Abertura

Ibovespa Futuro sobe ainda com investidores atentos à apuração das urnas nos EUA

Pré-market registra ganhos em continuidade ao movimento da véspera

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(berya113/Getty Images)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta quinta-feira (5) com os investidores ainda à espera do final da apuração nas eleições americanas. O democrata Joe Biden, com 264 delegados contra 214 do adversário, só precisa vencer em mais um estado para ser eleito, mas sua vantagem sobre o atual presidente Donald Trump em Nevada caiu para 6 mil votos.

Hoje, os mercados ainda ficarão atentos à decisão do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês). Não se espera uma mudança nos juros em meio à disputa eleitoral dos Estados Unidos, mas será importante acompanhar o discurso do presidente do Federal Reserve, Jerome Powell.

Às 09h11 (horário de Brasília), o índice futuro para dezembro subia 1,05%, aos 99.430 pontos.

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O dólar futuro com vencimento em dezembro registrava queda de 0,65%, a R$ 5,619.

No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 cai quatro pontos-base a 3,42%, o DI para janeiro de 2023 recua três pontos-base a 5,03%, o DI para janeiro de 2025 tem queda de três pontos-base a 6,73% e o DI para janeiro de 2027 registra variação negativa de dois pontos-base a 7,52%.

Voltando aos EUA, o mercado também acompanha a composição do Congresso americano. Até a noite de quarta-feira, democratas pareciam em vias de controlar a Câmara dos Deputados, enquanto republicanos pareciam manter o controle sobre o Senado. Na manhã de quinta, o controle republicano ainda não parece assegurado, mas tampouco parece haver uma supremacia democrata.

Senadores são responsáveis por confirmar nomes indicados pelo presidente para cargos importantes, e podem impulsionar ou barrar medidas de interesse da Casa Branca.

A perspectiva de um Congresso dividido entre democratas e republicanos é vista com bons olhos por uma parcela dos investidores, temerosos de que um governo democrata excessivamente forte levaria a regulação em excesso, em especial sobre grandes empresas de tecnologia.

No noticiário europeu, o Reino Unido inicia nesta quinta-feira seu novo lockdown de um mês. E o Bank of England elevou em 150 bilhões de libras seu programa de quantitative easing, à medida que espera que a economia britânica encolha no quarto trimestre.

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Vale destacar ainda que, em relatório, a Comissão Europeia previu que o Produto Interno Bruto (PIB) dos 19 países que formam a zona do euro sofrerá queda de 7,8% em 2020, menor do que a queda de 8,7% estimada em julho. Para 2021, no entanto, a projeção de avanço do PIB do bloco diminuiu de 6,1% para 4,2%. Já para 2022, a estimativa é de alta de 3%. Uma segunda onda da pandemia do novo coronavírus está comprometendo esperanças de que a economia da zona do euro tenha uma rápida recuperação.

Desoneração segue

Em julho de 2020, Bolsonaro havia vetado um dispositivo do Congresso que prorroga até o final de 2021 a desoneração da folha de pagamento de empresas de 17 setores, responsáveis por empregarem um grande contingente de pessoas, incluindo call centers, transporte, construção civil, indústria têxtil e comunicações.

Nesta quarta, o Senado e a Câmara derrubaram o veto, mantendo o benefício. A desoneração permite que as empresas contribuam com a Previdência com entre 1% e 4,5% de sua receita bruta, ao invés de recolher 20% sobre a folha de pagamento. Assim, evitam-se demissões nesses 17 setores, responsáveis por empregar cerca de 6 milhões de pessoas no Brasil.

Por outro lado, uma reunião do Conselho Deliberativo do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador) decidiu por não estender por mais duas parcelas o seguro-desemprego a pessoas demitidas no período entre 20 de março e 31 de julho, o que beneficiaria 2,7 milhões de trabalhadores.

A extensão era proposta por sindicatos, e foi derrotada em uma aliança entre representantes do governo e empresários presentes no conselho do FAT, por 12 votos a 6.

Vacinação no Brasil

A farmacêutica britânica AstraZeneca anunciou nesta quinta-feira junto ao seu balanço trimestral que espera apresentar ainda neste ano dados sobre a vacina contra o coronavírus que vem desenvolvendo em parceria com a universidade de Oxford. Essas vacinas estão sendo testadas no Brasil, e devem fazer parte da estratégia do país no combate à covid.

“Os resultados dos testes em estágios avançados devem ser antecipados neste ano, dependendo da taxa de infecção nas comunidades em que os testes clínicos estão sendo conduzidos. Os dados serão enviados a reguladores e publicados em periódicos científicos”, afirmou a AstraZeneca em seus resultados.

No balanço trimestral, a AstraZeneca afirmou que as vendas mundiais de produtos aumentaram 7%, a US$ 6,52 bilhões no terceiro trimestre, acima da expectativa do mercado, que era de US$ 6,5 bilhões.

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A empresa deverá produzir vacinas no Brasil em parceria com a Fiocruz. Em evento realizado na quarta-feira, o diretor de Bio-Manguinhos/Fiocruz, Maurício Zuma, afirmou que a instituição pretende iniciar a produção assim que receber o ingrediente farmacêutico ativo, antes mesmo da aprovação da Anvisa. Ele espera receber o ingrediente em janeiro, iniciar a produção e ter até 30 milhões de doses já em fevereiro.

Rosane Cuber, vice-diretora de qualidade da Bio-Manguinhos/Fiocruz afirmou que a vacina apresentou bons resultados, com desenvolvimento de anticorpos neutralizantes contra o Sars-Cov-2 em 91% dos voluntários que participaram de testes.

Além disso, em posicionamento enviado ao Supremo Tribunal Federal na quarta-feira, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou que “não vê tratamento diferenciado” quanto ao produto que está sendo desenvolvido pela chinesa Sinovac, que deverá ser produzido no Brasil pelo Instituto Butantan. Mas afirmou que deve ser respeitada “a vontade política” do governo sobre a compra de vacinas contra a covid-19.

O documento foi enviado em resposta a duas arguições de descumprimento de preceito fundamental movidas na corte por partidos de oposição, em resposta ao fato de que, em outubro, o presidente desautorizou o ministro da Saúde Eduardo Pazuello, que anunciou a intenção de comprar de 64 milhões de doses da vacina produzida pelo Butantan.

“Tão logo qualquer vacina tenha ultrapassado todas as fases de desenvolvimento e seja registrada na Anvisa, será avaliada pelo Ministério da Saúde e disponibilizada à população por meio do programa nacional de imunizações”, diz o documento.

Radar corporativo

Mais uma vez, o noticiário corporativo tem como destaque a temporada de resultados, com destaque para o resultado de Banco do Brasil, além de d1000, banco Pan, Ultrapar, São Carlos, BR Properties, Cia. Hering, Ecorodovias e Mercado Livre.

O Banco do Brasil teve lucro líquido ajustado de R$ 3,482 bilhões no terceiro trimestre, queda de 23,3% na comparação com o mesmo período de 2019, mas avanço de 5,2% ante o segundo trimestre de 2020.

A Cia Hering teve salto no lucro líquido no terceiro trimestre, que foi a R$ 155,5 milhões, mais do que o dobro do mesmo período do ano anterior. O desempenho foi puxado pela contabilização de créditos tributários.

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A Ultrapar teve resultados acima da previsão de analistas no terceiro trimestre, com lucro no terceiro trimestre de R$ 277,3 milhões, queda de 9,76% frente o mesmo período do ano anterior. A expectativa de analistas ouvidos pela Refinitiv era de R$ 272,7 milhões.

A Ecorodovias anunciou lucro de R$ 71,6 milhões no terceiro trimestre, abaixo da expectativa da Refinitiv, de R$ 75,1 milhões.

O Mercado Livre reportou volume de vendas de US$ 5,9 bilhões no terceiro trimestre, alta de 62,1%. O Mercado Pago teve alta de 91,7% em volume de pagamentos.

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