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Ibovespa Futuro ronda estabilidade com decisões de juros no Brasil e EUA no radar

Perspectiva para o Banco Central é de novo aumento de 1 ponto percentual na Selic, enquanto Fed deve manter juros

Felipe Moreira

Painel na B3, em São Paulo, Brasil, em 17 de dezembro (Bloomberg)
Painel na B3, em São Paulo, Brasil, em 17 de dezembro (Bloomberg)

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O Ibovespa Futuro operava próximo da estabilidade nos primeiros negócios desta quarta-feira (19), com atenções voltadas para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central, em um dia que conta ainda com a divulgação de diversos balanços corporativos. Às 09h10 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril subia 0,02%, aos 132.835 pontos.

O Fed divulga sua decisão às 15h, com expectativa de manutenção da taxa de juros na faixa de 4,25% a 4,5%. Investidores estarão atentos, no entanto, às novas projeções econômicas da instituição, em meio à queda recente dos mercados acionários e a sinais de aperto do crédito.

Já a perspectiva para o Banco Central é de novo aumento de 1 ponto percentual na Selic, conforme já sinalizado, levando a taxa para 14,25% ao ano, com as atenções também voltadas para qualquer possível indicação futura.

Ainda na cena nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda no Rio Grande do Norte e no Ceará, enquanto a Secretaria de Política Econômica do Ministério da Fazenda divulga Boletim Macrofiscal com novos parâmetros de PIB e inflação às 9h.

Nos EUA, o Dow Jones Futuro operava com alta de 0,14%, S&P500 tinha valorização 0,26% e Nasdaq Futuro subia 0,35%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista subia 0,09%, aos R$ 5,676 na compra e R$ 5,677 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,04%, aos 5.687 pontos.

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Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista nesta quarta, com investidores focados nos mercados japoneses. O Banco do Japão manteve as taxas de juros estáveis ​​em 0,5%, em linha com as expectativas, enquanto o banco central ponderava o impacto potencial das tarifas do presidente dos EUA, Donald Trump.

Os traders também acompanharam a coletiva de imprensa de Kazuo Ueda, onde o governador disse que a tendência nos preços ao consumidor continua a subir, mas ainda está abaixo da meta de 2% do banco central.

Os mercados europeus operam majoritariamente em baixa, enquanto os investidores reagem a uma reforma política histórica na Alemanha e aos acontecimentos sobre um cessar-fogo na Ucrânia, além de aguardarem atualizações importantes sobre a política monetária do Fed e do Banco da Inglaterra.

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Os preços do petróleo operam em baixa depois que a Rússia concordou com a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de que Moscou e Kiev parem de atacar temporariamente a infraestrutura energética um do outro, o que pode levar mais petróleo russo a entrar nos mercados globais.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em baixa, pressionadas por incertezas sobre a demanda no país.

(Com Reuters)