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Ibovespa Futuro recua com foco no Fed e Copom em meio a tensão geopolítica

A guerra entre Israel e Irã entra no sexto dia nesta quarta, com operadores tentando avaliar como ela afetará a economia global

Felipe Moreira

Painel de cotações da B3 em São Paulo -19/10/2021 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)
Painel de cotações da B3 em São Paulo -19/10/2021 (Foto: REUTERS/Amanda Perobelli)

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O Ibovespa Futuro opera em alta nas primeiras negociações desta quarta-feira (18), com atenções voltadas para as decisões de política monetária do Federal Reserve (Fed) e do Banco Central do Brasil, enquanto cautela prevalece diante da escalada das hostilidades no Oriente Médio. Às 09h08 (horário de Brasília), o Ibovespa Futuro com vencimento em junho tinha desvalorização de 0,09%, cotado aos 138.780 pontos.

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A guerra entre Israel e Irã entra no sexto dia nesta quarta, com operadores tentando avaliar como ela afetará a economia global e os mercados financeiros.

O conflito no Oriente Médio combinado com a incerteza prolongada sobre as tarifas dos Estados Unidos e sinais de fragilidade na economia norte-americana compõem um cenário desafiador para a decisão do Federal Reserve, que será anunciada às 15h (horário de Brasília).

As expectativas são de manutenção dos juros pelo Fed, mas o foco também irá recair sobre as projeções atualizadas do banco central dos EUA para a economia e os juros.

No fim do dia, as atenções se voltam para a decisão do Comitê de Política Monetária do BC, com apostas divididas entre manutenção da Selic em 14,75% e aumento de 0,25 ponto percentual. Entre 39 economistas consultados em pesquisa da Reuters, 27 esperam manutenção enquanto 12 previram alta para 15,00%.

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Em Wall Street, o Dow Jones Futuro operava com alta de 0,12%, S&P500 tinha valorização 0,17% e Nasdaq Futuro subia 0,25%.

Ibovespa, dólar e mercado externo

O dólar à vista operava em baixa de 0,21%, aos R$ 5,487 na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,25%, aos 5.493 pontos.

Os mercados da Ásia-Pacífico fecharam de forma mista, com o conflito Irã-Israel afetando o sentimento dos investidores.

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As exportações do Japão caíram 1,7% em maio na comparação anual, resultado melhor do que a queda de 3,8% esperada. O dado reforça a avaliação do Banco do Japão de que o crescimento do país deve se moderar diante do enfraquecimento do comércio exterior e da pressão sobre os lucros corporativos.

Os mercados europeus operam em alta, com investidores aguardando a decisão de juros do Fed e notícias sobre o conflito Israel-Irã.

O banco central da Suécia cortou sua taxa básica de juros em 25 pontos-base na quarta-feira, para 2%, em meio ao enfraquecimento da inflação, mas apontou riscos geopolíticos à frente. Os investidores do Reino Unido também acompanharão de perto os dados de inflação do Reino Unido em maio, com economistas prevendo que o índice de preços ao consumidor tenha subido 3,4% no ano até maio.

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Os preços do petróleo recuam, após encerrar a sessão anterior com alta de mais de 4% devido a preocupações de que o conflito Irã-Israel pudesse interromper o fornecimento.

As cotações do minério de ferro na China fecharam em queda pela quinta sessão consecutiva, pressionadas pelo enfraquecimento da demanda pela commodity.

(Com Reuters)