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Ibovespa Futuro recua com atenção à inflação nos EUA e pacote de medidas de Haddad; Americanas (AMER3) no radar

Divulgação de dados de inflação nos EUA e renúncia do CEO na Americanas são alguns dos temas de maior destaque nesta quinta-feira

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Após o índice a vista subir por seis sessões consecutivas, o Ibovespa Futuro abriu em baixa nesta quinta-feira (12), com investidores atentos ao anúncio do primeiro pacote de medidas econômicas do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e aos dados de inflação ao consumidor nos Estados Unidos.

Haddad marcou para 14h30 (horário de Brasília), no Palácio do Planalto, o anúncio das medidas, seguido de coletiva de imprensa. O evento deve contar com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Os eixos de atuação incluem reavaliação das receitas federais para 2023 e medidas para ampliar a arrecadação e cortar gastos.

Em indicadores, a Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) de novembro ficou estável (0,0%) entre os meses de outubro e novembro, em seu segundo mês consecutivo sem apresentar crescimento. O consenso Refinitiv previa alta de 0,2% na comparação com outubro.

No campo corporativo, a expectativa é de que ações da Americanas (AMER3) sofram bastante no pregão de hoje após a varejista identificar inconsistências contábeis num valor de R$ 20 bilhões e os recém-empossados Sergio Rial (presidente) e André Covre (diretor financeiro e de relações com investidores) deixarem a companhia.

Às 9h12, o Ibovespa futuro para fevereiro operava com baixa de 0,80%, aos 113.090 pontos.

Nos EUA, os índices futuros operam perto da estabilidade, com todas as atenções voltadas para os dados de inflação ao consumidor de dezembro, que devem desacelerar e sinalizar ao Banco Central americano que sua política monetária restritiva surtiu efeito.

A média das projeções coletadas pela Refinitv aponta para estabilidade em relação ao mês de novembro e alta 6,5% na base anual.

Nesta manhã, Dow Jones Futuro subia 0,06%, S&P Futuro avançava 0,03% e Nasdaq Futuro tinha desvalorização de 0,07%.

Dólar

Após recuar para R$ 5,18 e atingir o menor valor em quase três semanas na sessão anterior, o dólar comercial operava com baixa de 0,12%, cotado a R$ 5,174 na compra e 5,175 na venda. Já o dólar futuro para janeiro tinha alta de 0,30%, a R$ 5,196.

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No mercado de juros, os contratos futuros operam com baixa, com exceção da ponta mais curta, dando continuidade ao movimento baixista registrada nas últimas sessões. O DIF24 (janeiro para 2024) opera estável, a 13,52%; DIF25, -0,01 pp, a 12,52%; DIF26, -0,03 pp, a 12,28%; DIF27, -0,02 pp, a 12,24%; DIF28, -0,05 pp, a 12,23%; e DIF29, -0,04 pp, a 12,30%.

Exterior

Os mercados europeus sobem e atingem o maior nível desde abril de 2022, com investidores aguardando o índice de preços ao consumidor dos EUA nesta quinta-feira. Economistas esperam que a inflação tenha esfriado em dezembro, o que pode sinalizar ao Fed que os aumentos anteriores nos juros surtiram os efeitos pretendidos.

Os preços do petróleo sobem na sessão de hoje, ampliando os ganhos da véspera, à medida que as perspectivas de demanda da China melhoram e aumentam as preocupações com o impacto das sanções sobre a oferta russa.

Ásia

Os mercados asiáticos fecharam com alta na sessão de hoje, com os investidores globais se preparando para a leitura de dezembro dos preços ao consumidor nos EUA.

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Já a inflação na China acelerou 1,8% em dezembro em relação ao ano anterior, com o aumento dos preços dos alimentos, mostraram dados do Escritório Nacional de Estatísticas. O indicador ficou em linha com as expectativas da Reuters e acima da leitura do mês anterior de 1,6%.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China caiu 0,7% em dezembro em relação ao ano passado, pior do que as expectativas de uma queda de 0,1%.

As cotações do minério de ferro na China também operam alta, com reabertura da China após a flexibilização das regras da Covid, aumentando o otimismo de que a demanda pela commodity crescerá em 2023.