Abertura

Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos contrapondo alívio no Brexit e vitória de Fernández na Argentina

Mercado opera sem direção em dia de notícias mistas, com o índice futuro novamente acima dos 108 mil pontos

Painel de ações e gráfico (Crédito: Shutterstock)
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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro abre entre perdas e ganhos nesta segunda-feira (28) refletindo notícias mistas no campo internacional. Por um lado, a China e os Estados Unidos estão perto de terminar a fase 1 do acordo comercial, ao mesmo tempo em que a União Europeia aprovou o pedido do Reino Unido para prorrogação do prazo do Brexit, que foi de 31 de outubro para 31 de janeiro.

Por outro, não cai bem para o mercado brasileiro a confirmação da vitória de Alberto Fernández em primeiro turno nas eleições argentinas, mas o desfecho do pleito no país vizinho já era esperado desde agosto, quando aconteceram as primárias no país. O peronista Fernández bateu o liberal Mauricio Macri por 48% a 40% e já anunciou que irá congelar preços por 180 dias para enfrentar a inflação, além de promover um aumento nos salários e corte nos juros.

Às 9h13 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa para dezembro ficava estável a 108.060 pontos. O dólar futuro para novembro caía 0,22% a R$ 3,996.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2021 fica estável a 4,4% e o DI para janeiro de 2023 avança um ponto-base a 5,43%.

Sobre a guerra comercial, o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, disseram ter tido conversas produtivas com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He. Assim, os riscos de um recrudescimento no conflito entre os dois países se reduz.

Nos EUA, os investidores também vão monitorar ainda a enxurrada de resultados, com mais de 140 empresas com divulgações previstas para essa semana. Hoje, o destaque fica, para após o fechamento do mercado, com Alphabet, controladora do Google. Antes da abertura, os investidores vão monitorar os números da AT&T e Spotify.

Vale lembrar que a semana tem decisões de política monetária do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom) na quarta-feira (30).

Focus

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) no fim de 2019. O Relatório de Mercado Focus trouxe nesta segunda-feira, 21, que a mediana das previsões para a Selic este ano foi de 4,75% para 4,50% ao ano. Há um mês, estava em 5,00%.

Já a projeção para a Selic no fim de 2020 seguiu em 4,75% ao ano, ante 5,00% de quatro semanas atrás.

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No caso de 2021, a projeção permaneceu em 6,50%, ante 6,75% de um mês antes. A projeção para a Selic no fim de 2022 permaneceu em 7,00%, mesmo porcentual de quatro semanas antes.

Em setembro, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC cortou a Selic em 0,50 ponto porcentual, de 6,00% para 5,50% ao ano. Foi o segundo corte consecutivo da taxa básica. No comunicado sobre a decisão, o BC avaliou que o cenário externo, apesar de incerto, está favorável para países emergentes.

Além disso, reconheceu avanços nas reformas econômicas e divulgou projeções comportadas de inflação para 2019 e 2020. Neste contexto, a instituição também indicou que pode promover novos cortes na Selic. Estas mensagens foram reforçadas pela ata do encontro e pelo Relatório Trimestral de Inflação (RTI).

Bolsas Internacionais

Os índices futuros de Nova York apontam para uma abertura em alta hoje, diante dos sinais de avanços nas conversas entre EUA e China para finalização da fase um do acordo, que poderá ser assinado em meados de novembro, durante cúpula de países no Chile.

A pré-abertura dos mercados refletiu as informações de sexta-feira de que os países fizeram progressos no objetivo de finalizar a fase um do acordo, após as conversas entre o representante comercial dos EUA, Robert Lighthizer, e o secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, com o vice-primeiro-ministro chinês, Liu He.

Na Ásia, o avanço das conversas levou os mercados a fecharem em alta e o yuan a se valorizar frente ao dólar. O Ministério do Comércio da China disse, no sábado, que os dois lados concordaram em tratar adequadamente as questões centrais da disputa, segundo a Reuters.

Entre os indicadores, o lucro das grandes empresas industriais da China recuou 5,3% em setembro, na comparação anual, e se somou ao declínio de 2,0% registrado em agosto. Segundo informou neste domingo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês).

O resultado industrial chinês reflete aprofundamento da deflação dos preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) e vendas mais lentas. Ao longo dos primeiros nove meses deste ano, o lucro industrial caiu 2,1% em base anual. O setor automotivo, no período, registrou queda de 16,6%, afetado principalmente pela desaceleração econômica.

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Na Europa, os principais mercados operam, em sua maioria, em baixa, mesmo após a confirmação da extensão do prazo do Brexit para 31 de janeiro. Dessa forma, o Reino Unido poderá deixar a UE a qualquer momento antes da nova data.

Agora, o primeiro-ministro, Boris Johnson, precisa que o Parlamento britânico aprove o acordo de saída costurado com a União Europeia. Johnson aumentou a pressão sobre os líderes da oposição para realizar uma eleição geral antecipada em dezembro.

Além do Brexit, as bolsas europeias estão pressionadas pela safra de resultados corporativos, principalmente do HSBC, maior credor europeu, que viu seus lucros antes de impostos recuarem 18% no terceiro trimestre, levando as ações do banco a recuarem cerca de 4,7%.

Noticiário Corporativo

A Samarco conseguiu todas as licenças ambientais necessárias para reiniciar suas operações, segundo informa a Vale em fato relevante. Nesta sexta, a companhia recebeu a Licença Operacional Corretiva (LOC) para o Complexo Germano, em Minas Gerais. A licença foi aprovada pela Câmara de Atividades Minerárias (CMI) do Conselho Estadual de Política Ambiental (Copam).

A Petrobras Distribuidora informou que vai realizar o pagamento de R$ 2,469 bilhões em dividendos na próxima terça-feira, 29 de outubro. O montante refere-se à segunda parcela de dividendos do exercício de 2018, segundo informou a companhia em aviso aos acionistas, divulgado na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

No radar de resultados, a Hypera teve lucro líquido de R$ 267,2 milhões no terceiro trimestre, alta de 10,3% sobre um ano antes, influenciado pela redução do imposto de renda, devido ao aumento dos juros sobre capital próprio. Já a Enel registrou lucro líquido de R$ 345,6 milhões no terceiro trimestre de 2019, ante R$ 2,8 milhões registrado em igual período em 2018.

(Com Agência Estado, Agência Brasil, e Bloomberg)

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