Abertura dos mercados

Ibovespa futuro registra alta seguindo exterior, em dia de decisão do Fomc

Sessão é de recuperação em Wall Street, enquanto investidores aguardam por decisão do BC americano

Por  Vitor Azevedo

O Ibovespa futuro abriu em alta nesta quarta-feira (26), com o contrato futuro com vencimento em fevereiro de 2022 avançando 0,79%, aos 111.665 pontos, às 9h10 (horário de Brasília). O índice acompanha, até então, a performance da maioria das bolsas internacionais, que avançam, se recuperando das baixas de ontem.

Nos Estados Unidos, em dia de decisão da nova taxa de juros pelo Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês), os futuros do Dow Jones, do S&P 500 e da Nasdaq sobem, respectivamente, 1,11%, 1,48% e 2,07%.

A expectativa do mercado é que a taxa básica seja mantida pelos diretores do Federal Reserve, entre 0% e 0,25%, mas é esperado que a instituição e seu presidente Jerome Powell, que participa de coletiva após publicação da decisão, tragam mensagens mais duras em seus discursos.

“Investidores aguardam o pronunciamento dos economistas do Federal Reserve, que deverá sinalizar os planos futuros para o aumento da taxa de juros e para a redução do seu balanço. O consenso precifica até quatro altas em 2022, enquanto nós esperamos três”, comentam os analistas da XP Investimentos em morning call.

No noticiário corporativo, a ação da Microsoft Corp avançava nas negociações de pré-abertura, depois que a gigante da tecnologia projetou receita para o trimestre atual acima das metas de Wall Street.

Leia mais: Fed deve indicar alta de juros em março em meio ao combate contra a inflação

Na Europa, além da decisão do Fed, investidores continuam monitorando também as tensões entre a Rússia e a Ucrânia. O país comando por Vladimir Putin intensificou ontem suas manobras militares na fronteira, na véspera de uma reunião marcada para hoje que, além de autoridades dos dois Estados em questão, contará com a presença de alemães e franceses.

As farpas continuam pesando no preço do petróleo, que tem mais um dia de alta. O barril WTI para março sobe 0,56%, negociado a US$ 86,08. O Brent, que é parâmetro para a Petrobras (PETR3;PETR4), sobe 0,80%, a US$ 88,91.

“O petróleo Brent aproxima-se dos US$ 89 por barril, o nível mais alto em 8 anos. Os níveis dos estoques nos EUA estão baixos e as tensões sobre a Ucrânia também vêm contribuindo para pressionar os preços. De acordo com as notícias da Bloomberg, a Opep e seus aliados devem manter seu plano e ratificar outro modesto aumento de produção na próxima semana”, explica a XP.

Os índices europeus, mesmo com a tensão, estendem a alta do pregão desta terça, recuperando-se das bruscas quedas da segunda. O DAX, da Alemanha, avança 2,19%. O FTSE, de Londres, sobe 1,69%. O STOXX 600, de todo o continente, tem alta da 1,96%.

Na Ásia, os índices fecharam sem direção exata. O Nikkei, do Japão, e o Kospi, da Coréia do Sul, recuaram, respectivamente, 0,44% e 0,41%. O Shangai , da China continental, e o HSI, de Hong Kong, avançaram 0,66% e 0,19%.

IPCA-15 na agenda doméstica

No mercado interno, investidores monitoram a publicação do IPCA-15, prévia da inflação, de janeiro. O índice veio com alta de 0,58% no mês, maior do que o consenso de 0,43%, e de 10,20% no ano, ante projeção de 10,04%.

“A alta recente nos preços das commodities deve manter a inflação de curto prazo sob pressão, apesar do relevante aperto monetário já implementado pelo Banco Central do Brasil”, diz a XP.

A curva de juros, de olho na inflação, avança em bloco. O DI com vencimento em janeiro de 2023 tem alta de 12 pontos-base, indo a 11,95%. O vincendo em janeiro de 2025 sobe dez pontos, para 11,10% e o para o mesmo mês de 2027, 5 pontos, a 11,18%.

Além do IPCA-15, o mercado interno monitora também a movimentação do Governo Federal sobre a PEC dos combustíveis, que prevê a diminuição dos impostos sobre combustíveis e sobre a energia elétrica – o que, porém, não está previsto no Orçamento 2022 e que vem sendo visto como um drible à Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

O dólar futuro, do outro lado, recua 0,32%, a R$ 5,432. O dólar comercial cai 0,17%, a R$ 5,425 na compra e a R$ 5,426 na venda. A moeda brasileira avança sobre seu par americano, a despeito do que é apresentado pelo DXY, que sobe 0,16%.

Procurando uma boa oportunidade de compra? Estrategista da XP revela 6 ações baratas para comprar hoje.

Compartilhe