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Ibovespa Futuro segue bolsas mundiais e sobe com acordo na Grécia

Grécia consegue reestruturação da sua dívida após 17 horas de negociação e anima mercado global; apesar disso, dólar sobe frente à maioria das moedas

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre em alta nesta segunda-feira (13) depois da Grécia conseguir um acordo para reestruturar a sua dívida com credores internacionais. Por aqui, o mercado espera por reunião de coordenação política diante de especulação sobre nova meta fiscal. Às 9h10 (horário de Brasília), o contrato futuro do índice para agosto subia 0,63%, a 53.385 pontos. Ao mesmo, o dólar futuro também para agosto tem alta de 0,39%, a R$ 3,195. A divisa norte-americana ganha força porque melhora do cenário externo fortalece os argumentos para uma elevação dos juros pelo Federal Reserve. 

Após mais de 17 horas, a Grécia garantiu a reestruturação da dívida e financiamento de médio prazo dentro de um pacote de crescimento avaliado em 35 bilhões de euros em um acordo com seus credores que permitirá ao país permanecer na zona do euro, afirmou nesta segunda-feira o primeiro-ministro, Alexis Tsipras, em Bruxelas.

O premiê rendeu-se às exigências europeias para conseguir a ajuda de US$ 95 bilhões de que precisa para Grécia se manter no euro. Os credores rejeitaram o apelo para corte no valor nominal da dívida. Com isso, as bolsas europeias e os futuros dos índices norte-americanos registram forte alta. O DAX, da bolsa de Frankfurt tem alta de 1,32%, ao passo que o CAC 40, da bolsa de Paris, registra ganhos de 1,96%. Os índices FTSE 100, FTSE MIB, IBEX 35 e Stoxx 600 sobem respectivamente 0,76%, 1,33%, 1,53% e 1,59%. 

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Moody’s e Focus no radar
As reuniões do governo sobre a meta de superávit fiscal ficam mais em destaque, já que nesta quarta-feira (15), a equipe da agência de classificação de risco, Moody’s, deve chegar a Brasília para avaliar o rating soberano do Brasil. A maioria dos especialistas avalia que a nota do País será rebaixada, mas continuará com o “selo” de grau de investimento. Conhecida pelo comportamento mais errático do que o das concorrentes Fitch e Standard & Poor’s, a Moody’s deve reduzir a nota do Brasil de “baa2” para “baa3”, nível mais baixo do grau de investimento. A S&P fez o mesmo movimento no ano passado. 

Também tinha algum peso por aqui o Relatório Focus, com a mediana das projeções de diversos economistas, casas de análise e instituições financeiras para os principais indicadores macroeconômicos. A previsão para o PIB (Produto Interno Bruto) em 2015 se manteve em uma retração de 1,5%. Já no caso do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o medidor oficial de inflação utilizado pelo governo, as projeções são de que haja um avanço de 9,12% este ano.

China: dados melhores que o esperado
O dia também é de ânimo para as bolsas asiáticas, com a terceira alta seguida para a bolsa de Xangai, com alta de 2,41%, também seguindo as notícias do acordo grego. O Nikkei também teve alta, de 1,57%, enquanto o Hang Seng subiu 1,30%.

Ajudando o humor, dados da China mostraram que as exportações cresceram 2,8 por cento em junho, enquanto as importações caíram 6,1 por cento. Ambos os dados foram melhores que as expectativas em muito em um sinal de que a demanda global pode estar se recuperando.

Hoje, o primeiro-ministro chinês Li Keqiang afirmou a especialistas em economia e executivos empresariais em reunião que o país fará ajustes direcionados às suas políticas econômicas de uma maneira mais eficaz e precisa. Li disse também que a China perseguirá uma política fiscal ativa e uma política monetária prudente para apoiar sua economia, a qual ele afirmou estar confiante de que pode sustentar ritmo razoável de crescimento. As declarações foram publicadas no site do governo.

Já no último domingo, o regulador do setor financeiro da China ordenou que corretoras revisem seus negócios e reforcem o cumprimento da regra de que apenas nomes reais com número nacional de identificação sejam usados, no mais recente movimento do governo em busca de uma estabilização dos preços de ações, após uma devastadora queda nas cotações no mês passado.

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O Ibovespa Futuro é um bom termômetro de como será o pregão, mas nem sempre prevê adequadamente movimentos na Bolsa a partir do sino de abertura.