Pré-mercado

Ibovespa futuro registra queda, em início de semana movimentada para os mercados com Copom e payroll

Segunda-feira é marcada, até então, pela alta dos rendimentos dos juros tanto nos EUA quanto no Brasil

Por  Vitor Azevedo

O Ibovespa futuro abriu em queda nesta segunda-feira (31), que é marcada, até então, pela falta de tendência exata nos principais mercados internacionais. O contrato com vencimento em fevereiro recua 0,42% por volta das 9h25 (horário de Brasília), aos 112 mil pontos.

Nos Estados Unidos, o sentido dos futuros é incerto. No mesmo horário, o futuro do Dow Jones caí 0,45% e o do S&P 500, 0,20%. O da Nasdaq, porém, registrava alta de 0,37%. Mais cedo, todos eles operavam em campo positivo.

O destaque dos mercados americanos no começo dessa semana fica para a continuação da temporada de balanços – cerca de um terço das companhias listadas no S&P 500 já divulgaram seus resultados do quarto trimestre, com 77% das companhias superando o consenso, segundo a Fact Check. Nesta semana, as publicações devem acelerar.

Os investidores também ficam de olho para a divulgação do relatório de emprego de janeiro nos EUA na sexta-feira.

Além disso, continuam a monitorar a performance dos treasuries, que sobem pela manhã, com rendimento do título vincendo em dez anos avançando sete pontos-base, para 1,787%.  O Bank of America, em estudo recente, divulgou que espera até sete altas de juros pelo Federal Reserve em 2022.

“Membros do Federal Reserve estão adotando um discurso de fazer o que for necessário na política monetária americana. Na semana passada, o presidente do Fed, Jerome Powell, disse em entrevista coletiva que não descartaria aumento em todas as reuniões em 2022 para combater a inflação”, comenta a XP Investimentos, em seu morning call.

Pode colaborar para essa possível decisão sobre a política monetária americana a alta do preço do petróleo, que continua a se estender. Hoje,, o preço do barril Brent para março operava em alta de 1,29%, a US$ 91,19, maior nível desde julho de 2014. Os gastos com combustíveis e energia foram um dos destaques da inflação americana em 2021, subindo 29,3%.

Na Europa, a tendência é de alta, mas que já se enfraqueceu desde o início do pregão. O DAX, da Alemanha, sobe 0,36%. O FTSE, do Reino Unido, avança 0,07%. O STOXX 600 tem alta de 0,47%. Mais cedo, esses índices subiam, em média, cerca de 1%.

Investidores repercutem as prévias do PIB no Velho Continente, com a Zona do Euro crescendo 0,30% no quarto trimestre, dentro do consenso, e também as tensões na Ucrânia. “No campo da Política Internacional, a crise na fronteira na fronteira da Ucrânia e da Rússia segue em destaque. Segundo o governo americano, o número de tropas russas na região aumentou no fim de semana”, comenta a XP.

A Ásia tem pouco destaque no pregão desta segunda-feira, com os mercados da China e da Coreia do Sul fechados por conta do feriado do ano novo lunar.

No Brasil, Focus e Copom no radar

No cenário interno, pesa no Ibovespa futuro a publicação do Boletim Focus, que voltou a aumentar, pela terceira semana consecutiva, as projeções para o IPCA em 2022, agora em 5,38%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), o consenso dos economistas escutados pelo Banco Central agora é de economia brasileira cresça 0,30% – na última semana, a expectativa era de 0,29%.

Fora isso, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), na próxima quarta, deve movimentar toda a semana. “As atenções devem se voltar para a reunião, com expectativa de que a taxa Selic avance em 1,5 ponto percentual, conforme amplamente sinalizado. Analistas de mercado devem acompanhar de perto o comunicado que acompanha a decisão, principalmente se a autoridade monetária indicar “outra alta da mesma magnitude” em sua próxima reunião”, pontua a XP.

A curva de juros sobe em bloco. O DI com vencimento em janeiro de 2023 avança seis pontos-base, para 12,31%. O vincendo no mesmo mês de 2025 sobe cinco pontos, para 11,40%. Os para os meses de janeiro de 2027 e de 2029, na sequência, avança seis e sete pontos, a 11,38 e 11,51%.

O dólar não tem tendência exata – os contratos futuros para março sobem 0,39%, a R$ 5,389. O comercial, por sua vez, recua 0,09%, a R$ 5,385 na compra e na venda.

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