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SÃO PAULO – No dia que se inicia a temporada de resultados do 2º trimestre no Brasil, o Ibovespa Futuro mostra leve alta, seguindo o movimento de indefinição nas bolsas internacionais. Às 9h14 (horário de Brasília), os contratos futuros com vencimento em agosto avançavam 0,20%, a 46.720 pontos.
Entre as referências internacionais que movem as bolsas mundiais, destaque para a queda inesperada da confiança alemã e também para a expectativa sobre o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, que ocorrerá amanhã. Na Ásia, o índice japonês Nikkei voltou do feriado local de ontem com alta de 0,64%, a 14.599 pontos – maior nível desde 24 de maio.
Por aqui, o dia marca o início da temporada de resultados do 2º trimestre, com a Localiza (RENT3) dando a largada após o fechamento do pregão. Nos EUA, importantes companhias apresentaram seus números trimestrais.
Resultados norte-americanos
Enquanto isso, investidores analisam os balanços de três grandes companhias norte-americanas. O Goldman Sachs apresentou lucro líquido de US$ 3,70 por ação no segundo trimestre, totalizando US$ 1,86 bilhão – mais do que dobro do obtido no mesmo período do ano anterior, de US$ 927 milhões -, enquanto analistas esperavam U$ 2,82 por ativo.
A Johnson & Johnson também superou as expectativas do mercado, com lucro líquido de US$ 1,48 por ação, ante expectativas de US$ 1,39 por ativo. A receita da companhia totalizou US$ 17,7 bilhões no segundo trimestre.
Já o lucro líquido da Coca-Cola caiu para U$ 2,68 bilhões no segundo trimetre, ante US$ 2,79 bilhões no mesmo período do ano passado. A receita da companhia caiu 63%, para US$ 12,7 bilhões ou US$ 0,63 por ação. Segundo o chairman da companhia, o resultado decepcionante mostrou as dificuldades do mercado global no período.
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Foco na inflação
Ainda nos EUA, as atenções de hoje ficam com os dados de preços referentes a junho, que serão divulgados às 9h30 (horário de Brasília). Juntamente com os dados de desemprego, a inflação é um dos dois pilares de sustentação do programa de compras de títulos públicos norte-americanos do Fed, o Quantitative Easing 3. Assim, a queda no desemprego e a alta da inflação podem fazer com que as autoridades dos EUA deem início à retirada dos estímulos.
A pauta econômica norte-americana também terá dados do setor industrial, saindo às 10h15 o resultado da produção industrial e da capacidade instalada. Ainda por lá, teremos às 15h15 o discurso da presidente do Federal Reserve de Kansas, Esther L. George.
Inflação brasileira
Por aqui, o IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) desacelerou alta para 0,43% em julho, ante 0,63% de inflação no mês anterior, segundo a FGV (Fundação Getulio Vargas).
Também divulgado nesta manhã pela Fundação, o IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor Semanal) desacelerou para 0,07% de alta na segunda quadrissemana de julho, ante avanço de 0,23% no período anterior.
Confiança alemã decepciona
Na Alemanha, o índice ZEW, que mensura a confiança econômica para os próximos seis meses, caiu para 36,3, ante 38,5 registrados em junho – analistas esperavam alta para 39,8 em julho. Com a piora na confiança sobre a maior economia da zona do euro, as bolsas do continente operam no vermelho, mesmo com o ZEW da zona do euro registrando 32,8 no mesmo mês – 1 ponto acima do esperado por analistas.
Destaque para o índice alemão DAX 30, com queda de 0,30%, e para o francês CAC 40, caindo 0,56%. Em Madri, o IBEX 35 mostra a queda mais forte do continente (-0,88%), pressionado ainda pela recusa de renúncia do primeiro-ministro espanhol, Mariano Rajoy, apesar do escândalo político envolvendo seu governo, com um membro do seu partido sendo acusado de corrupção e fraude.
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Fechando as referências econômicas da Europa, ganha espaço na agenda os dados de inflação. Na zona do euro, o CPI (Consumer Price Index) manteve-se em 1,6%, seguindo a expectativa dos analistas. No Reino Unido, o índice de preços ao consumidor apresentou alta de 2,9%, ante projeções de 3,0%.