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Ibovespa Futuro sobe após Fomc e veto de Dilma; dólar cai apesar de redução de swaps

Índice se recupera e contraria bolsas europeias, que têm mais uma queda diante das tensões na Grécia, que tem "dia D" hoje

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (18) tendo uma recuperação depois da reunião do Fomc (Federal Open Market Comittee) ontem, que indicou um aumento de juros mais lento e também por fatores do cenário doméstico. Por aqui o mercado repercute o adiamento da votação do Projeto de Lei da desoneração e o veto da presidente Dilma Rousseff (PT) à mudança no fator previdenciário.  O movimento das bolsas europeias, é de queda em “dia D” para a Grécia. 

Às 9h07 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para julho sobe 0,43%, a 54.125 pontos. Enquanto isso, o dólar futuro para julho caía 0,23%, a R$ 3,064. O câmbio não reage à decisão do Banco Central de reduzir a rolagem de swaps pela segunda vez em sete dias. 

A questão da Grécia fica no radar em meio a investidores olhando com cautela para a reunião do governo do país com seus credores internacinais tendo em mente os fracassos dos últimos dias. 

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No noticiário corporativo seguem como destaque as blue chips nesta quinta. De acordo com informações do jornal Valor Econômico, a Petrobras (PETR3PETR4está colocando em prática um amplo programa de reestruturação, a ser realizado nos próximos dois meses. A estratégia consiste em enxugar custos, reduzir os cargos terceirizados e aumentar a produtividade dos processos internos. A expectativa é de que o documento seja divulgado em julho. 

O programa de reestruturação, afirma o jornal, está sendo feito na esteira do Plano de Negócios 2015-2019, que deverá trazer redução de investimentos, de 20% a 30%. Segundo informações da agência Reuters, a Petrobras também deve divulgar o seu plano de negócios em julho. Os ADRs (American Depositary Receipts) da petroleira negociados no pré-market da Bolsa de Valores de Nova York (NYSE) subiam 0,74%, a US$ 9,57. 

Dia D na Grécia
No dia decisivo de reunião da Grécia com seus credores em uma nova tentativa de acordo, os principais índices acionários europeus registram perdas. As possibilidades de o país dar um calote ou abandonar a zona do Euro são tidas como reais pelos especialistas.

Na véspera, o negociador oficial grego, Euclid Tsakalotos, confirmou à agência Reuters que o país não tem dinheiro suficiente para cobrir o pagamento da dívida de 1,5 bilhão de euros ao FMI (Fundo Monetário Internacional) até 30 de junho sem uma mudança do acordo para liberar um novo pacote de auxílio no montante de 7,2 bilhões de euros.

Enquanto isso, na Ásia, o pregão desta quinta foi de perdas para o índice de Xangai em meio às pressões geradas por uma nova leva de IPOs (ofertas públicas iniciais de ações, na sigla em inglês) e depois do resultado da nova reunião do Fomc (Federal Open Market Committee) nos Estados Unidos.

Depois de encontro de dois dias, o Fed disse que a economia norte-americana provavelmente está forte o bastante para sustentar um aumento na taxa de juros até o final do ano. A autoridade monetária, porém, reduziu as projeções de crescimento econômico em 2015 devido ao início fraco do ano e diminuiu a projeção para a taxa básica de juros.

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.