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O Ibovespa Futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quinta-feira (8), após o Comitê de Política Monetária (Copom) decidir manter a taxa Selic em 13,75% ao ano, além de mandar recados ao governo eleito ao dizer que há elevada incerteza sobre o futuro do arcabouço fiscal do país e ressaltar que acompanhará com atenção o quadro das contas públicas.
Ainda no cenário local, investidores repercutem a aprovação do texto-base da PEC da Transição, que amplia teto de gastos em R$ 145 bilhões em 2023 e 2024, em dois turnos no Senado.
A PEC segue para a Câmara dos Deputados, onde também precisará ser submetida a dois turnos de votação em plenário, com exigência de apoio de 3/5 (ou seja, 308 votos entre os 513 integrantes da casa legislativa).
Ibovespa hoje: confira o movimento dos mercados nesta quinta-feira
Às 9h19 (horário de Brasília), o contrato do Ibovespa para dezembro tinha queda de 0,74%, aos 108.835 pontos.
Em Wall Street, os índices futuros dos EUA operam com ligeira alta, revertendo levemente as perdas acumuladas nas últimas sessões, à medida que investidores avaliam o risco de uma desaceleração da economia global.
Agentes do mercado esperam que o Federal Reserve eleve a taxa juros em 50 pontos-base na próxima semana. Embora esse seja um aumento menor do que os recentes aumentos de juros, investidores estão cada vez mais preocupados se o banco central americano pode evitar uma recessão no ano que vem em sua tentativa de controlar a inflação.
Nesta manhã, Dow Jones Futuro avançava 0,15%, S&P Futuro subia 0,22% e Nasdaq Futuro tinha alta de 0,21%.
De volta ao Brasil, as vendas no varejo subiram 2,7% em outubro na base anual, acima das previsão do consenso Refinitiv, que esperava alta de 2,3%. Na comparação mensal, a alta foi de 0,4%, ante projeção de avanço de 0,3%.
Dólar
No câmbio, o dólar comercial operava com alta de 0,76%, cotado a R$ 5,244 na compra e R$ 5,245 na venda, após queda da véspera com as perspectivas de reabertura da China e com a diminuição do valor da PEC da Transição. Já o dólar futuro para janeiro tem alta de 0,73%, a R$ 5,270.
O DXY que mede a performance do dólar diante de uma cesta de moedas opera em alta, apagando parte das perdas registradas durante a noite, primeira queda desde sexta-feira, com traders preocupados com uma potencial recessão nos EUA.
No mercado de juros, os contratos futuros sobem em bloco. O DIF23 (janeiro para 2023) opera com baixa de 0,01 ponto percentual (pp), a 13,66%; DIF25, +0,20 pp, a 13,24%; DIF27, +0,22 pp, a 12,92%; e DIF29, +0,19 pp, a 12,92%.
Exterior
Os mercados europeus operam perto da estabilidade, com as preocupações sobre os rumos da economia global dominando o sentimento dos investidores.
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Na front econômico, falas da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, são destaques na zona do euro.
As cotações do petróleo sobem nesta quinta-feira, após atingirem seus menores patamares em 2022, com a produção dos EUA e os estoques de gasolina subindo, ao mesmo tempo em que aumentavam as preocupações de que a desaceleração econômica enfraqueceria a demanda pela commodity.
A produção de petróleo americano subiu para 12,2 milhões de barris por dia na semana passada, seu nível mais alto desde agosto, informou a Administração de Informação de Energia na quarta-feira.
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Ásia
Os mercados asiáticos fecharam em baixa, com exceção do índice Hang Seng, de Hong Kong, que subiu 3,38%, depois que a imprensa local informou que a região está considerando flexibilizar ainda mais as medidas contra Covid, incluindo suspender a regra de máscara ao ar livre e relaxar os testes obrigatórios para chegadas.
Autoridades de saúde chinesas anunciaram nesta quinta-feira diretrizes para tratar pacientes com Covid em casa, um dia depois de formalizar uma política que permite que a maioria dos pacientes infectados fiquem em quarentena em casa, como parte das medidas de relaxamento no país.
Os preços do minério de ferro na China revertem a baixa da véspera e operam em alta, repercutindo o abrandamento das restrições ao Covid-19 no país.