Ibovespa Futuro opera em queda à espera de dados dos EUA e do Fed

Investidores aguardam dados norte-americanos e reunião do Fomc na próxima semana; IBC-Br recua 0,33% em julho

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro opera em queda nesta sexta-feira (13), com investidores aguardando dados norte-americanos. O temores acerca da reunião do Fomc (Federal Open Market Comittee) que será realizada na próxima semana tomam conta dos mercados, com investidores perdendo o apetite por risco visto no início do mês a medida que crescem os rumores sobre a redução do programa de estímulo monetário norte-americano. Às 9h05 (horário de Brasília), os contratos futuros com vencimento em outubro recuavam 0,44%, a 52.310 pontos.

Por aqui, ainda repercute o IBC-Br (Índice Mensal de Atividade Econômica), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), que registrou recuo de 0,33% na atividade econômica em julho, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo Banco Central, mas vindo mais forte do que o esperado pelos analistas de mercado.

Enquanto isso, os temores em relação à uma ação militar na Síria continuam, em meio às conversações entre o secretário de estado norte-americano John Kerry e o ministro das relações exteriores da Rússia, Sergei Lavrov sobre o programa de retirada de armas químicas da Síria. Na véspera, Kerry destacou que “palavras” não seriam suficientes.

Federal Reserve em foco
Os mercados têm prestado muita atenção aos dados norte-americanos desde maio, quando Ben Bernanke, presidente do Fed, indicou que, caso a economia continuasse mostrando sinais de melhora o programa seria reduzido, os mercados reagem a qualquer dado norte-americano, em geral com desvalorização, mesmo que o indicador seja positivo. Nesta sessão, serão divulgados os dados de vendas no varejo – importante mensuração de consumo – e a prévia da confiança do consumidor, mensurada pela Universidade de Michigan. Além disso, serão divulgados os estoques de empresas e os preços ao produtor no país.

Vale ressaltar ainda que, segundo o jornal japonês Nikkei, na próxima semana o presidente dos EUA, Barack Obama, nomeará Lawrence Summers como novo presidente do Federal Reserve. O periódico citou fontes que não quiseram ser reveladas e noticiou ainda que Lael Brainard será o vice-presidente. O mercado especulava que a disputa pelo cargo de chefe do BC estava entre Summers, ex-secretário do tesouro e Janet Yellen, vice-presidente do Fed.

Mineradoras caem na Europa
No Velho Continente, os índices acionários operam estáveis, com investidores aguardando os indicadores norte-americanos. As ações de mineradoras sofrem fortes perdas com os preços de minérios caindo. Nem mesmo um recuo menor do que o esperado no número de pessoas empregadas na Europa em julho anima os investidores. Em destaque na agenda econômica, está a produção do setor de construção do Reino Unido, que apresentou crescimento em julho, impulsionada por um forte aumento nas encomendas no segundo trimestre, registrando alta de 2,2% no mês. 

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Na Ásia, por sua vez, a maior parte dos índices fechou em queda, com exceção do japonês Nikkei, que zerou as perdas vistas durante o pregão com a revisão da produção industrial do país mostrar crescimento de 3,4% em julho, ante estimativa anterior de 3,2%. O índice acionário encerrou o pregão com alta de 0,12%, a 14.404 pontos.