Ibovespa Futuro opera em alta com dados europeus e produção industrial

Preços aos produtores da zona do euro e dados de emprego na Espanha repercutem em meio aos investidores, que aguardam discursos de membros do Fed

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SÃO PAULO – O Ibovespa Futuro apresenta alta nesta terça-feira (4), com investidores digerindo indicadores da Europa e aguardando discursos de membros do Federal Reserve, que podem sinalizar o que será feito com o programa de estímulos do governo norte-americano. Às 9h07 (horário de Brasília), o índice de contratos futuros com vencimento em junho subia 0,46%, a 54.060 pontos, estendendo os ganhos do mercado brasileiro na véspera, quando o Ibovespa avançou 0,82%.

Após alguns indicadores piores do que o esperado nos EUA desde a semana passada, cresce a expectativa sobre o relatório de emprego de maio que será divulgado nesta sexta-feira (7) e que pode nortear os investidores quanto à possibilidade de o Fed começar a retirar seu programa de compra de títulos, o Quantitative Easing 3. Ainda sobre o QE3, hoje teremos os discurso de Esther George, do Fed de Kansas,  e de Richard Fisher, do Fed de Dallas.

Na pauta de indicadores brasileiros, destaque para a produção industrial de abril, que cresceu 1,8% em abril em relação a março, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Economia e Estatística). O indicador que acompanha a evolução da produção e do mercado de trabalho na indústria apresenta alta de 1,6% no acumulado do ano e crescimento de 8,4% em relação a abril de 2012.

Otimismo internacional
Na Espanha, dados sobre desemprego animaram investidores, com queda de 2% na quantidade de cidadãos que procuram ocupação no país, para 4,89 milhões, o menor nível desde dezembro de 2012 e menor valor registrado em um mês de maio. Esse é o 3º mês de melhora no quadro. Com isso, o índice de ações espanhol IBEX35 apresenta alta de mais de 1%, com destaque também para o setor bancário.

Além disso, os preços ao produtor na zona do euro recuaram ainda mais em abril devido a uma forte queda nos custos da energia, marcando a maior queda na comparação mensal desde julho de 2009, com baixa de 0,6% nos preços em relação a março.

Com uma alta mais tímida, os contratos futuros de índices norte-americanos também encontram-se no positivo. Além do discurso de dois membros do Fed, a agenda traz o resultado de maio da balança comercial, divulgada pelo Departamento de Comércio dos Estados Unidos.