mercado analisando as pesquisas e também declarações publicadas pela imprensa do país afirmando que a tendência de alta nas bolsas ainda não acabou.

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Grandes jornais com apoio estatal tinham artigos de primeira página dizendo que apesar da queda na quinta-feira, quando os principais índices do país perderam mais de 6%, os fundamentos do avanço recente continuam inalterados.

(Com Reuters)