Abertura

Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos de olho nos desdobramentos do acordo EUA-China

Mercado começa a semana com uma leve desconfiança acerca dos próximos passos das tratativas comerciais

(Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre entre perdas e ganhos nesta segunda-feira (14) com um movimento de realização de ganhos depois da alta de mais de 1% do índice à vista na semana passada (1,98% na sexta). Neste pregão, os investidores seguem animados com o acordo comercial parcial entre Estados Unidos e China, mas temem desdobramentos que desmintam o cenário de euforia precificado na última sexta-feira.

De acordo com notícia da Bloomberg, a China quer mais conversas até o fim de outubro para acertar os detalhes da “primeira fase” (palavras do presidente americano, Donald Trump) do acordo comercial antes do presidente chinês, Xi Jinping, assiná-lo.

Às 9h05 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para outubro caía 0,04% a 103.505 pontos, enquanto o dólar futuro para novembro subia 0,32% a R$ 4,1245.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 avança três ponto-base a 4,58% e o DI para janeiro de 2023 tem alta de dois pontos-base a 5,59%.

Entre os principais pontos do acordo comercial estão o entendimento nas áreas cambial, de propriedade intelectual, de serviços financeiros e o aumento entre US$ 40 bilhões e US$ 50 bilhões das compras chinesas de produtos agrícolas norte-americanos.

Pelo Twitter, na noite de domingo, Trump escreveu que concordou em não elevar as tarifas de 25% para 30% em 15 de outubro e que o “relacionamento com a China é muito bom”.

“Terminamos a grande parte da fase um do negócio e seguiremos diretamente para a fase dois. O contrato da fase um pode ser finalizado e assinado em breve”, tuitou Trump, acrescentando que, pelo acordo, a China começará a comprar grandes quantidades de produtos agrícolas “imediatamente”, sem esperar que os termos sejam assinados, nas próximas três ou quatro semanas.

Entre os indicadores desta segunda, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) avançou 0,07% em agosto na comparação mensal, contra 0,2% esperados pelos economistas do consenso Bloomberg. O dado é considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

Relatório Focus

O mercado financeiro manteve as projeções de crescimento do PIB para 2019 em 0,87% e 2% em 2020, apontou o Relatório Focus do Banco Central desta segunda-feira.

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Já a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caiu de 3,42% em 2019 para 3,28%. Para 2018, a mediana das previsões também caiu, de 3,78% para 3,73%.

A perspectiva para a taxa básica de juros Selic foi mantida em 4,75% para este ano, mas cortada de 5% para 4,75% em 2020.

Noticiário Corporativo

A Petrobras fechou a venda à Imetame Energia Lagoa Parda da totalidade de suas participações dos campos terrestres do Polo Lagoa Parda, próximo ao município de Linhares (ES), pelo valor de US$ 9,372 milhões, que serão pagas em duas parcelas. A produção média atual do polo é de aproximadamente 300 barris de óleo por dia e 5,5 mil m³/dia de gás.

A Natura divulgou detalhes sobre o processo em que a recém-criada holding Natura&Co passará a abrigar as operações atuais de cosméticos e também as operações que serão agregadas após a compra da norte-americana Avon. A previsão é de que esse processo custe R$ 349 milhões, incluindo avaliações, publicações, assessoria jurídica e demais assessorias, segundo comunicado do grupo.

A American Airlines Group disse que está negociando uma possível parceria com a Gol. Uma porta-voz afirmou que a companhia aérea americana está “sempre procurando parceiros em potencial”. A Gol se recusou a comentar. A American afirmou que estava negociando um acordo que poderia “integrar voos entre as duas companhias aéreas na América Latina”.
A Folha destacou que, para estimular governadores a vender companhias estaduais de saneamento, o Ministério da Economia fez um estudo em que detalha o potencial de ganho aos cofres públicos com as privatizações. Segundo a publicação, o documento conclui que a meta de universalização do saneamento básico até 2033 só será cumprida desta maneira. Para o governo, as empresas de saneamento valeriam até R$ 140 bilhões.

(Com Agência Estado, Agência Brasil e Bloomberg)

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