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Ibovespa Futuro sobe após forte queda da véspera; estresse no setor bancário global e reunião de coordenação de Lula estão no radar

Ultimas decisões dos bancos centrais pelo mundo e comentários de Janel Yellen são alguns dos temas de maior destaque nesta sexta-feira
B3  Bovespa  Bolsa de Valores de São Paulo  (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 Bovespa Bolsa de Valores de São Paulo (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera com alta nos primeiros negócios desta sexta-feira (24), revertendo parte da queda da sessão anterior, quando o índice à vista fechou com baixa de 2,29%, aos 97.926 pontos, menor nível desde 18 de julho de 2022, um dia após o Banco Central esfriar expectativas de alívio monetário em breve, em pregão também minado por novas críticas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao BC e pela escalada no conflito entre os titulares da Câmara dos Deputados e do Senado.

Ainda no radar político, Lula adiou o embarque para a China para o domingo depois de ter sido diagnosticado na noite de quinta-feira com pneumonia leve, informou o Palácio do Planalto. Lula está no Palácio da Alvorada e cancelou as agendas desta sexta-feira pela manhã. De acordo com o ministro da Secretaria de Comunicação, Paulo Pimenta, a reunião de coordenação, marcada para essa manhã, foi transferida para a tarde. O presidente deve participar por vídeo, do Alvorada.

Entre os temas abordados, está a tramitação das MPs no Congresso, que virou alvo de impasse entre o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), e da Câmara, Arthur Lira (PP-AL).

O presidente embarcaria para a China, em uma viagem de cinco dias, na manhã de sábado. Em princípio, a viagem está remarcada para domingo.

Na agenda de indicadores, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA-15) desacelerou para 0,69% em março, após ter alcançado 0,76% em fevereiro. O dado ficou acima da estimativa dos analistas do mercado financeiro, já que o consenso Refinitiv apontava para inflação de 0,65%.

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Às 9h18 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril avançava 0,43%, a 97.990 pontos.

Enquanto isso, a cautela global sobre o setor bancário segue ditando o ritmo dos negócios. Os investidores digerem os últimos movimentos de importantes Bancos Centrais nesta semana e comentários recentes da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen.

Ela disse na última quinta-feira (23) que as medidas de emergência adotadas para apoiar os clientes do Silicon Valley Bank e do Signature Bank poderiam ser implantadas novamente em meio a preocupações com os bancos americanos. Isso contradiz a fala de quarta-feira, quando Janet Yellen disse aos senadores que o Tesouro não estava considerando nenhum plano para garantir todos os depósitos bancários dos EUA sem a aprovação do Congresso.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro recuava 1,12%, S&P Futuro caía 0,99% e Nasdaq Futuro tinha baixa de 0,71%.

Dólar

O dólar comercial operava com alta de 0,69%, cotado a R$ 5,326 na compra e na venda. Já o dólar futuro para abril subia 0,61%, a R$ 5,339.

No mercado de juros, os contratos futuros operam com forte baixa por toda curva de juros, em movimento de ajuste após alta da sessão anterior. O DIF24 (janeiro para 2024) opera com baixa de 0,12 pp, a 13,05%; DIF25, -0,18 pp, a 11,92%; DIF26, -0,16 pp, a 11,96%; DIF27, -0,16 pp, a 12,20%; DIF28, -0,14 pp, a 12,44%; e DIF29, -0,15 pp, a 12,70%.

Exterior

Os mercados europeus operam com forte baixa nesta sexta-feira, com agentes do mercado pesando os acontecimentos de uma semana de aumentos de juros de vários bancos centrais e das últimas notícias do setor bancário.

O Banco da Inglaterra elevou sua taxa básica em 25 pontos- base, para 4,25%, na quinta-feira, um movimento que foi precificado pelos mercados depois que a inflação do Reino Unido registrou uma alta acima do esperado.

O banco central suíço elevou sua própria taxa de juros de referência em 50 pontos bases. Ambas as decisões vêm na sombra do aumento do Fed em 25 pontos-base.

As ações do Deutsche Bank operavam com baixa de mais de 10%, estendendo uma queda de 3,2% na quinta-feira, depois que seus swaps de inadimplência, uma forma de seguro para detentores de títulos, subiram, levando a novo temor de estresse no setor bancário.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com baixa, com repercussão das declarações da secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, que disse que as ações federais de emergência para apoiar os bancos regionais falidos poderiam ser usadas novamente, se necessário.

Na agenda econômica, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de manufatura do Japão subiu de 47,7 para 48,6 em fevereiro, seu primeiro aumento desde março de 2022.

Mas a estimativa para o setor de serviços do Japão ficou em 54,2 em março, ligeiramente acima dos 54,0 em fevereiro, e a leitura mais forte desde outubro de 2013.

O inflação do Japão, por sua vez, ficou em 3,3% no mês em comparação com o ano anterior, também abaixo da inflação de janeiro de 4,3%.

As cotações do minério de ferro na China fecharam com ligeira alta na sessão de hoje.

Os preços do petróleo operam com baixa, ampliando as perdas do dia anterior, devido a preocupações com o potencial excesso de oferta, depois que a secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm, disse que o reabastecimento da Reserva Estratégica de Petróleo do país pode levar vários anos.