Abertura

Ibovespa Futuro opera entre perdas e ganhos após renovar máxima histórica; investidores monitoram coronavírus

Pré-market opera de maneira indefinida com resultados dos EUA, política e doença no radar

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera entre leves perdas e ganhos nesta sexta-feira (24) após atingir nova máxima histórica na véspera, ultrapassando os 119.500 pontos. Nesta sessão, os investidores em Brasil acompanham o desempenho das bolsas internacionais.

Houve alívio no mercado global na véspera, quando a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciou ser muito cedo para afirmar que o coronavírus é uma emergência internacional. O cenário de maior tranquilidade se estende nesta sessão. Apesar disso, o governo chinês informou que o número de mortos pela doença aumentou para 25 e as pessoas infectadas são 850.

Às 9h15 (horário de Brasília) o contrato futuro do Ibovespa com vencimento em fevereiro registrava leve alta de 0,05% a 119.880 pontos, enquanto o dólar futuro com o mesmo vencimento tinha alta de 0,05% a R$ 4,175. O dólar comercial, por sua vez, registrava ganhos de 0,17%, a R$ 4,1731 na compra e R$ 4,1738 na venda.

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No mercado de juros futuros, o DI para janeiro de 2022 tem queda de um ponto-base a 4,97%, o DI para janeiro de 2023 registra perdas de dois pontos-base a 5,55% e o DI para janeiro de 2025 perde também dois pontos-base a 6,30%.

Com a agenda de indicadores esvaziada, o destaque fica para os resultados das empresas dos Estados Unidos. A fabricante de microprocessadores Intel demonstrou números bem mais fortes que o esperado no quarto trimestre, injetando otimismo em Wall Street.

“Imposto do pecado” e reforma tributária

O Ministério da Economia estuda elevar os impostos sobre cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes e alimentos com açúcar, disse ontem em Davos o ministro Paulo Guedes, que apelidou a iniciativa de “imposto do pecado”. “Estou doido para elevar o imposto do açúcar.

Pedi para simular tudo”, afirmou Guedes durante o Fórum Econômico Mundial na Suíça. Países europeus já taxam mais pesadamente os refrigerantes e alimentos com excesso de açúcar, embora nos Estados Unidos isto ainda não ocorra. Contudo, o presidente Jair Bolsonaro rejeitou publicamente a ideia ao chegar à Índia.

Enquanto isso, em Davos, Guedes disse ainda que começa a enviar reforma tributária ao Congresso em duas ou três semanas. O ministro acredita que a aprovação da reforma saia ainda este ano.

Noticiário político

Bolsonaro (sem partido) recuou, nesta sexta-feira sobre um possível fatiamento do Ministério da Justiça e Segurança Pública – comandado pelo ministro Sergio Moro. Um dia após indicar que a recriação da pasta da Segurança Pública estaria em estudo, o mandatário agora diz que a chance de isso acontecer no momento é “zero”.

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O movimento, demandado por alguns secretários estaduais de Segurança, gerou um novo desconforto entre o presidente e o ministro, já que na prática representaria mais uma perda de espaço de Moro no governo. Caso o fatiamento ocorresse, o ex-juiz da Lava-Jato permaneceria à frente do Ministério da Justiça, mas perderia a frente sobre políticas de combate à criminalidade.

Noticiário corporativo

A CSN informou que venderá US$ 1 bilhão (R$ 4,16 bilhões) em notes nos Estados Unidos, com vencimento para 2028. Segundo a siderúrgica, o dinheiro levantado com a operação será usado no pagamento de outras notes emitidas pela empresa no passado e que vencem em 2020. Já a Petrobras comunicou que iniciou a fase não vinculante para a venda da sua participação na BSBios, produtora de biocombustível no Sul do Brasil.

A Minerva, por sua vez, comunicou que a oferta de ações da companhia movimentou R$ 1,235 bilhão a um preço de R$ 13, ou desconto de 8,90% frente o fechamento de quinta-feira.

(Com Agência Brasil)

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