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SÃO PAULO – O bom desempenho das commodities no mercado internacional volta a trazer otimismo no mercado brasileiro nesta terça-feira (16). Às 9h05 (horário de Brasília), os contratos de Ibovespa Futuro com vencimento em junho apresentavam variação positiva de 0,12%, a 69.215 pontos. No radar dos investidores, destaque para nova operação da Polícia Federal, o noticiário político agitado, a reta final da temporada de balanços corporativos e a rolagem de swaps pelo Banco Central mesmo em meio à queda do dólar. No exterior, atenção para os dados da indústria dos EUA.
No mesmo horário, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2018 avançavam 1 ponto-base, a 9,02%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 subiam 2 pontos-base, a 9,62%, após o recente recuo no mercado de renda fixa em meio às apostas de corte mais intenso nos juros na próxima reunião do Copom (Comitê de Política Monetária). Já os contratos de dólar futuro com vencimento em junho deste ano caíam 0,40%, sinalizando cotação de R$ 3,112. O dólar comercial caía 0,06% ante o real, cotado a R$ 3,1042 na venda, ampliando a queda da véspera após o anúncio de rolagem de swap de junho com oferta de até 8.000 contratos.
Confira ao que se atentar neste pregão:
Bolsas mundiais
O dia é de estabilidade para as bolsas europeias, com os mercados à espera dos dados de construção residencial e a produção industrial nos EUA. Já na agenda europeia, atenção para o PIB da zona do euro, que cresceu 0,5% no primeiro trimestre do ano ante os últimos três meses de 2016 e apresentou expansão anual de 1,7% no período. Os dados vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e confirmaram estimativas preliminares divulgadas no último dia 3. Já na Ásia, os mercados acionários da China avançaram pelo quarto dia consecutivo, após recuarem mais cedo, com os investidores aliviados diante dos esforços do banco central para aumentar a liquidez no sistema financeiro mesmo após os reguladores terem anunciado novas restrições ao sistema bancário sem regulação. Nos mercados, porém, as preocupações com as regulações mais rígidas, que pressionaram os mercados recentemente, foram parcialmente compensadas por sinais de que o governo está se movendo para manter a economia bem sustentada. Ainda nos mercados internacionais, o dólar se enfraquece pelo 5º dia e euro sobe ao mais alto nível desde novembro após notícia de que o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou informação confidencial a diplomatas da Rússia. No mercado de commodities, o petróleo estende alta, no mais longo rali em mais de um mês, ainda refletindo possível acordo da Rússia com Opep para manter cortes de produção. O minério de ferro tem leve alta, enquanto os demais metais recuam em Londres. Este era o desempenho dos principais índices: *FTSE 100 (Reino Unido) +0,69% *CAC-40 (França) -0,19% *DAX (Alemanha) +0,11% *Xangai (China) +0,75% (fechado) *Hang Seng (Hong Kong) -0,14% (fechado) *Nikkei (Japão) +0,25% (fechado) *Petróleo WTI +0,63%, a US$ 49,16 o barril *Petróleo brent +0,64%, a US$ 52,15 o barril *Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dailian +1,54%, a 461 iuanes *Minério spot negociado em Qingdao, na China +0,61%, a US$ 61,17 a tonelada Agenda de indicadores
O destaque na agenda de indicadores fica para os EUA que revelarão, às 9h30, os dados de construção e permissão de construção de imóveis nos EUA em abril. Já às 10h15, atenção para os dados de produção industrial e capacidade instalada em abril. No Brasil, o BC inicia rolagem de swap de junho com oferta de até 8.000 contratos, das 11h30 às 11h40. Se a autoridade monetária mantiver mesmo volume diário e não fizer leilão no último dia do mês, terá rolado o total de vencimentos de swap em junho, que é de US$ 4,44 bilhões. Agenda política
O noticiário político é bastante movimentado. A Polícia Federal deflagrou a Operação Lucas, que investiga crimes de corrupção envolvendo servidores do Ministério da Agricultura e empresas fiscalizadas. 62 mandados judiciais, sendo 10 prisões temporárias, 16 mandados de condução coercitiva e 36 mandados de busca e apreensão são cumpridos nos Estados de Tocantins, Pará, Maranhão, São Paulo e Pernambuco. A investigação começou após denúncia de que frigoríficos e empresas de laticínios fiscalizadas teriam sido favorecidos em processos administrativos, por meio do retardamento na tramitação e anulação de multas. Destaque ainda para o TSE. O ministro do Tribunal Herman Benjamin liberou ontem para julgamento a ação em que o PSDB pede a cassação da chapa Dilma-Temer, vencedora das eleições presidenciais de 2014. Com a decisão, a ação voltará a ser julgada a partir da semana que vem. Caberá ao presidente do tribunal, ministro Gilmar Mendes, marcar a data da sessão. Além disso, o ministro do STF Luiz Fux determinou rito abreviado para ação que pede permissão para investigar o presidente Michel Temer. Com isso, ministro submete diretamente ao plenário do Supremo a decisão sobre se presidente pode ser investigado por fatos anteriores ao início do mandato. Por fim, destaque para o novo indiciamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pela Polícia Federal, desta vez na Zelotes. Lula foi indiciado pelo crime de corrupção passiva por suposta participação na venda de uma medida provisória. Em nota, a defesa do petista repudiou “toda e qualquer ilação” do envolvimento dele com atos e ilícitos e considerou que o indiciamento faz parte da “perseguição política” sofrida pelo ex-presidente. Reforma da Previdência
O InfoMoney traz uma entrevista sobre a reforma da Previdência com o gestor da GTI Administração de Recursos André Gordon. Ele espera que a diluição da reforma seja de cerca de 30% em relação à proposta original, mas destacou que haverá otimismo nos mercados mesmo com uma reforma “mais diluída”. Sobre a reforma da Previdência, vale destacar notícia da Folha de S. Paulo que aponta que, em busca de votos para aprovar a reforma da Previdência, o governo cedeu nas negociações com o Congresso e concordou em permitir descontos de multas e juros no novo programa criado para regularização de dívidas de empresas com o fisco. Noticiário corporativo
O noticiário corporativo é bastante movimentado, com destaque para a reta final da temporada de balanços. A JBS encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido consolidado de R$ 486,2 milhões, revertendo resultado negativo de R$ 2,64 bilhões apurado um ano antes. Já a Cesp fechou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 62,5 milhões, um recuo de 36% em relação a um ano antes. A receita líquida, por sua vez, caiu 24,6% no mesmo período, para R$ 362,3 milhões. Even, Guararapes, Metalfrio, Springs Global, Linx também divulgaram balanços. Além da temporada, atenção para a Petrobras. que captou US$ 4 bilhões com a reabertura de títulos 2022, 2027 e 2044. (Com Reuters, Agência Estado e Bloomberg)