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Ibovespa Futuro opera quase estável repercutindo Marina candidata e PMIs pelo mundo

Marina Silva oficializou a sua candidatura pelo PSB ontem à noite; mercado ainda digere dados ruins da indústria da China e mistos da zona do euro

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SÃO PAULO – Após cinco sessões de alta, o Ibovespa Futuro registra uma sessão praticamente estável, de olho nos dados industriais da zona do euro e da China e repercutindo a corrida eleitoral. Às 09h04 (horário de Brasília), o contrato futuro com vencimento em outubro registrava leves perdas de 0,15%, a 59.610 pontos. 

Em destaque mais uma vez, está o cenário eleitoral, após ser oficializada a candidatura de Marina Silva a presidente pelo PSB. E ela já deu sinalizações de como será o seu mandato no campo econômico se for eleita. Marina defendeu ontem o tripé econômico, baseado pelo regime de metas de inflação, superávit primário e câmbio flutuante, em um discurso sintonizado com o de Eduardo Campos, que morreu no último dia 13 em um desastre aéreo. Ela também lembrou que defendia essas posições em 2010, quando foi candidata à Presidência pelo PV e teve quase 20 milhões de votos.

“Poderemos combinar os instrumentos da macroeconomia com a microeconomia para que o Brasil possa voltar à estabilidade econômica, esse será o nosso esforço”, afirmou. 

O mercado também seguir repercutindo as medidas do governo para incentivar o crédito, que vem perdendo fôlego em um momento que a atividade econômica se mostra cada vez mais fraca. Entre as medidas, está a criação de Letras Imobiliárias Garantidas (conhecidas como “covered band”), que serão isentas de Imposto de Renda, assim como que imóveis quitados poderão ser usados como garantia de operações de crédito de qualquer natureza. 

As medidas agradaram os bancos. O Santander (SANB11) avaliou que as medidas terão reflexos positivos sobre a atividade econômica, tanto pela liberação de mais recursos de depósitos compulsórios para operações de crédito quanto pelo foco no financiamento imobiliário e para compra de veículos. Já o presidente-executivo do Bradesco (BBDC3BBDC4), Luiz Carlos Trabuco, disse que as medidas do BC serão positivas para os bancos, mas que ainda há espaço para maior flexibilização dos requerimentos de capital.

Para a agência de classificação de risco Fitch, as medidas do BC para incentivar empréstimos por bancos locais podem não ser suficientes para superar as preocupações de muitos bancos com a qualidade de crédito, diante da desaceleração macroeconômica do país. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), espécie de sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), recuou 0,18% em maio ante abril, reforçando as expectativas de que a economia deve ter recuado no trimestre passado e entrado em recessão técnica.

Dia misto no noticiário internacional
No noticiário internacional, o dia é misto, com os investidores digerindo os diversos dados econômicos da zona do euro e da Ásia. As bolsas da Ásia encerraram o dia sem direção única nesta quinta-feira, a exemplo do que aconteceu ontem, com os principais mercados da China em queda após os dados decepcionantes da atividade industrial do país.

O crescimento do setor industrial da China desacelerou para o ritmo mais fraco em três meses em agosto, com perda de força da produção e de novas encomendas, mostrou nesta quinta-feira o Índice de Gerentes de Compras (PMI) preliminar do HSBC, aumentando as preocupações sobre a economia.

Já o PMI Composto caiu para 52,8 neste mês, de 53,8 em julho, registrando a mínima dos últimos dois meses. Economistas consultados pela Dow Jones Newswires projetavam uma queda menos acentuada para 53,4.

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