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Ibovespa Futuro opera em baixa, com repercussão da ata do Copom e IPCA-15 no radar

No fim do dia ainda serão divulgados resultados de CVC, Rede D'Or e JBS

Felipe Moreira

B3 (Germano Lüders/InfoMoney)
B3 (Germano Lüders/InfoMoney)

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O Ibovespa Futuro opera com perdas nesta terça-feira (26), com investidores digerindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) realizada nos dia 19 e 20 de março, bem como dados de inflação medidos pelo IPCA-15 de março.

A minuta detalha que o Banco Central do Brasil buscou mais flexibilidade ao mudar sinalização de juros. Assim, o Comitê decidiu mudar sua orientação e antecipar uma redução de 0,50 ponto percentual na taxa de juros apenas para a próxima reunião, retirando o plural do chamado “guidance”. Já a prévia da inflação oficial do país desacelerou em março, para 0,36%, após a forte alta de 0,78% observada em fevereiro.

O resultado foi em grande parte influenciado pelo grupo de Alimentação e Bebidas, com alta de 0,91% e impacto de 0,19 ponto percentual (p.p.) no índice geral.

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Às 9h12 (horário de Brasília), o índice futuro com vencimento em abril operava com desvalorização de 0,21%, aos 127.295 pontos.

Ainda no cenário nacional, a projeção dos analistas para a inflação de 2024 caiu na semana enquanto a estimativa para a evolução do PIB no ano manteve a tendência de seis semanas de alta, segundo dados divulgados nesta terça-feira (26) pelo Relatório Focus do Banco Central.

Na frente corporativa, depois do fechamento dos mercados, serão divulgados resultados de CVC, Rede D’Or e JBS.

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Em Wall Street, índices futuros dos EUA operam com ganhos, depois que os principais índices fizeram uma pausa em sua recuperação. Os três principais índices terminaram a segunda-feira em baixa. Os recuos surgiram na sequência dos fortes ganhos da semana passada, durante os quais os índices atingiram novos níveis máximos de fechamento.

Nesta manhã, o Dow Jones Futuro subia 0,18%, S&P Futuro avançava 0,36% e Nasdaq Futuro operava com alta de 0,50%.

Dólar e mercado externo

O dólar comercial opera com baixa de 0,08%, cotado a R$ 4,969 na compra e na venda. Já o dólar futuro (DOLFUT) caía 0,11%, indo aos 4,968 pontos.

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No mercado de juros, os contratos futuros operam com forte alta. O DIF25 opera em alta de 0,04 pp, a 9,93%; DIF26, +0,06 pp, a 9,88%; a DIF27, +0,07 pp, a 10,12%; DIF28, +0,05 pp, a 10,41%; DIF29 +0,05 pp, a 10,60%.

Os preços do petróleo operam com leves perdas após ganho da véspera, com expectativas de uma oferta mais restrita, impulsionada pelos cortes de produção russos e pelos ataques às refinarias russas.

As cotações do minério de ferro na China fecharam no vermelho, em meio ao crescente sentimento de aversão ao risco, uma vez que os fundamentos do principal ingrediente da siderurgia permaneceram desfavoráveis ​​e o consumo de aço downstream na China, principal consumidor, decepcionou o mercado.

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Os mercados asiáticos fecharam sem direção única, com alguns mercados sustentados por ações de chips e do setor imobiliário.

Na China continental, o índice Xangai Composto subiu 0,17%, a 3.031,48 pontos, um dia após o presidente do banco central chinês (PBoC), Pan Gongsheng, apontar “alguns sinais positivos” no mercado imobiliário. Também em reação ao comentário, o Hang Seng teve alta de 0,88% em Hong Kong, a 16.618,32 pontos, em meio ao bom desempenho das incorporadoras Country Garden (+2%) e Sunac China (+1,75%).

Em Tóquio, o japonês Nikkei ficou praticamente estável hoje, com baixa marginal de 0,04%, a 40.398,03 pontos, à medida que o avanço em ações ligadas a semicondutores compensaram quedas em ações de bancos e da indústria ferroviária, um dia após o papel da fabricante americana de chips de memória Micron Technology saltar 6,3% em Nova York a patamar recorde, em seu sétimo pregão consecutivo de ganhos, diante de expectativas de sólida demanda futura por chips de inteligência artificial (IA).

Os mercados europeus operam sem direção definida, enquanto os investidores continuam a ponderar as decisões políticas dos bancos centrais da semana passada na Europa e nos EUA.