Abertura do mercado

Ibovespa futuro opera próximo à estabilidade, com atenção a balanços nos EUA; juros e dólar recuam

Dados de companhias de tecnologia são monitorados pelos investidores

Por  Felipe Moreira

O Ibovespa futuro opera perto da estabilidade nos primeiros negócios desta sexta-feira (22), à medida que investidores repercutem a produção mais fraca da Petrobras no segundo trimestre, mas em linha com consenso de mercado.

No front econômico, o Ministério da Economia publica o relatório bimestral de receitas e despesas, que avalia o cumprimento da meta fiscal e do teto de gastos, seguido de entrevista coletiva do secretário especial do Tesouro e Orçamento, Esteves Colnago.

Às 9h08, o Ibovespa futuro com vencimento para agosto operava em alta de 0,11%, aos 98.335 pontos.

O dólar comercial tinha leve queda de 0,16%, a R$ 5,486 na compra e R$ 5,487 na venda. O dólar futuro para agosto tinha baixa de 0,23%, a R$ 5,497.

Juros futuros operam em baixa: DIF23 (janeiro para 2023), -0,02 pp, a 13,88%; DIF25, -0,06 pp a 13,38%; DIF27, -0,06 pp, a 13,30%; e DIF29, -0,06 pp, a 13,39%.

Em Wall Street, os principais índices operam sem direção única nesta manhã, em meio à safra de balanços: Dow Jones futuro subia 0,17%, enquanto o futuro do S&P 500 caía 0,13% e o Nasdaq futuro recuava 0,26%.

O resultado da Snap pesou sobre ações de mídias sociais e de tecnologia com preocupações que pudessem ser impactadas pela desaceleração das vendas de publicidade online. Os números do Twitter são divulgados nesta manhã.

Às 10h45 serão publicados índices de gerentes de compra (PMI, no acrônimo em inglês) de serviços e da indústria nos EUA.

Já as bolsas da Europa operam em alta após BCE elevar os juros pela primeira vez em 11 anos. O BCE também introduziu um plano de proteção de títulos projetado para limitar os custos de empréstimos em toda a região e limitar a fragmentação para países endividados no sul da Europa.

Na frente de dados, leituras do PMI (índices de atividades econômicas) hoje mostraram que a atividade de negócios da zona do euro encolheu em julho, com a desaceleração na manufatura ganhando ritmo e o crescimento do setor de serviços desacelerando, com custos crescentes forçando os consumidores a reduzir despesas.

Os mercados asiáticos terminaram a semana sem direção definida, à medida que a inflação no Japão aumenta. Dados divulgados hoje mostraram que os preços no Japão subiram 2,2% em junho em relação a um ano atrás, em linha com o consenso de mercado.

Análise técnica por Pamela Semezatto, analista de investimentos e especialista em day trader da Clear Corretora

Ibovespa

“Tendência de baixa no curto prazo e com movimentos mais laterais no curtíssimo prazo. Fez um fundo mais baixo do que o anterior e se seguir o mesmo comportamento que vem fazendo no último mês, está caminhando para testar a resistência em 101 mil pontos”.

Dólar

“Dia mais forte na compra e conseguiu fechar acima da resistencia de R$ 5,500. Segue em tendência de alta e a próxima resistência está na região de R$ 5,75 e R$ 5,80”.

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