Ibovespa Futuro segue cautela internacional, de olho em Fomc, Copom e STF

Contratos futuros do índice começam o dia sem movimento definido, no aguardo de importantes sinalizações no Brasil e nos EUA

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SÃO PAULO – Após encerrar uma sequência de 5 quedas na véspera, o Ibovespa Futuro iniciou a quarta-feira (21) sinalizando leve recuo antes de importantes drivers para o mercado. Às 9h02 (horário de Brasília), os contratos futuros do índice com vencimento em abril recuavam 0,22%, a 84.465 pontos, acompanhando o movimento de maior cautela visto nos principais índices do mercado internacional. No radar dos investidores, destaque para as decisões do Fomc e Copom sobre juros, além dos desdobramentos das tensões políticas no STF.

No mesmo horário, os contratos de juros futuros com vencimento em janeiro de 2019 recuavam 1 ponto-base, a 6,465%, ao passo que os DIs com vencimento em janeiro de 2021 caíam 2 pontos, a 8,30%. Os investidores esperam que o Banco Central promova o último movimento do ciclo de afrouxamento monetário nesta noite, levando a Selic a 6,5% ao ano.

Confira ao que se atentar nesta sessão:

  1. 1. Bolsas mundiais

Os contratos futuros norte-americanos recuam novamente nesta manhã, aguardando a reunião do Federal Reserve que acontecerá hoje e que será a primeira comandada por Jerome Powell. A expectativa é que o banco central norte-americano volte a elevar juros nesta tarde. Além disso, os investidores estarão atentos às possíveis sinalizações que indiquem quantas vezes as taxas básicas poderão ser aumentadas em 2018.

Na Ásia, as bolsas fecharam em queda, também aguardando a decisão do Fed. No Japão, por conta de um feriado local, a bolsa não abriu. Na China, embora a agência Fitch tenha reafirmado o rating A+ do país, com perspectiva estável, na noite de ontem, os mercados fecharam em queda, aguardando a decisão e as sinalizações da autoridade monetária norte-americana sobre o patamar da taxa de juros no país.

O minério de ferro tem um dia de recuperação após a queda da véspera, acumulando ganhos de 0,87% (a 463 iuanes) na China. Enquanto isso, o petróleo continua o movimento de alta, ainda repercutindo o aumento da tensão entre Arábia Saudita e Irã, além da demanda pela commodity ter sido considerada “saudável”.

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Às 9h (horário de Brasília), este era o desempenho dos principais índices:

*S&P 500 Futuro (EUA) -0,11%

*Dow Jones Futuro (EUA) -0,13%

*DAX (Alemanha) -0,10%

*FTSE (Reino Unido) -0,49%

*CAC-40 (França) -0,21%

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*FTSE MIB (Itália) +0,02%

*Nikkei (Japão) 0,0% (fechado)

*Shangai (China) -0,27% (fechado)

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*Hang Seng (Hong Kong) -0,43% (fechado)

*Petróleo WTI +1,01%, a US$ 64,18 o barril

*Petróleo brent +1,13%, a US$ 68,18 o barril

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*Contratos futuros do minério de ferro negociados na bolsa chinesa de Dalian +0,87%, a 463 iuanes (nas últimas 24 horas)

*Bitcoin US$ 9.095,05 +7,17%
R$ 29.900 +7,88% (nas últimas 24 horas)

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2. Agenda de indicadores

O grande destaque do mercado fica para a reunião do Federal Reserve, a primeira comandada por Jerome Powell, cuja decisão será conhecida às 15h. A expectativa é que o banco central norte-americano volte a elevar juros amanhã, mas os investidores estarão atentos às possíveis sinalizações que indiquem quantas vezes as taxas básicas poderão ser elevadas em 2018. Ainda nos EUA, atenção para os dados semanais de estoque de petróleo bruto às 11h30, com expectativa de queda nos estoques em 2,05 milhões e, um pouco antes (11h), serão revelados os dados de vendas de moradias usadas de fevereiro. No Japão, será divulgado os dados do PMI de manufatura de março às 21h30. 

Por aqui, atenção para o Copom (Comitê de Política Monetária), que deve reduzir a Selic a 6,5% ao ano após dados de inflação favoráveis nos primeiros meses do ano e sinalizar porta ‘quase fechada’ para maio. A expectativa é de que a decisão seja divulgada por volta das 18h. No Brasil, atenção ainda para os dados de fluxo cambial semanal. 

3. Notícias do dia

No radar político, o grande destaque fica para a expectativa criada em torno da discussão no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre a prisão em segunda instância, que pode determinar o destino de Lula. De acordo com a jornalista Mônica Bergamo, o ministro do STF Marco Aurélio Mello deve apresentar uma questão de ordem na sessão de quarta do tribunal para que a presidente Cármen Lúcia paute imediatamente a questão em plenário.

Segundo a publicação, a decisão foi tomada depois que a magistrada se mostrou inflexível na decisão de não pautar o tema, evitando inclusive discutir a questão com os colegas. Assim que Marco Aurélio levantar a questão de ordem, a expectativa é de que outros ministros devam se pronunciar e fazer uma votação. Se o pedido for aprovado, ele será incluído na pauta da próxima sessão do Supremo.

No noticiário eleitoral, o ex-ministro do Supremo, Joaquim Barbosa, procurou o governador de Pernambuco, Paulo Câmara, em busca de apoio para ser candidato pelo PSB à Presidência da República, aponta o Estadão. Contudo, a conversa foi inconclusiva. Já no fim da tarde de ontem o PSDB confirmou a pré-candidatura de Geraldo Alckmin à Presidência da República. Na entrevista coletiva em que anunciou a pré-candidatura, Alckmin afirmou que irá destravar a economia e colocou como prioridades a desburocratização, uma reforma tributária, retomar a agenda da reforma da Previdência e reduzir os juros.

4. IMTV

Na InfoMoney TV, Thiago Salomão, analista da Carteira Recomendada InfoMoney, apresentará todas as oportunidades e riscos do Swing Trade no programa Bê–Bá da Bolsa, às 11h, ao vivo, na página do InfoMoney no Facebook. 

5. Noticiário corporativo

Em destaque no radar corporativo, a Eletrobras já começou a enfrentar dificuldades em seu projeto de privatização: o cronograma foi adiado para esta quarta (21), encerrando o dia de ontem sem avanços após forte obstrução da oposição. A Petrobras, por sua vez, comunicou que produziu 2,70 milhões de barris de óleo por dia em fevereiro. Já a Boeing finalizou a proposta para se unir à Embraer.

No radar dos ratings, o BTG teve seu rating aumentado para “Ba2”, com perspectiva estável, pela agência Moody’s, enquanto que a S&P rebaixou a perspectiva da Vale para “estável”. Nos resultados, a Tegma reportou lucro líquido de R$ 59 milhões no quarto trimestre de 2017, superando a maior estimativa do mercado, enquanto que a Bradespar anunciou lucro líquido de R$ 1,34 bilhão no período. Já entre as recomendações, a JBS foi reiniciada como “neutra” pelo Bradesco BBI, com preço-alvo de R$ 11. Cabe destacar também que no Infotrade, o destaque do dia é a Petrobras, que bateu em um sinal de resistência, conforme aponta o analista Rafael Ribeiro.

Marcos Mortari

Responsável pela cobertura de política do InfoMoney, coordena o levantamento Barômetro do Poder, apresenta o programa Conexão Brasília e o podcast Frequência Política.