Pré-mercado

Ibovespa futuro opera entre altas e baixas, acompanhando Wall Street, à espera de inflação nos EUA

Investidores aguardam publicação de dados de preços ao consumidor nos EUA antes de se posicionarem

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa futuro opera entre altas e baixas nesta quarta-feira (12), recuando 0,15% às 9h20 (horário de Brasília), aos 104.665 pontos. O contrato futuro do índice com vencimento em fevereiro opera instável, até então, acompanhando a performance das principais bolsas internacionais, com investidores de olho na publicação de dados da inflação americana.

Nos EUA, porém, ainda há uma leve tendência de alta, após falas emitidas pelo presidente do Federal Reserve Jerome Powell ontem em audiência no Congresso americano serem interpretadas como “mais brandas”. O Dow Jones avança, às 9h22, 0,07%. O S&P 500, 0,05%. A Nasdaq, 0,08%.

Powell, diferente de alguns outros diretores do Fed, não deu indícios em seu discurso de que uma alta da taxa de juros já está confirmada para a próxima reunião do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês), marcada para março. Apesar disso, ele defendeu que no caso de a inflação no país continuar elevada estará pronto para usar “todos os instrumentos disponíveis”.

Às 10h30, o escritório de estatísticas dos Estados Unidos publica dados da inflação ao consumidor de dezembro.

“Projeções apontam para um aumento de 0,4% nos dados de dezembro e 7,0% na comparação anual. O CPI, que será divulgado às 10h30, deve marcar a maior variação interanual em 4 décadas. Esse dado de inflação é um dos indicadores que contribui significativamente para o conjunto de informações que o FED usará para decidir sobre o ritmo de elevação dos juros”, afirma a XP Investimentos, em seu morning call.

Na China, os dados da inflação ajudaram os principais índices a fecharem em altas consideráveis, com o de Shangai avançando 0,84% e o HSI, de Hong Kong, 2,79%. A cesta de produtos monitorada pelo governo do país teve o seu preço recuando 0,30% em dezembro.

Ainda na Ásia, o Nikkei, do Japão, e o Kospi, da Coréia do Sul, avançaram, respectivamente, 1,92% e 1,54%.

“O dado da China abre espaço para uma política monetária mais branda, reduzindo as preocupações dos investidores com uma possível desaceleração na economia do país, apoiando incorporadoras imobiliárias e outros grandes compradores de matérias-primas”, apontou a XP.

O minério de ferro, com isso, avançou 3,49% no porto de Qingdao, a US$ 133,68. Em Dalian, a commodity teve alta de 3,07%, a 737.500 iuanes, ou US$ 115,86.

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Investidores no Brasil de olho em pesquisas eleitorais

No cenário interno, é destaque nesta quarta-feira a publicação da primeira pesquisa eleitoral registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) do ano, da Genial/Quaest. Segundo ela, o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva, se as eleições fossem hoje, venceria o atual presidente Jair Bolsonaro no primeiro turno.

Investidores ainda veem com ressalvas uma possível vitória de Lula. Matéria do jornal Estadão publicada hoje afirma que o desenvolvimento do plano econômico do candidato do PT está sendo disputado internamente por quatro grupos – todos eles, porém, concordam em alguns pontos sensíveis ao mercado, como o fim do teto de gastos.

O dólar comercial avança 0,28%, negociado a R$ 5,595 na compra e a R$ 5,596 na venda. O futuro tem alta de 0,53%. a R$ 5,623.

A curva de juros, por sua vez, opera com leve tendência de queda. O contrato DI para janeiro de 2023 recua um ponto-base, para 12,02%. O para janeiro de 2025 cai quatro pontos, para 11,48%. O para janeiro de 2029 recua seis pontos, para 11,48%.

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