Pré-mercado

Ibovespa futuro opera em queda, acompanhando EUA; Dólar volta a subir

Contrato para agosto acompanha movimento visto nos EUA, com investidores aguardando ata do FOMC

Por  Vitor Azevedo -

O Ibovespa futuro opera em baixa no início do pré-mercado desta quarta-feira (6). Às 9h20 (horário de Brasília), o contrato do principal índice da Bolsa brasileira para agosto cai 0,47%, aos 98.995 pontos, acompanhando o que é visto nos Estados Unidos.

Antes de a bolsa americana abrir, os futuros por lá têm leve tendência de queda – com o do Dow Jones caindo 0,30%, o do S&P 500 0,43% e o da Nasdaq, 0,59%.

Por lá, investidores continuam a monitorar as chances de recessão, que vêm sendo vista como crescente. Investidores, nesta quarta, aguardam a publicação dos PMIs de junho do setor de serviços e compostos pelo S&P 500, às 10h45, e do PMI não-manufatura do ISM, às 11h. Neste último horário, há também a divulgação da oferta de empregos JOLTs de maio.

Além disso, há também a divulgação da ata do último Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve, às 15h.

“A ata da última reunião do Federal Reserve será examinada para obter informações sobre o estado da economia e os esforços do banco central americano para controlar a inflação por meio de aumentos nas taxas de juros”, comentam os analistas da XP Investimentos em seu morning call. “O mercado de ações nos Estados Unidos apresentou leve alta nos últimos dias, com alguns investidores mudando suas opiniões sobre a agressividade do aperto do banco central à medida que o crescimento econômico e o sentimento do consumidor enfraqueceram”.

No pré-mercado americano, os títulos do tesouro americano com vencimento em dez anos têm suas taxas caindo 2,4 pontos-base, a 2,787%.

Na Europa, a tendência é de alta, com os índices se recuperando parcialmente das consideráveis quedas da véspera – após uma bateria de dados fracos aumentar o temor de que a economia do velho continente irá recuar em 2022. Mais cedo, houve a publicação por lá de que em maio, por lá, as vendas do varejo da União Europeia cresceram 0,2%, ante consenso de alta de 0,4%.

Quem se recupera também no pregão de hoje é o preço do barril do petróleo, com o Brent avançando 1,68%, a US$ 104,50.

Os principais índices asiáticos, por último, fecharam todos em queda, revertendo o sinal do pregão desta terça. O Nikkei, do Japão, recuou 1,20%; o Shaghai, da China continental, 1,43%; o HSI, de Hong Kong, 1,22%; e o Kospi, da Coreia do Sul, 2,13%.

“Novos anúncios de testagem em massa na China para contenção do contágio de Covid-19 alimentaram receios acerca do impacto de possíveis bloqueios (lockdowns) sobre o consumo de derivados do petróleo”, diz a XP Investimentos.

O minério de ferro, apesar disso, avançou 1,84% no porto chinês de Dalian, a  US$ 111,31 a tonelada

No Brasil, Ibovespa futuro repercute PEC dos benefícios

No cenário local, investidores continuam monitorando a tramitação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) dos Benefícios, que vem pesando na performance do índice, do dólar e do juros.

“A votação da PEC dos Benefícios em comissão especial na Câmara dos Deputados foi adiada na madrugada desta quarta-feira, após um pedido de vistas”, explicam os analistas da XP. “Antes do adiamento, o relator da proposta, Danilo Forte (União Brasil-CE), chegou a ler seu relatório final, mantendo o texto aprovado no Senado (que prevê custo fiscal de R$ 41,25 bilhões fora do teto de gastos). A matéria poderá ser votada na comissão (e talvez em Plenário) a partir de quinta-feira”.

Apesar do recuo da curva de juros americana, a brasileira aponta para mais um dia de alta. O DI para janeiro de 2023 tem sua taxa subindo um ponto-base, para 13,73%, bem como o para 2025, que vai a 12,84%. As taxas dos DIs para 2027 e 2029, por sua vez, sobem, ambas, dois pontos, a 12,78% e 12,92%.

O dólar comercial volta a avançar frente ao real, com alta de 0,38%, a R$ 5,409 na compra e a R$ 5,410 na venda.

Análise Técnica com Pam Semezzato, da Clear Corretora

Ibovespa

“Depois de romper o suporte de 100.000 pontos, ainda não mostrou boa continuidade do rompimento para confirmar a tendência de baixa. Porém, também não mostrou força na compra, se segurando nessa região que é de briga. Ainda em formação de alargamento, ontem testou a linha do alargamento pela terceira vez e deixou um candle que sugere compras se hoje a máxima de ontem for rompida.”

Dólar

“Segue bem forte no movimento de alta, rompeu a resistência de R$ 5,300 e segue com candles com bom deslocamento e continuidade. Ontem quase atingiu o primeiro ponto de resistência em R$ 5,500 e volta para o range de preços que trabalhou por muito tempo (suporte R$ 5,300 e resistência R$ 6,100).”

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