Pré-mercado

Ibovespa futuro opera em queda com investidores se posicionando com cautela em “Super Quarta”

Quarta-feira é pautada por decisões monetárias nos Estados Unidos e no Brasil

Por  Vitor Azevedo

O Ibovespa futuro opera em queda no início do pregão desta quarta-feira (4), dia marcado por importantes decisões monetárias tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O contrato com vencimento em junho, às 9h25, retrocede 0,35%, aos 107.420 pontos, descolado dos futuros americanos.

Nos EUA, os contratos do Dow Jones, do S&P 500 e do Nasdaq para junho avançam, respectivamente, 0,40%, 0,46% e 0,39%. Por lá, o aguardado é que o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) anuncie uma alta de 50 pontos-base da taxa de juros, bem como o início de um plano para cortar seu balanço de cerca de US$ 9 trilhões em US$ 95 bilhões por mês, a partir de junho.

Esses dois pontos mencionados já estão meio que anunciados. Os investidores se posicionam com cautela, agora, esperando o que o presidente do Federal Reserve Jerome Powell irá sinalizar para as próximas reuniões na entrevista coletiva que se dá após a decisão O mercado espera para ver se o tom das falas será mais hawkish, com maior endurecimento da política monetária, ou mais dovish, com medidas mais brandas.

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A decisão sobre a política monetária na maior economia do mundo acaba ainda impactando os demais mercados. Na Europa, investidores também evitam tomar grandes posições, com os índices trazendo pouca variação – apesar da tendência ser, majoritariamente, de queda.

O DAX, da Alemanha, cai 0,04%. O FTSE, de Londres, recua 0,42%. O CAC 40, da França, tem queda de 0,35%. O STOXX 600, de toda a zona do Euro, cai 0,45%.

Por lá, a propensão de queda dos índices é reforçada pela proposta da União Europeia de um gradual banimento do petróleo russo. O embargo deve ainda ser votado em assembleia pelos membros do bloco, onde deve encontrar alguma resistência, mas apenas a sinalização já é suficiente para aumentar o temor de recessão no continente, muito dependente dos combustíveis provenientes do país governado por Vladimir Putin.

“A UE propôs uma proibição progressiva das importações de todo o petróleo russo, enquanto os estados membros tentam chegar a um acordo sobre um sexto pacote de penalidades contra Moscou por sua invasão na Ucrânia. A proibição abrangerá todo o petróleo russo, disse a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Ela prometeu eliminar gradualmente os suprimentos de forma ‘ordenada’, atingindo petróleo bruto dentro de seis meses e produtos refinados até o final do ano”, explica a XP Investimentos, em seu morning call. 

O preço do barril do petróleo Brent para julho reage à notícia e avança 4,28%, a US$ 109,40. O WTI para junho, por sua vez, tem alta de 4,3%, indo a US$ 106,84.

Na Ásia, as bolsas do Japão e da China ficaram fechadas por conta de feriados. O HSI, de Hong Kong, onde a bolsa abriu, recuou 1,10%, com a Tencent e a Alibaba recuando, respectivamente, 3,05% e 3,74%. A Kospi, da Coreia do Sul, caiu 0,11%.

Com os negócios na China parados, o minério de ferro registrou queda de 0,54% em Cingapura.

Brasil tem decisão do Copom

Além da decisão da taxa de juros nos Estados Unidos, o Brasil também tem nesta quarta-feira o seu Banco Central fixando uma nova taxa de juros.

“O consenso do mercado é um aumento de um ponto (indo a 12,75%) mas, como nos EUA, as expectativas permanecem sobre a divulgação da decisão e os próximos passos”, diz a XP Investimentos. Com a inflação por aqui ainda alta – assim como no restante do mundo -, investidores se perguntam se o ciclo de altas se encerrará agora ou no futuro.

A curva de juros opera em alta. O contrato DI para janeiro de 2023 sobe 0,01 ponto porcentual, a 13,12%; assim como o DI para janeiro de 2025 sobe 0,04 pp, a 12,23%. Na ponta longa, os DIs para 2027 e 2029 têm seus rendimentos subindo, respectivamente, 0,02 pp e 0,01 pp, para 12,07% e 12,17%.

O dólar futuro avança 0,34%, a R$ 5,018. O dólar comercial sobe 0,37%, a R$ 4,981 na compra e a R$ 4,982 na venda. A moeda brasileira vai no sentido contrário do DXY – o índice, que mede a força da moeda americana frente a outras divisas mundiais, tem queda de 0,09%.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“A sessão da véspera foi mais calma. Depois do índice testar o suporte de 106 mil, ele não mostrou força para compra e nem para venda. Hoje, com o calendário econômico cheio, podemos esperar mais volatilidade”.

Dólar

“O dólar voltou a trabalhar abaixo da resistência de R$ 5,120, dando sinal de possível consolidação nessa região”.

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