Abertura do mercado

Ibovespa futuro recua após decisão do BCE de elevar juros; dados de arrecadação do Brasil no radar

Índice futuro segue com queda após a decisão da autoridade monetária europeia de elevar juros em 0,5 pontos para conter inflação

Por  Felipe Moreira -

O Ibovespa futuro opera em baixa nos primeiros negócios desta quinta-feira (21), em linha com pré-mercado em Nova York e bolsas da Europa.

O índice já operava em leve queda antes da decisão do Banco Central Europeu (BCE) elevar juros pela primeira vez em mais de uma década. A elevação foi em 0,5 ponto percentual. O movimento continuou após a decisão.

No Brasil o destaque do dia é a divulgação dos números de produção e vendas da Petrobras (PETR3;PETR4) após o fechamento do mercado. Às 10h30 (horário de Brasília) será divulgado o resultado da arrecadação de junho no país.

Do lado político, o presidente Jair Bolsonaro participa hoje, via videoconferência, da cúpula do Mercosul.

Às 9h27, o Ibovespa futuro com vencimento para agosto operava em baixa de 0,44%, aos 98.335 pontos.

O dólar comercial tinha leve queda de 0,11%, a R$ 5,454 na compra e R$ 5,455 na venda. O dólar futuro para agosto tinha baixa de 0,18%, a R$ 5,479.

Maioria dos juros futuros operam em alta: DIF23 (janeiro para 2023), 0,00 pp, a 13,86%; DIF25, +0,04 pp a 13,34%; DIF27, +0,05 pp, a 13,29%; e DIF29, +0,05 pp, a 13,41%.

Em Wall Street, os principais índices recuam  à medida que investidores acompanham a divulgação de balanços do segundo trimestre de 2022.

Dow Jones futuro recuava 0,25%, enquanto os futuros do S&P 500 caía 0,09% e o Nasdaq futuro operava com alta de 0,18%.

No início da manhã, as bolsas da Europa já registravam recuo na sessão de hoje, com investidores da região já antecipando a primeiro elevação da taxa de juros do Banco Central Europeu (BCE) em mais de uma década.

A entrevista da presidente do BCE, Christine Lagarde (9h45), será monitorada de perto pelos mercados, à medida que ela poderá sinalizar para um aperto mais agressivo nos próximos meses.

Ainda no radar europeu, a Rússia retomou o fornecimento de gás para a Europa através do gasoduto Nord Stream 1, dissipando os temores de interrupção de gás para o continente. O risco de um racionamento vinha pressionando não só as Bolsas europeias como também o próprio euro, que chegou a ficar mais barato que o dólar na semana passada. Isso não acontecia há 20 anos.

O primeiro-ministro da Itália, Mario Draghi, renunciou ao cargo pela segunda vez em uma semana, mas agora de forma definitiva.

Os mercados asiáticos fecharam sem direção definida depois que o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) manteve suas taxas de juros, como esperado, enquanto reduziu sua previsão de crescimento para 2022 e aumentou suas previsões de inflação.

O Banco do Japão deixou as taxas de juros de curto prazo em -0,1% e sua meta para o rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos (JGB) em torno de zero.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Segue em tendência de baixa no curto prazo e em consolidação no curtíssimo prazo. Ontem não conseguiu mostrar força para dar continuidade na alta e nem nas vendas. Próximo suporte: 94.000 pontos; próxima resistência: região do 101.000 pontos.

Dólar

“Dia mais comprador ontem e com fechamento próximo da resistência de R$ 5,500. Segue com força na tendência de alta e se romper o topo anterior, próxima resistência está em R$ 5,800.”

Procurando uma boa oportunidade de compra? Estrategista da XP revela 6 ações baratas para comprar hoje.

Compartilhe