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O Ibovespa Futuro opera em alta nos primeiros negócios desta quarta-feira (20), após o índice à vista cair mais de 2% na véspera, puxado pela derrocada das ações de bancos diante das maiores incertezas relacionadas à decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, que visa barrar as sanções adotadas pelo governo norte-americano contra Alexandre de Moraes, também ministro da Corte. Às 9h03 (horário de Brasília), o contrato com vencimento em outubro subia 0,24%, aos 136.775 pontos.
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A reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com ministros e presidentes de estatais e falas do titular da Fazenda devem ocupar o foco nesta quarta-feira, enquanto no exterior permanece a expectativa pela cúpula do Federal Reserve em Jackson Hole. A reunião de Lula está marcada para 9h30 e inclui os presidentes da Petrobras, do BNDES e do Banco do Brasil, além de ministros.
À tarde, às 14h, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, participa do Seminário FAZ GRCI – Governança, Risco, Controle e Integridade.
No exterior, ainda pairava a incerteza sobre um potencial acordo para acabar com a guerra na Ucrânia, enquanto os holofotes passam para o simpósio de Jackson Hole, que começa na quinta-feira.
O chair do Fed, Jerome Powell, falará na sexta-feira e investidores buscarão indicações sobre a trajetória da política monetária dos EUA, com operadores precificando quase totalmente um corte de juros no próximo mês.
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Os agentes econômicos aguardam a divulgação da ata da reunião de julho do Banco Central dos EUA (Fed) e fala do dirigente do Fed, Christopher Waller, um forte candidato a assumir a presidência no próximo ano.

Itaú, Bradesco, Santander, BB, Simpar e mais ações para acompanhar hoje
Confira os principais destaques do noticiário corporativo desta quarta-feira

Quaest: Aprovação de Lula sobe a 46% com Nordeste e Bolsa Família; 51% desaprovam
Alta de três pontos faz aprovação presidencial alcançar menor diferença para desaprovação desde janeiro
Em Wall Street, o Dow Jones Futuro caía 0,05%, o S&P Futuro recuava 0,13% e o Nasdaq Futuro tinha baixa de 0,26%.
Ibovespa, dólar e mercado externo
O dólar à vista caía 0,02%, aos R$ 5,499 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento tinha desvalorização 0,15%, aos 5.507 pontos.
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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam sem direção única nesta, pressionados por sinais de enfraquecimento das exportações do Japão e pela expectativa em torno de possíveis indicações de um corte de juros nos Estados Unidos.
As exportações japonesas caíram 2,6% em julho, em relação ao mesmo período do ano anterior, registrando a maior queda em mais de quatro anos. A queda foi mais acentuada do que a previsão de contração de 2,1% em pesquisa da Reuters e em comparação com o declínio de 0,5% em junho.
Já o Banco Central da China manteve suas taxas de empréstimo de referência inalteradas pelo terceiro mês consecutivo. A taxa de empréstimo de referência (LPR) de um ano foi mantida em 3,0%, enquanto a LPR de cinco anos permaneceu em 3,5%.
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Os preços do petróleo sobem nesta quarta-feira, com as preocupações com o fornecimento ressurgindo, enquanto as negociações de paz que encerram a invasão da Ucrânia pela Rússia provavelmente levarão mais tempo, deixando em vigor sanções ao petróleo russo e aumentando a chance de mais restrições aos seus compradores.
As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, pressionados por um corte obrigatório na produção antes de um desfile militar na China e por restrições comerciais dos EUA às importações de aço.
(Com Reuters)